Org: Cuadernos de Roldan
Apoio: CMT/Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
23.2.17
9.6.15
Recital de música e poesia . 9 de junho de 2015 . 22h00
por Afonso Dias e Teresa da Silva
Um tributo a Francisco Xavier de Athaíde Oliveira a partir do cancineiro do Algarve (1905).
Canções e poemas numa viagem pelo algarve de sonhos, lendas e aventuras, heróis e moiras encantadas.
Canções e poemas numa viagem pelo algarve de sonhos, lendas e aventuras, heróis e moiras encantadas.
Francisco Xavier de Athaíde Oliveira nasceu em Algoz, concelho de Silves, a 10 de outubro de 1842, e morreu em Loulé a 20 de novembro de 1915.
Originário de uma família de pequenos proprietários agrícolas, frequentou os estudos preparatórios no Liceu de Faro e matriculou-se no Seminário de São José, a fim de seguir a vida eclesiástica, concluindo o curso em 1866. Em 1968 foi consagrado presbítero, desempenhando funções de Capelão da Universidade de Coimbra, na qual se formou em Direito (1874) e Teologia (1875). Em 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial de Loulé, serviço onde desempenhou as funções de Conservador adjunto desde 1882.
Enquanto jornalista, desenvolveu uma colaboração regular com a imprensa regional, tendo sido autor de publicações que versaram os domínios da história, arqueologia e etnografia. Ainda neste âmbito fundou e dirigiu o primeiro jornal em Loulé, O Algarvio, periódico regionalista que manteve atividade entre 1889 e 1893.
O seu contributo no domínio da etnografia portuguesa no final do século XIX centrou-se nos estudos pioneiros da literatura oral e tradições populares algarvias. Durante a sua passagem por Coimbra, que se prolongou até 1875, privou com algumas das personalidades proeminentes da “Geração de 70”, nomeadamente com Teófilo de Braga, reconhecendo-se as suas influências no domínio histórico e etnográfico relativo à recolha do romanceiro e do lendário algarvio, que constituiu o essencial das principais obras etnográficas de Ataíde Oliveira.
Da sua produção etnográfica destaca-se a obra As Mouras Encantadas e os Encantos do Algarve (1898), considerado o seu primeiro ensaio sobre tradições populares, lendas e superstições. Publicou Contos infantis (1897) e Contos tradicionais do Algarve (2 vols., 1900 e 1905), Romanceiro e Cancioneiro do Algarve – Lição de Loulé (1905), compilação da tradição oral regional, compreendendo contos, lendas, orações, superstições e ladainhas populares, entre outras formas de narrativas populares.
Consagrou às diferentes localidades algarvias importantes estudos monográficos histórico-geográficos, cobrindo quase todo o território da região entre 1905 e 1914.
Originário de uma família de pequenos proprietários agrícolas, frequentou os estudos preparatórios no Liceu de Faro e matriculou-se no Seminário de São José, a fim de seguir a vida eclesiástica, concluindo o curso em 1866. Em 1968 foi consagrado presbítero, desempenhando funções de Capelão da Universidade de Coimbra, na qual se formou em Direito (1874) e Teologia (1875). Em 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial de Loulé, serviço onde desempenhou as funções de Conservador adjunto desde 1882.
Enquanto jornalista, desenvolveu uma colaboração regular com a imprensa regional, tendo sido autor de publicações que versaram os domínios da história, arqueologia e etnografia. Ainda neste âmbito fundou e dirigiu o primeiro jornal em Loulé, O Algarvio, periódico regionalista que manteve atividade entre 1889 e 1893.
O seu contributo no domínio da etnografia portuguesa no final do século XIX centrou-se nos estudos pioneiros da literatura oral e tradições populares algarvias. Durante a sua passagem por Coimbra, que se prolongou até 1875, privou com algumas das personalidades proeminentes da “Geração de 70”, nomeadamente com Teófilo de Braga, reconhecendo-se as suas influências no domínio histórico e etnográfico relativo à recolha do romanceiro e do lendário algarvio, que constituiu o essencial das principais obras etnográficas de Ataíde Oliveira.
Da sua produção etnográfica destaca-se a obra As Mouras Encantadas e os Encantos do Algarve (1898), considerado o seu primeiro ensaio sobre tradições populares, lendas e superstições. Publicou Contos infantis (1897) e Contos tradicionais do Algarve (2 vols., 1900 e 1905), Romanceiro e Cancioneiro do Algarve – Lição de Loulé (1905), compilação da tradição oral regional, compreendendo contos, lendas, orações, superstições e ladainhas populares, entre outras formas de narrativas populares.
Consagrou às diferentes localidades algarvias importantes estudos monográficos histórico-geográficos, cobrindo quase todo o território da região entre 1905 e 1914.
14.11.14
Apresentação de revista ~ Sizígia ~ 22 de novembro de 2014 . 16h00
16h00 ~ mostra digital da revista| Sizígia
16h30 ~ apresentação pelo editor| Pedro Jubilot
~ leituras por | Vários Autores
~ aí estão agora as marés de sizígia.
a canal encherá e vazará como que para lá do inexplicável.
nem a lua saberá explicar este devaneio. ainda que a digam responsável
pelo fenómeno resultante da atração gravitacional exercida sobre esta terra ~
poesia ~ Sizígia ~ fotografia
A CanalSonora, editora de Tavira, pretende com esta revista comemorar um ano de atividade. Colaboram 37 autores algarvios, juntando nomes conhecidos da poesia como Fernando Cabrita, Manuel Neto dos Santos ou Fernando Esteves Pinto, a autores praticamente estreantes como Marco Mackaaij, Van S.a ou Mariano Alejandro. Na fotografia, Jorge Jubilot, o já habitual fotógrafo da editora assina mais uma vez a capa, mas no miolo surgem num vegetal acetinado, as imagens de Luísa Soares Teixeira, Fatinha Afonso, Joana Rosa Bragança, Lina Madeira e do experiente Filipe da Palma.
~ Sizígia ~
~ poesia ~
~ AnaPaula Madureira ~ António Baeta ~ António Brumas ~
~ António José Ventura ~ António Pedro ~ Dinis Nunes ~ Fernando Cabrita ~
~ Fernando Esteves Pinto ~ Fernando Pessanha ~ João Bentes ~ Luís Ene ~
~ Manuel Neto dos Santos ~ Marco Mackaaij ~ Marco Mangas ~
~ Mariano Alejandro ~ Miguel Godinho ~ Myriam Jubilot de Carvalho ~ Naná Rebelo ~
~ Nuno Mangas-Viegas ~ Paulo Ferreira ~ Paulo Moreira ~ Pedro Afonso ~
~ Pedro Faria Bravo ~ Pedro Jubilot ~ Pedro Oliveira Tavares ~ Rute Castro ~
~ Sara Monteiro ~ Tiago Nené ~ Van S.a ~ Vitor Gil Cardeira ~ Zé Bono ~
~ fotografia ~
~ Fatinha Afonso ~ Filipe da Palma ~ Joana Rosa Bragança ~
~ Jorge Jubilot ~ Lina Madeira ~ Luísa Soares Teixeira ~
Org.: Canal Sonora Editora
Etiquetas:
Apresentação de livro e conversa com os autores,
poesia,
revista
3.10.14
Recital. 16 de outubro de 2014 . 12h às14h
Há Musica na Poesia
Carta de Ricardo Reis para Álvaro de Campos
O que te encanta em mim, irmão poeta
É a sombra inversa que me acompanha
Sabes, como eu, que toda gente e coisa
Tem alma e sonha ser uma outra coisa
E se assim, por que não estendê-la a tudo
Tinha alma a nau que te levou esta carta
O envelope e outra alma a tinta
E sendo assim, tudo tem alma, creia
Abra esta carta e minha alma leia.
Vicente Sá
Fernando Pessoa foi, talvez, o poeta que mais se intrigou com a mágica que transforma palavras em poesia. No âmago desta metamorfose, como se vê no diálogo travado entre Álvaro de Campos e Ricardo Reis em Paginas Íntimas e de Auto-Interpretação, Pessoa encontrou na música a forma de expressão que carrega as ideias de emoção, que expande o alcance da prosa e a eleva ao patamar de poesia.
Dessa matéria mágica é composto o recital Há Música na Poesia, um recital musicado que será apresentado no próximo dia 16, às ....., na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos. Os artistas brasileiros Túlio Borges e Vicente Sá passeiam pela poesia brasileira e portuguesa percorrendo os trilhos de sua musicalidade. O espetáculo é um tributo a Álvaro de Campos, heterônimo ao qual Fernando Pessoa deu berço em Tavira e do qual a cidade celebra, nesta semana, o aniversário.
O ESPETÁCULO
Há Musica na Poesia intercala textos de Fernando Pessoa e seu heterônimo Álvaro de Campos com alguns dos mais expressivos poetas brasileiros contemporâneos, ora cantados ora contados, enfatizando sempre a sonoridade e a cadência das palavras que elevam alguns dos textos mais primorosos da língua portuguesa ao patamar de poesia.
Túlio Borges (voz e violão) e Vicente Sá (voz) são acompanhados pelo músico Victor Angeleas (bandolim) e, ao longo de 1h15min, passeiam pela obra de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, José Chagas, Jessier Quirino, Mário Quintana, Ferreira Gullar, Climério Ferreira, Vicente Sá, Angélica Torres e Heitor Humberto de Andrade, que estará compilada em um libreto para oferecer aos espectadores as dimensões da poesia na leitura e na audição. O passeio consiste da interpretação de poesias cuidadosamente musicadas por Túlio Borges e do recital de poemas selecionados por Vicente Sá.
OS ARTISTAS
Túlio Borges é natural de Brasília. Estudou piano desde os 10 anos, idade em que já compunha. Em 2010, é premiado em diversos festivais de composição brasileiros e lança seu primeiro disco . "Eu venho vagando no ar" (2010) apresenta canções autorais e recebe elogios de grande parte da crítica brasileira, como Tárik de Souza e Zuza Homem de Mello, além do prêmio de melhor cantor independente pela Rádio Cultura de São Paulo e a nominação como um dos 50 melhores discos do ano pela Revista Manuscrita.
Em 2014 grava seu segundo álbum, dedicado à cidade pernambucana de São José do Egito - capital nacional da poesia. O disco é recheado de parcerias com músicos e poetas nordestinos, como Climério Ferreira (PI), Jessier Quirino (RN), Afonso Gadelha (PB) e José Chagas (MA).
Vicente Sá nasceu em Pedreiras, no Maranhão vive em Brasília, cidade que adotou e pela qual foi adotado. Poeta desde a primeira infância, cresceu ao som mesclados dos cordéis – principal manifestação poética da cultura popular brasileira – dos poetas românticos e dos irreverentes modernistas, desenvolvendo o gosto e o domínio sobre a palavra falada que o tornaram um dos precursores da prática dos recitais poéticos resgatada por sua geração.
Tem oito livros publicados. Como letrista trabalha com Tulio Borges e mais de duas dezenas de parceiros e tem suas músicas gravadas pelo grupo Liga Tripa, por Célia Porto, Aloísio Brandão e Goya, entre outros.
Victor Angeleas, bandolinista, compositor e arranjador, iniciou seus reais estudos musicais aos sete anos de idade, depois de alguns anos de iniciação musical infantil. Estudou teclado, piano, guitarra, cavaquinho e formou-se em violão popular aos 15 anos. Elegeu o bandolim como seu instrumento principal aos 13 anos, começando o estudo deste na Escola de Choro Raphael Rabello. Recebeu, em 2005, o prêmio “Jovem Talento da Música de Brasília”. Já se apresentou em diversas cidades do Brasil e dividiu palco com grandes nomes da música, como Hamilton de Holanda, Pedro Amorim e Renato Vasconcellos. Em 2012 gravou seu primeiro CD, “Sem Fronteiras”, ao lado do acordeonista Junior Ferreira. Hoje, com vinte e cinco anos, é formado no curso de Licenciatura em Música pela Universidade de Brasília e está cursando Mestrado em Performance e Criação Musical pela mesma instituição.
Etiquetas:
Álvaro de Campos,
Fernando Pessoa,
música,
poesia,
recital,
Ricardo Reis
23.7.14
Performance poético-musical . 31 de julho de 2014 . 22h00
O Algarve, a que João Lúcio chamou o “meu país do sul”, é pátria de poetas. Há mais de mil anos. De berço uns, por acolhimento outros, todos eles amantes desta terra virada ao mar. Sempre o mar sobrepondo-se, pela magia da distância e da aventura, à ruralidade inicial que hoje sobrevive. Porque ao longo dos tempos foi sempre o mar do Algarve a tecer-lhe o destino, a esculpir-lhe os sonhos, a desenhar-lhe a história.
“Sou algarvio / e a minha rua tem o mar ao fundo” escreveu o poeta armacenense António Pereira e talvez nenhum aforismo ilustre melhor este sortilégio.
Pois é este mar algarvio que o Infante desafiou, que Gil e Lançarote afrontaram e que deslumbrou Sophia, que hoje inspira este projecto.
“O mar ao fundo” é um trabalho construído com poesia e música de algarvios – naturais ou adoptados – e de amantes do Algarve e do Mar.
“O mar ao fundo” tem o Algarve como centro e a poesia – mãe das artes e geradora dos sonhos – como bandeira.
É assinado por Afonso Dias que há largos anos serve o Algarve como autor, cantor, actor de teatro, divulgador de poesia em centenas e centenas de sessões, enfim, como militante da cultura.
Este trabalho é mais um passo nesse percurso.
“O mar ao fundo” inclui poesia de António Pereira, Leonel Neves, João Lúcio, Teresa Rita Lopes, Carlos Brito, António Aleixo, Natália Correia, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Maria da Conceição Silveira, Natércia Duarte, Afonso Dias...
É integralmente produzido no Algarve. Estúdio, músicos, cantores, designer estão aqui. Por isso será marcado com a chancela: “feito no Algarve”. Para que conste.
Composições, pesquisa e selecção – Afonso Dias
Direção musical – Adriano St. Aubyn e Afonso Dias
Colaboração especial – Tânia Silva
Uma produção - Bons Ofícios – Associação Cultural
“o mar ao fundo” - uma produção solidária
com o apoio:
Etiquetas:
livros,
música,
performance,
poesia
17.9.13
Performance poética . Pela Leonor Verdura . 21 de setembro de 2013. 21h30
“Pela Leonor Verdura”
um percurso através da poesia experimental portuguesa
Pela Mandrágora - Centro de Cultura e Pesquisa de Arte
21 de setembro de 2013 | 21h30
«com “pela leonor verdura”, pretende-se uma viagem ao interior de um movimento que neste país ganhou alguma forma nos anos 60. um movimento / projecto que deu corpo àquilo que é a poesia experimental / visual portuguesa. em “pela leonor verdura”… (verso de ana hatherly in “anagramático”) procuramos uma linguagem, na sua raiz, teatral / performativa. e, nele se semeiam letras, na esperança da germinação da palavra»
percorrem-se poemas de:
EMERENCIANO – ANA HATHERLY – MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS – LIBERTO CRUZ – JAIME SALAZAR SAMPAIO – ALBERTO PIMENTA – E. MELO E CASTRO – ANTÓNIO ARAGÃO – ABÍLIO JOSÉ SANTOS – SALETTE TAVARES – JOSÉ OLIVEIRA – ALEXANDRE O’NEIL – FERNANDO AGUIAR – CESAR FIGUEIREDO – M. ALMEIDA E SOUSA – ANTÓNIO DANTAS – ARMANDO MACATRÃO – JOSÉ ALBERTO MARQUES – SILVESTRE PESTANA
com íris santos e bruno vilão a protagonizar esta viagem criativa.
Com o apoio da Associação Min-arifa e da Câmara Municipal de Tavira | BMAC
Etiquetas:
outras iniciativas,
performance,
poesia
11.6.13
AFONSO DIAS apresenta novo trabalho . 13 junho . 21h30
“Os Modos e os Olhares - António Aleixo e Fernando Pessoa em desgarrada (im)provável”
musicado e apresentado por
Afonso Dias
13.junho.2013 | 21h30
(quinta-feira)
Este é o novo projeto que a Bons Ofícios - Associação Cultural leva a cabo entre junho e outubro em todos os Municípios do Algarve.
A iniciativa conta com o apoio da Direção Regional de Cultura do Algarve, são 16 espetáculos a apresentar em todos Municípios algarvios, cujo conteúdo liga o CD - Fado Aleixo de Afonso Dias à poesia de Fernando Pessoa nos 125 anos do seu nascimento. Chama-se "Os Modos e os Olhares - Aleixo e Pessoa em desgarrada (im)provável" e é, quase integralmente, cantado.
O que aproxima dois dos mais expressivos e tão, aparentemente, diferentes poetas? Por que diversos ou semelhantes modos se exprimem? Que visões e convicções os iluminam? Que musicalidade os aproxima?
Para este encontro convocámos a redondilha maior (verso de 7 sílabas métricas) que ambos cultivaram: Aleixo na generalidade da sua obra; Pessoa no seu “Cancioneiro”. Também os heterónimos maiores – Caeiro, Campos e Reis –, ainda que fugazmente, marcarão presença nesta desgarrada. Esses que habitavam outros universos metafísicos...
Será encenado e cantado este encontro. Pessoa terá o seu espelho de observação interior e provocará Aleixo com motes, para que o algarvio leia a vida dos homens com os seus olhos de ver este mundo. Aleixo exortará Pessoa a viajar pelos labirintos da interioridade e pala graça popular da quadra lisboeta que o poeta tão esmeradamente cultivou.
Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte
o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos
tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.
O fado, porém, não é alegre nem triste. É um episódio de
intervalo. Formou-o a alma portuguesa (…)
F. Pessoa
(…)
só quando o coração canta
a minha pobre garganta
faz o que nem sempre faz.
A.Aleixo
Org.: Bons Ofícios - Associação Cultural
Apoio: Direção Regional de Cultura do Algarve
Etiquetas:
outras iniciativas,
poesia
Subscrever:
Mensagens (Atom)







