2.9.14

Conferência . 20 de setembro de 2014 . 17h30

Arquivos de família, arquivos de comunidades. Caminhos para o estudo e defesa de um património de todos 
por Maria de Lurdes Rosa

O Arquivo Municipal de Tavira em parceria com a comissão organizadora dos ciclos de conferências "Entre Arquivos" convida-o a estar presente no próximo dia 20 de setembro pelas 17h30 no auditório da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos de Tavira para assistir à Conferência “Arquivos de família, arquivos de comunidades. Caminhos para o estudo e defesa de um património de todos” por Maria de Lurdes Rosa.
Para mais informações deverá contactar o Arquivo Municipal de Tavira.

28.7.14

MANUELA SABINO na XX Feira do Livro de Tavira . 3 de agosto . 22h30

Sessão de autógrafos com Manuela Sabino.
Maria Manuela do Carmo Sabino nasceu em Olhão em 1947. Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica de Lisboa. A sua tese de mestrado intitula-se Relações Escola-Família. Dinâmicas Organizacionais numa Escola. Escreveu um artigo intitulado Importância Educacional da Leitura e Estratégias para a sua Promoção na Revista Iberoamericana de Educación. Professora de Física e Química na Escola Secundária de Olhão. Licenciada em Farmácia pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Professora de Saúde na Universidade Sénior de Olhão. Integra o Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Olhão. Faz parte do grupo Acanto da Escola Tomás Cabreira de Faro, Secção de Jograis.

É atriz no Grupo de Teatro da Universidade Sénior de Olhão, onde também colabora na escrita de alguns textos para representação. Pratica regularmente ginástica e natação. Autodidata em História Contemporânea da Península Ibérica. Gosta da vida ao ar livre, de música, cinema e teatro. Vive atualmente em Olhão. Viveu muito tempo em Angola, na então Moçâmedes, hoje, Namibe. É a primeira vez que publica um livro. 


FRANCISCO MOITA FLORES na XX Feira do Livro de Tavira . 31 de julho . 22h30


Sessão de autógrafos com Francisco Moita Flores
“Francisco Moita Flores é reconhecido do público pela sua obra literária e pelo seu trabalho como dramaturgo para televisão, cinema e teatro. Tem uma vasta obra publicada e produzida; os romances: Mataram o Sidónio!, A Fúria das Vinhas, o Bairro da Estrela Polar, entre muitos, e séries : A Ferreirinha, o Processo dos Távora, Alves dos Reis, João Semana, Quando os Lobos Uivam. Considerado pela crítica como o melhor argumentista do país, foi distinguido em Portugal e no estrangeiro pela qualidade da sua obra, foi condecorado pelo Presidente da República com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante pela carreira literária e pública. Colaborador em vários órgãos como comentador tem marcado a sua intervenção pelo rigor e clareza com que aborda os temas da sua especialidade.” 
in http://www.wook.pt/authors/detail/id/2904 
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“Segredos de Amor e Sangue”, o seu último romance publicado pela Casa das Letras, é um regresso do autor à época em que Diogo Alves, o célebre galego que matava no Aqueduto das Águas Livres, era o grande protagonista do crime em Lisboa. Em 1997 escreveu o argumento para o filme A Morte de Diogo Alves que venceu o Grande Prémio de Ficção da RTP. Agora, traz o célebre criminoso de volta como pretexto para reconstruir a Lisboa popular dos anos trinta do século XIX, um tempo em que a cidade se despia dos antigos trajes pré-liberais e dava os primeiros passos no Liberalismo emergente. Marcado pela violência e pela pobreza, este romance é uma história de ternura e de paixão, num tempo agreste, onde a força do Amor e das Letras se impõe à voracidade da guerra e do crime, num país que tinha uma população com noventa porcento de analfabetos. 
É um romance com histórias apaixonadas, de amor e morte, de fascínio pela descoberta das palavras escritas em português. Manuel Alcanhões, o narrador, eternamente apaixonado por Isabel, taberneiro em Alfama, testemunha a chegada do Portugal Moderno que vai aprendendo com as lições de um padre miguelista.

23.7.14

MARIA JOSÉ MARTINS na XX Feira do Livro de Tavira . 27 de julho . 22h30


Maria José de Sousa Martins, nascida na Ilha do Pico, Açores, concluiu em 1988, o Curso de Educadoras de Infância na Escola do Magistério Primário de Faro.
Na sua categoria profissional, exerceu as funções de Educadora de Infância, impulsionou a abertura de dois infantários em Tavira, a criação de um Centro de Dia para Idosos com apoio domiciliário.
Vice-Presidente do Núcleo da Cruz Vermelha em Tavira, foi também Educadora Cooperante com a Escola Superior de Educação de Faro, na Formação Inicial de Educadores de Infância, e desempenhou as mais variadas funções como elemento da Equipa do Centro Radial – Centro de Recursos para o Desenvolvimento Educativo
Exerceu o cargo de Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em risco, em representação da Câmara Municipal de Tavira, entre os anos de 1998 e 2001, bem como o de Presidente e de Vice-presidente da Direcção da Banda Musical de Tavira.
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Para além das variadas funções ligadas à Educação, a sua carreira política, em Tavira foi como Vereadora da Cultura, Educação e Ação Social da Câmara Municipal, entre 1998 e 2001. De 2001 a 2006, desempenhou o cargo de Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara.

Junto da comunidade, Maria José Martins desenvolveu e colaborou em inúmeras actividades ligadas ao mundo da comunicação social, nomeadamente na Rádio Gilão, e nos jornais “Sotavento” e “Postal do Algarve”, tendo sido a primeira e única mulher a participar no Primeiro Encontro Regional de Jornalismo Amador, há cerca de trinta anos.

Apadrinhou a criação da Tuna da Casa do Povo da Luz de Tavira, dinamizou a criação do Grupo de Música Popular ”Os Campeiros”, a Charola da Casa do Povo da Conceição, a atividade das danças de salão e realizou cinco marchas populares, com a colaboração da Banda Musical de Tavira.

O seu talento para a escrita reflete-se nos imensos textos que escreveu. Produziu diversos poemas, musicados para participação de jovens em Festivais (Unicef e Gala dos Pequenos Cantores), em Tavira, escreveu inúmeras letras para marchas populares de Tavira, um hino à infância, Temas de Natal para charolas, bem como a letra dos hinos das Freguesias de Santa Luzia, Cabanas de Tavira e Santo Estêvão.
Publicou, este ano (2014) um livro de poesia, recentemente apresentado na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, Pedaços de Alma, editado pela Chiado.


A autora estará presente na XX Feira do Livro de Tavira, para sessão de autógrafos, dia 27 de julho, a partir das 22h30.

DOMINGOS AMARAL na XX Feira do Livro de Tavira . 24 de julho . 22h30


Domingos Amaral, nasceu em Lisboa. Depois de se ter formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, e de ter feito um mestrado em Relações Internacionais na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, Estados Unidos, decidiu seguir uma carreira como jornalista.
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Trabalhou no extinto jornal O Independente durante onze anos, além de ter colaborado com várias outras publicações, como o Diário de Notícias, Grande Reportagem, City, Invista e Fortuna. Colaborou também com a Rádio Comercial e com a estação televisiva SIC. Actualmente, é o diretor da revista portuguesa GQ e foi durante sete anos diretor da Maxmen . Colabora também com o Diário Económico e colaborou igualmente com a revista Grazia.

Em Maio de 2014 lançou, na Feira do Livro do Lisboa o seu novo romance "Um Casamento de Sonho", editado pela Casa das Letras. 
“Este é um livro que diz respeito às pessoas”, diz Marta Ramires, editora da Casa das Letras, considerando que a nova obra de Domingos Amaral é “um retrato político e social do Portugal dos últimos 20 anos”.

“Para a editora, Um Casamento de Sonho contrasta com as últimas obras de Domingos Amaral. “Um Casamento de Sonho é uma leitura mais contemporânea com a qual muitas pessoas se identificarão, em especial a geração de 90”, diz Marta Ramires. “É uma obra diferente de O Retrato da Mãe de Hitler ou Enquanto Salazar Dormia, este é o Portugal recente”, continua a editora para quem Domingos Amaral “está numa fase mais madura na sua carreira”. Os outros livros do autor ou são romances históricos ou quando são contemporâneos costumam ter sempre histórias ligadas por várias gerações.
"Esta é a história de funcionários liberais que vêem o seu mundo ruir não só por causa da situação económica do país, mas também pelo facto de verem alguns casamentos felizes chegarem ao fim pela revelação de segredos" – in Jornal “O Público” , 27 de Maio de 2014

O autor estará presente na XX Feira do Livro de Tavira, para sessão de autógrafos, dia 24 de Julho, a partir das 22h30.

Performance poético-musical . 31 de julho de 2014 . 22h00



O  Algarve, a que João Lúcio chamou o “meu país do sul”, é  pátria de poetas. Há mais de mil anos. De  berço uns, por acolhimento outros, todos eles amantes desta terra virada ao mar. Sempre o mar sobrepondo-se,  pela magia da distância e da aventura, à ruralidade inicial que hoje sobrevive. Porque ao longo dos tempos foi sempre o mar do Algarve a tecer-lhe o destino, a esculpir-lhe os sonhos, a desenhar-lhe a história. 

“Sou algarvio / e a minha rua tem o mar ao fundo” escreveu o poeta armacenense António Pereira e talvez nenhum aforismo ilustre melhor este sortilégio. 

Pois é este mar algarvio que o Infante desafiou, que Gil e Lançarote afrontaram e  que deslumbrou Sophia, que hoje inspira este projecto. 

“O mar ao fundo” é um trabalho construído com poesia e música de algarvios – naturais ou adoptados – e de amantes do Algarve e do Mar.

“O mar ao fundo” tem o Algarve como centro e  a poesia – mãe das artes e geradora dos sonhos – como bandeira. 
É assinado por Afonso Dias que há largos anos serve o Algarve como autor, cantor, actor de teatro, divulgador de poesia em centenas e centenas de sessões, enfim, como militante da cultura. 
Este trabalho é mais um passo nesse percurso.
“O mar ao fundo” inclui poesia de António Pereira, Leonel Neves, João Lúcio, Teresa Rita Lopes,  Carlos Brito, António Aleixo, Natália Correia, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Maria da Conceição Silveira, Natércia Duarte, Afonso Dias...
É integralmente produzido no Algarve. Estúdio, músicos, cantores, designer estão aqui. Por isso será marcado com  a chancela: “feito no Algarve”. Para que conste.

Composições, pesquisa e selecção – Afonso Dias
Direção musical – Adriano St. Aubyn e Afonso Dias
Colaboração especial – Tânia Silva
Uma produção  - Bons Ofícios – Associação Cultural

“o mar ao fundo” - uma produção solidária 
com o apoio:

XX Feira do Livro . 18 de julho a 3 de agosto . a não perder...


Programação para Famílias 
Porque os livros nos levam a universos sem termos que lá ir, para a XX Feira do Livro, criámos um espaço onde também se vive a praia, o mar, a pesca, a cidade ou as noites de verão. 
Ao longo de três fins-de-semana, entre as 21h e as 22h30, poderemos ouvir contar histórias de narizes; experimentar fazer mapas ou ilustrações e descobrir sons, percursos ou saudades" Madalena Marques (atriz, mediadora cultural, promotora da leitura).
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de 18 a 20 de Julho | CONTAR
Com Matia Losego
Pega numa mala cheia de histórias, muitas cabeças, o dobro de orelhas, narizes, uma voz, mais mãos, sapatos grandes e pequeninos e vem ouvir e rir nestas sessões de contos.

de 24 a 27 de Julho | FAZER
Com Marta Castro
Que tamanho tem uma história? De que cor é? É áspera ou suave? Como é que uma coisa imaginada fica colada nas folhas de um livro? Vamos experimentar várias técnicas de ilustração em 4 oficinas fazedoras de histórias.

de 31 de Julho a 03 de Agosto | DESCOBRIR
Com Madalena Marques
Que som tem o mar? Como cresce uma cidade? E a lua, a que sabe? Para cada pergunta muitas respostas. É de desenrolar o novelo das ideias e fazer experiências plásticas, que viverá este último fim-de-semana da Feira. Ai, que já tenho saudades!


Para além das atividades previstas, todas as quintas, sextas, sábados e domingos, resultado de um projeto desenvolvido por Madalena Marques, a XX Feia do Livro de tavira conta com a presença de autores que estarão no pavilhão da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, a partir das 22h30.

Sessões de autógrafos:
24 de julho - Domingos Amaral
27 de julho - Maria José Martins
31 de julho - Moita Flores
2 de agosto - Rui Salvé-Rainha
3 de agosto - Manuela sabino

1.7.14

Exibição de filme . 5 de julho de 2014 . 18h00

«O ano em que meus pais saíram de férias» de Cao Hamburger (2006)

Esta iniciativa, levada a cabo em Tavira, em colaboração com Associação de Paremiologia está inserida no programa: 

«Para não esquecer 1964 e a ditadura militar brasileira» 
Em abril de 1964, um golpe de estado derrubou o governo do presidente democraticamente eleito João Goulart e instaurou no Brasil um regime ditatorial que só teve fim duas décadas depois com a eleição (ainda indirecta) de um presidente da república civil, depois de vários generais impostos pelas Forças Armadas. Passados 50 anos do golpe militar, o Grupo de Investigação 6 do CLEPUL (Brasil-Portugal: cultura, literatura, memória) e a Casa do Brasil de Lisboa associaram-se para recordar esse acontecimento histórico e suas gravosas consequências na vida política, social, econômica e cultural do Brasil.
Assim, em parceria com outras instituições brasileiras, portu¬guesas e outras, em diferentes datas e locais, têm vindo a ser apresentados uma série de eventos, entre os quais se contam palestras, debates, jornadas e colóquios sobre inúmeros aspetos da História e da Cultura Brasileira dos anos 60/70 do século XX, leitura e encenação de textos literários, saraus de música popular brasileira, exposições, exibição de filmes sobre aquele período. 
A exibição deste filme, faz parte deste alargado programa e será acompanhada pela apresentação da Professora Doutora Vânia Chaves.

Vânia Pinheiro Chaves: Professora Associada (aposentada) do Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Coordenadora do GI 6 (Brasil-Portugal. Cultura. Literatura. Memória) do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da mesma Universidade Mestre e Doutora em Literatura Brasileira pela Universidade de Lisboa. Docência e investigação: Literatura e Cultura Brasileira. Livros: 2013, Flagrantes da literatura brasileira da Belle Époque (org. e estudo introd.); 2011, Literatura Brasileira sem Fronteiras (org. e estudo); 2011, Mário Dionísio, [Érico Veríssimo] Um romancista brasileiro (ed. anotada); 2000, O Despertar do gênio brasileiro. Uma leitura de O Uraguai de José Basílio da Gama; 1997, O Uraguai e a fundação da Literatura Brasileira. Editora (com Maria Eunice Moreira) de Navegações. Revista de Cultura e Literaturas de Língua Portuguesa. PUCRS/CLEPUL. Semestral, vol. 1-7.

23.6.14

Palestras . “Livro: Passado, Presente e Futuro” . 27 de junho de 2014 . 18h30


“Entre a cópia e a edição: alguns problemas do livro” por Pedro Ferrré



O códice manuscrito, produto artesanal, apresenta obviamente uma enorme fluidez no seu texto graças às inúmeras variantes introduzidas pelo copistas. Pelo contrário, o livro impresso, aparentemente já isento das vicissitudes impostas pela tradição manuscrita, deveria ostentar uma rigidez textual dado que os processos mecânicos tendem a cristalizar tanto a boa lição como o erro. Contudo, por razões várias, o livro impresso continua a ser alvo de surpreendentes variações de forma muito especial entre os séculos XVI e XVIII. De alguns destes aspectos serão dados alguns exemplos ao longo desta conversa.

Pedro Ferré Nascido em Lisboa, é Professor Catedrático da Universidade do Algarve desde 2000, onde lecciona sobretudo Literatura Espanhola. Foi docente na Universidade de Lisboa, na Universidade Nova de Lisboa, na Rijksuniversiteit te Utrecht e na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. É atualmente curador da Fundación Menéndez Pidal de Madrid e tem publicada vasta obra internacional sobre poesia tradicional e crítica textual. 

19.6.14

Palestras . “Livro: Passado, Presente e Futuro” . 20 de junho de 2014 . 18h00


"Literatura e Edição Digital: que revolução?" por Sandra Boto
É com o advento da imprensa no Ocidente, causa e consequência, ele próprio, do espírito do Humanismo, que a Filologia se afirma como disciplina. A atitude crítica do homem moderno traduz-se então na vontade de ler melhor, libertando os textos bíblicos e clássicos das corruptelas que os scriptoria monásticos haviam propagado durante a longa noite medieval. Mais tarde, a Filologia adoptará novos preceitos de rigor, acentuados com o advento do Positivismo e pat...entes em edições críticas que apontavam o caminho face à mesma necessidade de oferecer ao leitor textos literários fidedignos. Diferentes metodologias e perspectivas de trabalho têm sido colocadas ao serviço do filólogo, desde então, rivalizando entre elas, segundo iremos entrever.
Mas se o final do século XX viu este campo dos Estudos Literários passar (aparentemente quase indiferente) pela introdução das novas tecnologias e do “digital”, latu sensu, recusando os benefícios que estes lhe poderiam introduzir, o panorama parece sofrer uma reviravolta actualmente, com a paulatina queda de alguns preconceitos, que debateremos. 
Nesta conversa pretende-se, pois, apresentar e discutir a noção de “edição digital”, em concomitância com a reflexão em torno da evolução do próprio suporte: o livro. Sem abdicar dos bons princípios filológicos, como podem o hipertexto e a hipermédia confluir na preparação de plataformas digitais credíveis e de boas edições literárias? Como pode, em última instância, a literatura, beneficiar do recurso ao digital entendido enquanto ferramenta de trabalho? Quais as suas vantagens e escolhos, cuidados e reservas? Afinal, qual a preponderância do digital nesta revolução anunciada? Esta palestra terá como fio orientador questões como as enunciadas, ilustradas com alguns exemplos práticos.

Sandra Boto licenciou-se em 2003 pela Universidade do Algarve em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses. Obteve em 2012 o Doutoramento em Línguas, Literaturas e Culturas, Especialidade de Estudos Literários, pela Universidade Nova de Lisboa, com uma bolsa de doutoramento concedida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
É atualmente Professora Auxiliar Convidada da Universidade do Algarve. Desenvolve também um projeto de pós-doutoramento ao abrigo ...de uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia dedicado à edição crítica do Romanceiro de Almeida Garrett em formato digital, acolhido pelo Centro de Investigação em Artes e Comunicação (Universidade do Algarve) e pelo Centro de Literatura Portuguesa (Universidade de Coimbra).
Para além da Universidade do Algarve, lecionou também na Universidad de Huelva (Espanha) entre 2005 e 2006, onde criou o Diploma de Português para Estrangeiros oferecido por essa instituição, ao abrigo de um protocolo com o Instituto Camões.
A sua principal área de investigação é, desde 2002, o estudo e a edição do romanceiro ibérico, mas tem igualmente trabalhado e publicado noutras áreas dos Estudos Literários. Participa regularmente em projetos de investigação e conta com múltiplas publicações e apresentações em congressos nacionais e internacionais.

“Livro: Passado, Presente e Futuro” ciclo de 7 palestras, que teve início a 29 de Março e se prolonga até ao dia 27 de Junho, visa celebrar o livro focando alguns temas com ele relacionados, como a edição, as questões biblioteconómicas, a leitura, a literatura e os seus suportes.
Este ciclo resulta da colaboração da Câmara Municipal de Tavira, Biblioteca Municipal, com a Universidade do Algarve, mais propriamente com o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais e da sua Biblioteca Central. 

17.6.14

Exibição de filme . 5 de julho . 18h00


«O ano em que meus pais saíram de férias» de Cao Hamburger (2006)

Esta iniciativa, levada a cabo em Tavira, em colaboração com Associação Internacional de Paremiologia está inserida no programa: «Para não esquecer 1964 e a dita-dura militar brasileira»

Em abril de 1964, um golpe de estado derrubou o governo do presidente democraticamente eleito João Goulart e instaurou no Brasil um regime ditatorial que só teve fim duas décadas depois com a eleição (ainda indirecta) de um presidente da república civil, depois de vários generais impostos pelas Forças Armadas. Passados 50 anos do golpe militar, o Grupo de Investigação 6 do CLEPUL (Brasil-Portugal: cultura, literatura, memória) e a Casa do Brasil de Lisboa associaram-se para recordar esse acontecimento histórico e suas gravosas consequências na vida política, social, econômica e cultural do Brasil.

Assim, em parceria com outras instituições brasileiras, portuguesas e outras, em diferentes datas e locais, têm vindo a ser apresentados uma série de eventos, entre os quais se contam palestras, debates, jornadas e colóquios sobre inúmeros aspetos da História e da Cultura Brasileira dos anos 60/70 do século XX, leitura e encena-ção de textos literários, saraus de música popular brasileira, exposições, exibição de filmes sobre aquele período.
A exibição deste filme, faz parte deste alargado programa e será acompanhada pela apresentação da Professora Doutora Vânia Chaves.

Vânia Pinheiro Chaves: Professora Associada (aposentada) do Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Coordena-dora do GI 6 (Brasil-Portugal. Cultura. Literatura. Memória) do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da mesma Universidade Mestre e Dou-tora em Literatura Brasileira pela Universidade de Lisboa. Docência e investigação: Literatura e Cultura Brasileira. Livros: 2013, Flagrantes da literatura brasileira da Belle Époque (org. e estudo introd.); 2011, Literatura Brasileira sem Fronteiras (org. e estudo); 2011, Mário Dionísio, [Érico Veríssimo] Um romancista brasileiro (ed. anotada); 2000, O Despertar do gênio brasileiro. Uma leitura de O Uraguai de José Basílio da Gama; 1997, O Uraguai e a fundação da Literatura Brasileira. Editora (com Maria Eunice Moreira) de Navegações. Revista de Cultura e Literaturas de Língua Portuguesa. PUCRS/CLEPUL. Semestral, vol. 1-7.

4.6.14

Palestras . “Livro: Passado, Presente e Futuro” . 6 de junho de 2014 . 18h00


A organização do Ciclo de Palestras "Livro: passado, presente e futuro" informa que existirá uma mudança na próxima palestra do ciclo. 
A palestra ministrada por Isa Mestre - Literatura 2.0: do texto impresso à hipermédia- (inicialmente prevista para o dia 20 de junho) será antecipada para o dia 6 de junho, por troca com Sandra Boto que ministrará no dia 20 a palestra "Literatura e Edição Digital: que revolução?" 
Dando continuidade ao Ciclo de Palestras sobre o “Livro: passado, presente e futuro” a decorrer de  29 de março a 27 de junho de 2014, realizar-se-á no próximo dia 6 de Junho, sexta-feira, às 18h00, a terceira palestra, proferida por Isa Mestre.


“Livro: Passado, Presente e Futuro” ciclo de 7 palestras, que teve início a 29 de Março e se prolonga até ao dia 27 de Junho, visa celebrar o livro focando alguns temas com ele relacionados, como a edição, as questões biblioteconómicas, a leitura, a literatura e os seus suportes.
Este ciclo resulta da colaboração da Câmara Municipal de Tavira, Biblioteca Municipal, com a Universidade do Algarve, mais propriamente com o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais e da sua Biblioteca Central. 

3.6.14

Abertas inscrições para a XX Feira do Livro


Já se encontram abertas as inscrições para XX Feira do Livro, que terá lugar de 18 de julho a 3 de agosto, na Rua do Cais. As inscrições deverão ser apresentadas em formulário próprio até 20 de Junho. 

Para mais informações deverão os interessados contactar a Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, através do telefone 281 320 585 ou email biblioteca@cm-tavira.pt.

Para aceder à ficha de inscrição clique aqui.

30.5.14

Perfomance . 31 de maio de 2014 . 18h00

Villa-Lobos em Movimento. A PERFORMANCE . UM RECITAL   
Villa-Lobos em Movimento é uma releitura das peças do compositor para guitarra clássica, interpretadas também através da dança. O recital evolui a partir do reconhecimento das influências europeias levadas para o Brasil pela colonização portuguesa durante o reinado de D. João VI. Delas Villa-Lobos se apropriou, para as desconstruir e remodelar com uma intencional contaminação pelas tradições, folguedos e crenças populares criando uma obra genuinamente brasileira que vem influenciando várias gerações de compositores.
PROGRAMA     
UM - Estudo nº 1 em Mi Menor      
Para o compositor este estudo evoca o movimento das ondas do mar. Será uma alegoria ao mar como caminho para uma cultura estranha que se implantou na terra virgem que haveria de chamar-se Brasil. Atraída pela música uma bailarina vem ao palco buscar o som ao músico e com ele viajará sobre movimentos ondulantes de um mar imaginário.

DOIS  -  Prelúdio nº 3 em Lá Menor         
homenagem  a Bach
Há uma grande influência clássica europeia nas primeiras peças de Villa-Lobos e a paixão por Bach atravessa a sua obra, embora o impacto de compositores como Claude Debussy, Eric Satie ou Igor Stravinsky tenha também permeado a sua inovadora criação musical. Toda essa carga europeia foi paulatinamente invadida por referências brasileiras. Essa influência erudita europeia traduz-se numa bailarina que bebe pequenos goles de chá, uma alusão literal a uma ironia popular portuguesa que chama de “falta de chá” ao desconhecimento da cultura e regras de comportamento “europeias”.

TRÊS - Choro Gavotte             
Esta gavotte marcará o início do “desmame” das influências europeias. Vestindo uma crinolina estruturada, e colocando uma tradicional cabeleira branca armada e em cachos, a bailarina tenta reproduzir as marcações originais de uma gavotte tradicional, mas acaba por parecer ridícula na tentativa de reprodução de uma cultura que lhe é alheia.

QUATRO  - Prelúdio nº 5 em Ré Maior         
homenagem  aos rapazinhos e mocinhas que frequentam os concertos e os teatros
Invoca-se a história da vida amorosa do compositor. Começa com o seu primeiro amor, a esposa legítima Lucília, uma pianista que lhe deu forte apoio profissional no início da carreira. Foi uma relação que terminou em desencanto e tristeza, mas Lucília nunca concordou com um divórcio. Segue-se a explosão amorosa da segunda oportunidade que a vida lhe dá, na mulher e amante Mindinha, que permanecerá companheira fiel até o fim de seus dias. Poderia ser também uma história de amor universal e atemporal. Uma rosa nos cabelos sublinha o romantismo exacerbado sobre o qual os amores sobrevivem.

CINCO - Choro nº1 para violão
Villa-Lobos, na sua mocidade, frequentou as rodas de choro tocando para sobreviver. Esta composição de 1920 foi dedicada a Ernesto Nazareth, outro compositor brasileiro. É um choro com inspiração direta na música urbana do Rio de Janeiro do final do século XIX e dança-se como um samba, numa alusão a um Brasil que se apropria e modifica as suas impostas origens, recriando-as para se criar

SEIS - Prelúdio nº 2 em Mi Maior            
homenagem ao Malandro Carioca – Melodia Capadócia – Melodia Capoeira
O malandro carioca, essa imagem quase romântica de um fora-da-lei manipulador e oportunista mas relativamente inofensivo, que inspirou Villa-Lobos e que Walt Disney transcreveu na figura do Zé Carioca, já não existe. Todo o início da peça ainda reflete essa imagem, sublinhada pelo uso de um chapéu panamá. Hoje em dia um fora-da-lei, ou malandro, carioca age e se esconde nas favelas ou comunidades. Fortemente armado, trafica droga, é o maior inimigo das famílias com quem divide essas áreas de residência, e será eventualmente morto numa “ação de pacificação” pelo exército. Outros tempos… Na nossa leitura, a capoeira invocada pelo compositor traduz um pouco melhor a dramática insegurança nos subúrbios cariocas atuais. Uma “homenagem” a tal malandro já não faz sentido.

SETE  -  Estudo nº 6 em Mi Menor         
Com este estudo invocam-se todos os orixás. Villa-Lobos talvez não tenha pensado nisso, mas o estudo poderia bem ser tocado num terreiro onde uma mãe de santo oficiasse uma cerimónia religiosa. Troca-se o chapéu panamá pelo adé (coroa) com filás (franjas de missangas) douradas para homenagear Oxum e as sincréticas religiões afro-brasileiras, resultado direto das artes e artimanhas que os oprimidos usaram para superar os obstáculos criados pelos opressores, desde tempos imemoriais…

OITO - Prelúdio nº 1 em Mi Menor         
homenagem ao Sertanejo Brasileiro – melodia lírica
De todo o vasto sertão brasileiro, escolheu-se fazer uma alusão ao caboclo-de-lança do tradicional maracatu de baque-solto dançado pelos cortadores de cana na Zona da Mata dos sertões de Pernambuco. Essa figura usa um chapéu feito cabeleira de fios prateados, que alguns dizem poder ser uma imitação tosca das cabeleiras empoadas dos nobres. A flor branca na boca, de misterioso sentido, e os óculos escuros… é o sertanejo mimetizando o citadino, o pobre mimetizando o nobre…
NOVE -  Prelúdio nº 4 em Mi Menor
homenagem ao Índio Brasileiro
Durante esta peça acontece a última etapa desta metamorfose, que invocará o índio brasileiro. A bailarina despe a saia e a crinolina, pinta o rosto e os braços com a tinta vermelha de urucum reproduzindo alguns motivos usados por índios brasileiros de diversas tribos.
DEZ - Estudo nº 11 em Mi Menor        
Este estudo faz uma alusão musical que nos pareceu conter movimentos de danças rituais de índios brasileiros nas cerimónias do Quarup. O passo cadenciado marca o ritmo das suas evoluções perdidas no tempo. Com ela invocamos e homenageamos os nossos mortos. A coreografia termina com uma referência aos primeiros movimentos da Sagração da Primavera de Igor Stravinsky coreografada por Nijinsky, que estreou em 1913, mesmo ano em que pela primeira vez se editaram obras de Villa-Lobos.

Simone Marçal dança |  Josué Nunes guitarra  | Tela Leão roteiro e direção
Produção Ritmo Alternado
Cia Passos: coreografia | Analuisa Almada: consultoria coreográfica

21.5.14

Apresentação de livro . 22 de maio de 2014 . 18h00

A Gaveta da Memória - entre duas ditaduras de Manuela Sabino


Maria Manuela do Carmo Sabino nasceu em Olhão em 1947. Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica de Lisboa. A sua tese de mestrado intitula-se Relações Escola-Família. Dinâmicas Organizacionais numa Escola. Escreveu um artigo intitulado Importância Educacional da Leitura e Estratégias para a sua Promoção na Revista Iberoamericana de Educación. Professora de Física e Química na Escola Secundária de Olhão. Licenciada em Farmácia pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Professora de Saúde na Universidade Sénior de Olhão. Integra o Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Olhão. Faz parte do grupo Acanto da Escola Tomás Cabreira de Faro, Secção de Jograis. É atriz no Grupo de Teatro da Universidade Sénior de Olhão, onde também colabora na escrita de alguns textos para representação. Pratica regularmente ginástica e natação. Autodidata em História Contemporânea da Península Ibérica. Gosta da vida ao ar livre, de música, cinema e teatro. Vive atualmente em Olhão. Viveu muito tempo em Angola, na então Moçâmedes, hoje, Namibe. É a primeira vez que publica um livro.

6.5.14

Palestras . “Livro: Passado, Presente e Futuro” . 9 e 16 de maio

“Livro: Passado, Presente e Futuro” ciclo de 7 palestras, que teve início a 29 de Março e se prolonga até ao dia 27 de Junho, visa celebrar o livro focando alguns temas com ele relacionados, como a edição, as questões biblioteconómicas, a leitura, a literatura e os seus suportes.
Este ciclo resulta da colaboração da Câmara Municipal de Tavira, Biblioteca Municipal, com a Universidade do Algarve, mais propriamente com o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais e da sua Biblioteca Central. 


Ainda este mês:

“Livros e leituras na Antiguidade” por Adriana Nogueira
9 de maio, 18h00
Local: Biblioteca Municipal Álvaro de Campos

"Pensar os livros e as bibliotecas femininas no séc. XVIII através da biblioteca do Palácio da Fronteira”  por Vanda Anastácio
16 de maio, 16h00
Local: Universidade do Algarve – Campus Gambelas- FCHS 


22.4.14

Conferência . 23 de abril de 2014 . 17h30

Herculano entre Jornalismo, História, Ficção
Um dos pais do moderno jornalismo (1834-1853), veremos Alexandre Herculano (1810-1877) como pioneiro do romance histórico, em 1843 ‒ ano marcante no nosso romantismo ‒ e como essa ficção é um primeiro estádio na sua reflexão sobre a História de Portugal.
Ernesto Rodrigues (nascido em 1956 -) escritor, ensaísta e tradutor, é Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ex-jornalista e professor de Português na Universidade de Budapeste, de 1981-1986. Estreou-se na poesia em 1973, na ficção em 1980, destacando-se os romances A Serpente de Bronze (1989), Torre de Dona Chama (1994), O Romance do Gramático (2011) e A Casa de Bragança (2013). Na edição, relevemos As Farpas Completas (2006-2007), de Ramalho Ortigão, e a edição crítica de Fastigínia (1605; 2011), de Tomé Pinheiro da Veiga. Outros títulos: Mágico Folhetim. Literatura e Jornalismo em Portugal (1998), Cultura Literária Oitocentista (1999), Visão dos Tempos. Os Óculos na Cultura Portuguesa (2000), Verso e Prosa de Novecentos (2000), Crónica Jornalística. Século XIX (2004), Padre António Vieira, Sermões, Cartas, Obras Várias (2008), A Corte Luso-Brasileira no Jornalismo Português (1807-1821) (2008), «O Século» de Lopes de Mendonça: O Primeiro Jornal Socialista (2008), Camilo Castelo Branco, Poesia (2008), 5 de Outubro - Uma Reconstituição (2010). Tradutor de literatura húngara em Portugal, desde 1983, verteu cinco títulos do Prémio Nobel (2002) Imre Kertész e quatro de Sándor Márai, além de Kosztolányi e Magda Szabó, entre outros.

Org.: Associação Internacional de Paremiologia-IAP

16.4.14

Exposição . a partir de dia 21 de abril a 31 de maio de 2014

Assinalamos os 40 anos do 25 de Abril, expondo notícias recolhidas no jornal “O Tavira”, guardado na Biblioteca Municipal, no período compreendido entre 16 de maio de 1974, data em que saem as primeiras notícias da “revolução” e 12 de dezembro do mesmo ano.Também em exposição, alguns dos títulos proibidos pela censura, no período anterior ao 25 de abril.

A Censura em Portugal foi um dos elementos condicionantes da cultura nacional, ao longo de quase toda a sua história. Durante o Estado Novo, o célebre "lápis azul", cortava os textos considerados impróprios e os livros não eram sujeitos a censura prévia mas podiam ser apreendidos depois de publicados, o que era feito frequentemente pela Direcção-Geral de Segurança, que emitia mandados de busca às livrarias. Os correios controlavam a circulação de livros. A Inspeção Superior de Bibliotecas e Arquivos proibia a leitura de determinados documentos e a Biblioteca Nacional continha listas de obras que não podiam ser lidas.

Org: Biblioteca Municipal Álvaro de Campos

8.4.14

Conferência . 12 de abril de 2014 . 17h30

Os que “Saem” e os que “Entram” em Portugal. Diversidades Culturais e Interacção
É por de mais conhecida a mobilidade existente em Portugal ao longo de toda a História. Tanto os que saem do país como os que nele têm entrado, respondem a conjunturas políticas que proporcionam a realização de programas internacionais e de projectos pessoais. Haverá, no entanto, que considerar os tempos e os espaços em que se processa este fenómeno social, o que naturalmente altera as suas características e a sua configuração ao longo do tempo.

Situar os movimentos migratórios obriga a considerar a época em que têm lugar, o que melhor faz compreender o conjunto de elementos que facilitam ou dificultam a deslocação: motivações, possibilidade de concretizar projectos gizados, regresso à origem, inserção no espaço de destino e dupla pertença traduzida por um "somar de pátrias".

O envolvimento emocional que acompanha todo o itinerário migratório produz formas de interacção e de relacionamento que se concretizam de diferentes maneiras e se expressam tanto em espaço público como em espaço privado. A sua visibilidade testemunha quanto os ausentes procuram assegurar uma presença, que tantas vezes exprime a ligação transnacional que desenvolveram e procuram manter.
As migrações, cuja dinâmica faz parte da própria sociedade, não só alteram de forma bem clara a composição demográfica de cada um dos países implicados como modificam genericamente a situação social, económica e cultural tanto do país de origem como do país receptor.
Maria Beatriz Rocha-Trindade, nascida em Faro, socióloga, é Doutorada pela Universidade de Paris V (Sorbonne) e Agregada pela Universidade Nova de Lisboa (FCSH). É Professora Catedrática na Universidade Aberta, onde fundou (1994) o Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/CEMRI, Unidade de I&D da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. É Consultor Científico do Museu da Emigração e das Comunidades de Fafe. Introduziu em Portugal o ensino da Sociologia das Migrações (Universidade Católica, no Curso de Teologia, 1994; a partir de 1996, na Universidade Aberta, a nível de Licenciatura e de Mestrado). É autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as Migrações e é colaboradora habitual e referee de revistas científicas internacionais neste domínio. É membro de diversas organizações científicas portuguesas e estrangeiras, designadamente, da Comissão Científica da Cátedra UNESCO sobre Migrações, da Universidade de Santiago de Compostela, Galiza. Recebeu a Medalha de Mérito do Município de Fafe e foi distinguida pelo Comité National Français en Hommage à Aristides de Sousa Mendes (Hendaye, 2012) pelo seu pioneirismo na investigação da emigração. Ainda, pela Obra Católica Portuguesa das Migrações/ OCPM (Lisboa, 2012) pela vida de trabalho académico sobre migrações, pelo empenho na causa dos migrantes e pela colaboração voluntária e generosa prestada à OCPM. É titular da Ordre National du Mérite, de França, com o grau de Chevalier e da Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, de Portugal.

Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/ CEMRI
Universidade Aberta/UAb (Portugal)
http://www.mbrochatrindade.blogspot.pt/

Org.: Associação Internacional de Paremiologia-IAP

4.4.14

Apresentação de Livro . 8 de abril de 2014 . 21h00

"Dom Pelicano" de José Estêvão
Dia 8 de abril, às 21h00, apresentação do livro “Dom Pelicano” de José Estêvão, na Biblioteca Municipal. 

Apresentação a cargo o Professor Doutor Rui Soares
Sobre o livro: Do nada se ergueu e chegou ao auge, mas a ambição e as traições ao nada o fez voltar.
Nós crescemos quando as coisas são fáceis, crescemos quando enfrentamos desafios.
José Estêvão é natural de Monte Gordo – Vila Real de Santo António.
Chegou a Tavira em 1956 onde estudou na Escola de Pesca de Tavira.
Não se considera escritor porque não vive dos livros editados, apenas é um sonho feito de cada livro. Dedicou-se à escrita após a sua aposentação que ocorreu em 1997 e a partir daqui. Já tem muitas obras escritas ainda por editar.


Conferência . 7 de abril de 2014 . 18h00

Linnaeus - A History of Plant taxonomy 
por Mick Jones

google images














Org.: History Algarve Association

2.4.14

Apresentação de livro . 5 de abril de 2014 . 19h00

"Porquê eu?" de Hugo Pena
Uma história que relata a vida de um casal (Maria e Jaime) impossibilitado de ter filhos devido à esterilidade do marido. O relato das consequências ao nível psicológico e comportamental de um homem que não pode dar um filho à mulher. Como se não bastasse, a mulher desconfia de uma relação extra-conjugal com a... sua melhor amiga, e a partir daí a sua vida altera-se completamente. As dúvidas, a insegurança e o medo de perder o homem que escolhera para partilhar a sua vida, são a sua maior preocupação.
Sem saber como nem porquê, Maria recebe um dom, que vai ajudar uma dupla de agentes da Polícia Judiciária (Martins e Neves) a perceber e desvendar uma série de homicídios de padrão bem definido que ocorrem na cidade de Lisboa.
Tudo se complica quando Maria consegue «ver» o que jamais poderia imaginar. Também não percebe porque fora a «escolhida» para aquela dura tarefa e pergunta-se constantemente:
- Porquê eu?
Será que o dom de Maria, traduzido numa voz que se faz ouvir e em várias visões que consegue ter, a ajudarão a perceber se...tudo é o que parece?

Hugo Pena nasceu no Montijo no dia 29 de Abril de 1975, mas é na localidade de Altura que vive atualmente com a mulher e as suas duas filhas.
Desde cedo que se dedicou ao desporto, nomeadamente ao Andebol e foi no Clube de Vela de Tavira, clube que representou durante cerca de 15 anos, que atingiu os maiores feitos nessa modalidade. Representou várias vezes as seleções do Algarve e também a Seleção Nacional de cadetes masculinos. Fez parte do plantel do Clube de Vela de Tavira aquando da sua passagem pela 1ª Divisão Nacional de séniores masculina.
Desde cedo que se interessa pela leitura e decidiu agora escrever o seu primeiro livro, o romance policial «Porquê Eu?».
Atualmente exerce a profissão de instrutor de condução.

31.3.14

Curso . 5 de abril de 2014 . 15h00

Como lidar com o stress




Existem vários mitos sobre as causas do stress e os modos mais efectivos de lidar com ele. Este Curso pode libertá-lo dessas ilusões e falsos conceitos, dando-lhe uma nova perspectiva ...

A Brahma Kumaris é uma Instituição de Utilidade Pública que, através de cursos e atividades baseados no conhecimento do Raja Yoga, visa o desenvolvimento dos valores humanos e espirituais na sociedade. Todas as atividades são gratuitas.

Contactos: 289882586 | 969015264 | 919994272 | faro@pt.brahmakumaris.org
Org.: Brahma Kumaris - Academia para um Mundo Melhor

24.3.14

Performance teatral. 27, 28 e 29 de março de 2014 . 21h30



A 27 de março, Dia Mundial do Teatro, pelas 21h30, será apresentando o resultado final da oficina de teatro promovida pela Armação do Artista, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos.
Esta oficina teve a duração de 12 semanas e culminará com a apresentação pública de "Elementos menos produtivos", do escritor austríaco Peter Turrini.
A peça será também apresentada nos dias 28 e 29 de março, pelas 21h30.
Para maiores de 18 anos.



14.3.14

Maré de Contos . 17 a 23 de março de 2014.

A Maré de Contos apresenta a 7ª edição e decorre entre os dias 17 e 23 de Março.
A iniciativa apresenta workshops, sessões de contos, teatro e atividades para as escolas e comunidade local e está integrada na Semana Nacional da Leitura.
A divulgação de novas possibilidades na relação de prazer com a leitura, com as histórias, o contar e ouvir, e os princípios pedagógicos associados a estas práticas, bem como a recolha do património oral do concelho e da região, dinamizando e valorizando a sobrevivência cultural, são os princípios que estão na base da organização do evento.

Programa:
17 de março, 21h30, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
Serões do Passado, com a presença do Professor Doutor José Joaquim Dias Marques
17, 18 e 19 de março, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, Associação Âncora e Escola Básica de Santa Luzia
Oficinas “Quem mexeu no meu queijo”
19 de março, 21h30, Pessoa’s Café
Contos de Improviso
21 de março, 10h00, Escolas Básicas de Tavira
22 de março, 18h00, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
Apresentação do livro “A minha boca parece um deserto”, do autor Jorge Serafim
21 de março
22h00 Snack-Bar Távila
23h00 Cenas
De Conto em Conto, com Ângelo Torres
22 de março, 15h00, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
Oficina “Contar para respirar”*, por Jorge Serafim
*sujeita a inscrição
22 de março, 21h30, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
Serão de Contos, com Serafim e Genoveva
23 de março, 16h30, Salão da Junta de Freguesia de Cachopo
Contos com Avós, por Patrícia Amaral (Tixa)
Esta é uma iniciativa da Associação Âncora Centro Comunitário, Associação Cultural Rock da Baixamar, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos de Tavira, Câmara Municipal de Tavira, Associação MIN-ARIFA, Associação Cultural Artística de Tavira e Clube Recreativo de Tavira.
Mais informações AQUI



Semana da Leitura . 17 a 21 de março 2013


Programa da Rede de Bibliotecas de Tavira
Galeria de Autores—Textos e autores no Sobe e Desce
Oficinas e ateliers de promoção da leitura nas Bibliotecas Escolares


7.3.14

Livro: passado, presente e futuro . 29 de março a 27 de junho de 2014

Ciclo de Palestras 
Livro: passado, presente e futuro 


Entre 29 de março e 27 de junho, serão apresentadas 7 palestras sobre a temática do livro

Este ciclo de palestras tem como objetivo celebrar o livro. Enquadrado no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro e da exposição "Manuscritos das Bibliotecas Checas", em circulação pela Biblioteca Álvaro de Campos e pela Biblioteca da Universidade do Algarve, este ciclo apresentará, distribuídas por estas duas instituições, 7 palestras dedicadas à reflexão em torno do livro. O objetivo não será tanto oferecer uma panorâmica sobre a História do Livro, mas sim abordar e discutir alguns temas com ele intrinsecamente relacionados, tanto na perspetiva dos seus suportes materiais e da biblioteconomia como na reflexão em torno das práticas de leitura ou da relação entre literatura e problemas de edição. 

PROGRAMA 
29 de março
“Os primeiros livros impressos em Portugal” por Pedro Azevedo (livreiro antiquário) 
Local: Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, Faro 

5 de abril  
“Bibliotecas e práticas de leitura no Algarve” por Patrícia de Jesus Palma (CHC / Universidade Nova de Lisboa)
Local: Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, Faro 

9 de maio
“Livros e leituras na Antiguidade” por Adriana Nogueira (CECH / Universidade do Algarve)  
Local: Biblioteca Álvaro de Campos, Tavira 

17 de maio
"Pensar os Livros e as bibliotecas femininas no século XVIII através da Biblioteca do Palácio Fronteira" por Vanda Anastácio  (CEC / Universidade de Lisboa) 
Local: Universidade do Algarve, Faro 

6 de junho 
“Literatura e edição digital: que revolução?” por Sandra Boto (CIAC / CLP / CEAO / Universidade do Algarve) 
Local: Biblioteca Álvaro de Campos, Tavira 

20 de junho
“Literatura 2.0: do texto impresso à hipermédia” por Isa Mestre  (CIAC / Universidade do Algarve) 
Local: Biblioteca Álvaro de Campos, Tavira 

27 de junho
“Entre a cópia e a edição: alguns problemas do livro” por Pedro Ferré (CIAC / Universidade do Algarve) 
Local: Biblioteca Álvaro de Campos, Tavira

Organização: 
Biblioteca Álvaro de Campos 
Biblioteca da Universidade do Algarve 
CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação 

28.2.14

Concerto . 8 de março de 2014 . 21h30


CONCERTO 15 ANOS
Coral Feminino Outras Vozes

Explorar, fundir, sobressair, acompanhar, colorir, promover a voz feminina através da criação e interpretação de um repertório ecléctico e abrangente que atravesse séculos, tendências, formas, combinações e culturas é o principal objectivo destas mulheres. 
​Têm vindo, gradualmente, a granjear um lugar no universo das “outras músicas” através da dedicação e gosto pela música coral aliados ao saber e experiência provenientes dos estudos musicais e da participação noutros grupos. 
Ao longo da sua existência realizou concertos e participações em Festivais de Coros por todo o país. Gravou um CD promocional para a RDP Antena 1.

PROGRAMA
Senhora Lua – Mário Sousa Santos 
Now is the Month of Maying – Thomas Morley 
Ex Aqua In Aquam – Pedro Calquinha / trad. Sarah Van Der Pas 
O meu amor – Chico Buarque / arr Alexandre Zilahi 
Hotaru koi – tradicional japonesa / arr. Ro Ogura 
Yesterday – Beatles / arr. Paulo Rowlands 
Sem Querer – Margarida Encarnação 
Java Jive – Milton Drake e Ben Oakland / arr. Kirby Shaw 
Falando de Amor – Tom Jobim / arr. Paulo Rowlands 
Moleirinha – tradicional portuguesa / arr. Jorge Semião 
Love of My Life – Freddie Mercury / arr. Poty Fontenelle 
Senhora do Almurtão – tradicional portuguesa / arr. Mário Sampayo Ribeiro 
Wonderful Tonight – Eric Clapton / arr. Anne Raugh 
Rossiniana – Arnold Kempkens 
última música, uma de entre duas, à escolha do público: 
Rosa Amarela – Heitor Villa-Lobos
What a Wonderful World – George Weiss e Bob Thiele / arr. Audrey Snyder 

Org.: Associação Cultural Música XXI