20.10.16

Encontro com os Autores . 22 de outubro de 2016 . 17h00

“António Pinheiro – Um Nome Para a História do Teatro Português”
de Luís Gameiro

Com a presença de Nuno Campos Inácio da editora Arandis.
Dissertação de mestrado sobre a personalidade de António Pinheiro, explorando o seu percurso, analisando o seu contributo em 4 campos, identificados pelo autor: sindicalismo no teatro; ensino de teatro; a sua passagem como encenador do Teatro Nacional D. Maria II; Prática teatral, mediante a sua carreira de encenador e actor.

Luís Gameiro

(n. Lisboa, 1971)
Licenciado em Estudos Artísticos, variante de Artes do Espectáculo, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desenvolve actividade como Técnico Superior de Arquivo no Arquivo Nacional de Imagens em Movimento da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, onde trabalha desde 1998. Interessado em áreas artísticas como o Cinema e a Literatura, desenvolveu a sua dissertação de Mestrado na mesma Faculdade, onde abraçou também o Teatro, apresentando a tese, agora publicada, que procura contribuir para colocar o actor, encenador e professor António Pinheiro no seu justo lugar na História.
Não obstante o Teatro, que constitui verdadeira e crucial revelação da sua passagem pela academia, deveu-se a ideia deste estudo, na sua génese absoluta, à sua fortíssima e apaixonada ligação a Tavira, de onde António Pinheiro era natural. É sobretudo sobre esta cidade e concelho que Luís Gameiro vai desenvolvendo actividades paralelas, que passam por campos como o Cineclube, a Sociedade da Banda Musical, a investigação histórica e patrimonial, a genealogia e até a agricultura.
Tem participado em edições dos Seminários de Estudos Históricos do Algarve e das Jornadas Históricas de Tavira. Colaborou em exposições e respectivos catálogos, organizadas pela Câmara Municipal de Tavira.
É autor de dois videogramas promocionais sobre realidades de Tavira: Santiago (1999) e 2000… 2010 (2011). Desenvolveu a investigação Cinema e Propaganda: o Caso da Pesca do Atum, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Tem em preparação o trabalho com o título provisório Vizetto: O Mar em Génova, a Burguesia em Tavira.

19.10.16

Novidades na BMAC - outubro de 2016

 Pode consultar as novidades de outubro de 2016 aqui.

12.10.16

Algarve Toastmasters Club - Aniversário Álvaro de Campos . 15 de outubro de 2016 . 16h30


Resultado de uma associação da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, com o Clube Toastmasters de Faro, decorrerá uma sessão especial dedicada ao Aniversário de Álvaro de Campos, no dia 15 de Outubro pelas 16h30, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos em Tavira.

Serão feitas breves apresentações sobre este heterónimo de Fernando Pessoa, que “nasceu” em Tavira no dia 15 de Outubro de 1890. 

Toastmasters International é o líder mundial na arte de comunicar (falar, ouvir e pensar). A Toastmasters International é uma organização sem fins lucrativos, vocacionada para os seus membros, fundada por Dr. Ralph C. Smedley (1878-1965). Existem mais de 12,500 clubes Toastmasters no mundo.

Um clube Toastmasters, cria um ambiente de aprendizagem positivo e de suporte mútuo, onde cada membro tenha a oportunidade de desenvolver as suas capacidades de comunicação e de liderança.

Encontro com os Autores . 13 de outubro de 2016 . 18h00


“CÍRCULO DE FOGO” 
de Manuel Neto dos Santos

Apresentado por Maria Carmo Guedes.
Poemas ditos por Milai Miu.



30.9.16

O Autor do mês - Todos os meses, um autor em destaque!

Autor de outubro |Fernando Pessoa
 

A escolha do autor do mês de Outubro recaiu sobre Fernando Pessoa por este ter feito Álvaro de Campos, seu heterónimo, nascer, a 15 de Outubro de 1890, em Tavira.

Álvaro de Campos é o móbil d’ A FESTA DOS ANOS DE ÁLVARO DE CAMPOS, este ano na sua 2ª edição.

“Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da "Presença" tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica. “

In: https://www.wook.pt/autor/fernando-pessoa/2103

27.9.16

Fragmentos de Dom Quixote (Baseado na obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de la Mancha) . 1 e 4 de outubro . 22h00


1 de Outubro 22h 
4 de Outubro 22h 
  
Fragmentos de Dom Quixote, conta-nos a história, através de alguns excertos da obra de Miguel de Cervantes, de um cidadão de La Mancha, que vivia de tal forma obcecado pela leitura de livros de cavalaria, que acabou por enlouquecer, ao ponto de acreditar que deveria tornar-se cavaleiro andante, que as suas ações teriam a obrigação de honrar a sua pátria e engrandecer o seu nome para lembrança futura. O cavaleiro pega então em armas e cavalo e sai em busca de empolgadas aventuras, sob o nome de Dom Quixote de La Mancha, sem nunca esquecer a formosa Dulcineia, a preciosa donzela que lhe roubou o coração. Ao ser Dom Quixote, para além de imaginar duras e desiguais batalhas com temíveis inimigos e ferozes gigantes, o cavaleiro de triste figura acabará por se prejudicar física e mentalmente, prejudicando também muitos dos que se cruzavam no seu caminho.
Fragmentos de Dom Quixote (Baseado na obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de la Mancha)
Encenação: Sandro Colaço Pires
Cenário: Ângelo Gonçalves
Adereços e figurinos: Denise Gonçalves
Conceção musical e desenho de luz: Stelmo Barbosa
Construção e montagem de cenário Sandro Pires e Ângelo Gonçalves
Montagem e operação de luz e som
Guarda-roupa Denise Gonçalves;
Fotografia: Rúben Cavaco
Interpretação
Dom Quixote de la Mancha: Sandro Pires
Sancho Pança: Stelmo Barbosa
Dulcineia del Toboso: Bárbara Ramos

20.9.16

«Shakespeare e Cervantes: 400 anos depois da morte»

«Shakespeare e Cervantes: 400 anos depois da morte»


 
William Shakespeare e Miguel Cervantes terão morrido no mesmo dia, 23 de Abril de 1616.
Nesse dia (23 de Abril) e por essa mesma razão, assinala-se o dia mundial do Livro.
Este ano de 2016, para além do dia, assinalam-se os 400 anos da morte de dois grandes escritores e a Biblioteca Municipal relembra, em duas criações distintas, estes autores.

1 de Outubro, 22h
"Fragmentos de Dom Quixote" - baseado na obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de la Mancha
Encenação de Sandro Colaço Pires

22 de Novembro, 18h00
"Somos Feitos da Matéria de que são Feitos os Sonhos" - conferência com João Garcia Miguel, moderada por Tela Leão
"Burger King Lear" - projeção do filme, produção bilingue da Cia João Garcia Miguel, uma releitura da peça de Shakespeare
Org: Partilha Alternativa


“Shakespeare e Cervantes: 400 anos depois da morte"
In: Expresso, 23/04/2016

Como são loucos os mortais!”
William Shakespeare, Sonho de uma noite de verão
...
“Há remédio para tudo, exceto para a morte.”
Miguel de Cervantes, Dom Quixote de la Mancha
...
No dia em que William Shakespeare nascia, a 26 de abril de 1564 em Stratford-upon-Avon, Inglaterra, Miguel Cervantes ia já a caminho dos 17. Os seus caminhos não se cruzariam até à morte de ambos há (quase) exatamente 400 anos: no dia 23 de abril de 1616 William morria na sua cidade natal e Miguel em Madrid. No entanto hoje, 400 anos depois, há quem defenda que nem no último suspiro os dois autores foram coincidentes: os investigadores do escritor espanhol apontam para a possibilidade de este ter morrido no dia 22 (ainda que as comemorações oficiais se mantenham, para os dois, no mesmo dia).
Fora a partida que o destino lhes pregou (no mesmo dia?), o pai de Hamlet e o de D. Quixote de La Mancha parecem ter pouco em comum. O príncipe da Dinamarca é introspetivo e contemplativo, D. Quixote um pequeno fidalgo espanhol triste e idealista, que vai estabelecendo uma relação transformadora com Sancho Pança. A personagem de Shakespeare é descrente e trágica, tentando vingar a morte do pai; a de Cervantes tem uma fé incompreensível e é movida por um entusiasmo inesgotável. O primeiro fala-nos das fraquezas e da condição humana, o último põe em destaque os valores morais e a capacidade de transformação.
Hamlet, Julio César, Macbeth, O Rei Lear, Romeo and Juliet. Shakespeare escrevia pela arte de escrever, com um vocabulário riquíssimo e capaz de originar uma explosão poética de sons, sentidos e significados. Já Miguel de Cervantes, com Dom Quixote e Sancho Pança e darem corpo à sua obra-prima, é mais simples e despreocupado: escreve o que escreve, mais focado naquilo que escreve e conta do que na forma como o faz.
Apesar de serem homens de um mesmo tempo, tiveram vidas bem diferentes. Não só pelos meios onde nasceram e cresceram (Cervantes vinha de uma família com dificuldades económicas, aspeto que não era um problema para Shakespeare), mas também por aquilo em que se tornaram. O espanhol, soldado durante vários anos, perdeu a mão esquerda na guerra, tendo ainda sido cobrador de impostos, preso, noviço e, finalmente, escritor. Dom Quixote trouxe-lhe a fama, ainda vivo. Já o inglês, apesar de hoje a sua obra ser considerada universal, não teria o mesmo reconhecimento em vida: o teatro era, naquela época, uma arte menor e quando Shakespeare morreu nem sequer teria direito a cerimónias oficiais em Stratford-upon-Avon (como aquelas que assistimos nos dias hoje), nem a uma homenagem escrita ou palavras de despedida. A sua vida seria apenas reconhecida depois da morte.
Foi a morte que o imortalizou. Foi com o fim da vida que a sua obra ressuscitou aos olhos dos outros. Como já dizia o seu contemporâneo espanhol, pela boca de Dom Quixote, quando “uma porta se fecha, outra se abre.” Hoje, 400 anos depois, são várias as portas que se abrem na nossa memória.”
Maria João Bourbon