2.1.20

Janeiro - Autor do Mês




Isaac Asimov (1920-1992) foi um escritor norte americano, considerado um dos mais importantes escritores de ficção científica do século XX.
Isaac Asimov nasceu em Petrovisk, Rússia, no dia 2 de janeiro de 1920. Com três anos de idade, mudou-se com a família para os Estados Unidos onde foi criado no bairro de Brooklyn, em Nova York. Em 1928, naturalizou-se cidadão americano. Seu interesse pela ficção científica começou ainda menino. Com 14 anos, publicou sua primeira história num jornal do colégio.
Formação
Em 1935, Isaac Asimov iniciou o curso de Química na Universidade de Colúmbia. Em 1939, concluiu a graduação. Ainda em 1939, Isaac Asimov vendeu seu primeiro conto, “Marooned off Vesta”, para a revista Amazing Stories. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu como químico, na Estação Experimental Naval Air, na Filadélfia. Em maio de 1945 publicou o primeiro conto da saga “Fundação”, na revista Astounding Science Fiction.
Em 1948, Isaac Asimov conclui o doutoramento em Bioquímica, pela Universidade de Columbia. No ano seguinte tornou-se professor de Bioquímica na Faculdade de Medicina da Universidade de Boston. Em 1958, Asimov deixou o cargo na universidade, para se dedicar inteiramente à sua atividade de escritor. […]


2.12.19

Autor do Mês - Dezembro





Escritora e pedagoga portuguesa, de seu nome completo Matilde Rosa Lopes de Araújo, nascida em 1921, em Lisboa. Tendo feito os seus estudos liceais com professores particulares, licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa em 1945. Teve ainda uma apurada formação musical, com a frequência do Curso Superior do Conservatório da mesma cidade.
Personalidade sempre ligada à escrita e ao ensino, foi professora do Ensino Técnico-Profissional durante longos anos, encarregando-se também da formação de professores, nomeadamente na Escola do Magistério Primário de Lisboa e no âmbito da literatura para a infância. Enquanto cidadã, dedicou-se aos problemas da criança e à defesa dos seus direitos.
Tendo iniciado a sua vida literária ainda no tempo da frequência universitária, Matilde Rosa Araújo colaborou abundantemente em várias publicações periódicas ao longo das décadas seguintes. Por outro lado, o conjunto dos seus livros (de poesia e narrativa) constitui um dos mais significativos trabalhos de sempre da literatura portuguesa para e sobre a infância e a juventude. De entre as cerca de três dezenas de títulos publicados, merecem destaque, pela fina sensibilidade que revelam à vivência da infância, obras como O Livro da Tila (1957), O Palhaço Verde (1962), História de um Rapaz (1963), O Reino das Sete Pontas (1974), A Velha do Bosque (1983) e, de 1994, As Fadas Verdes e O Chão e a Estrela.
Matilde Rosa Araújo recebeu vários prémios de relevo no domínio da literatura para a infância. Em 1980, foi-lhe atribuído o Grande Prémio de Literatura para a Infância da Fundação Calouste Gulbenkian (ex aequo). Em 1991 ganhou, no Brasil, um prémio para o melhor livro estrangeiro, atribuído a O Palhaço Verde pela Associação Paulista de Críticos de Arte. O seu livro de poemas As Fadas Verdes recebeu, em 1996, a distinção da Fundação Calouste Gulbenkian para o melhor livro para a infância publicado no biénio 1994-1995.
A autora publicou também textos de ficção para adultos e obras que demonstram as suas qualidades de pedagoga. São de sua autoria alguns volumes sobre a importância da infância na criação literária para adultos e sobre a importância da literatura infantojuvenil na formação da criança, na educação do sentimento poético como raiz pedagógica de valia.
Em maio de 2004 foi distinguida com o Prémio Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.
Faleceu a 6 de julho de 2010, aos 89 anos, na sua casa, em Lisboa.

28.11.19


Emanuel Mendes apresenta “Nunca Pares”

A presente obra retrata uma série de Caminhos de Santiago e de Fátima que foram percorridos pelo autor.
Ao longo da obra os diversos capítulos abordam a descrição de como surgiu a ideia de percorrer estes Caminhos, uma breve abordagem histórica, a simbologia associada ao Caminho de Santiago, o planeamento e os ensinamentos aprendidos.
Cada Caminho é descrito em forma de diário de viagem.


Emanuel Mendes nasceu em Lisboa em 1979. Frequentou o ensino secundário na Escola Secundária Gil Vicente e aos 18 anos iniciou a sua carreira militar, enquanto voluntário na Marinha na especialidade de Fuzileiros, tendo realizado aqui o curso de formação de oficiais. Participou na missão de apoio à paz na Bósnia Herzegovina, regressando após essa missão à Escola de Fuzileiros, onde permaneceu ligado à instrução até finda a sua carreira nas Forças Armadas, em Dezembro de 2003. Em Janeiro de 2004, inicia o curso de formação de agentes da Policia Marítima, prestando serviço em diversos comandos a nível nacional. Em 2010, iniciou o curso de piloto de linha aérea de aviões e posteriormente o de instrutor de voo em aviões. Atualmente o autor, trabalha como piloto de linha aérea com a especialização em Boeing 767. Em 2016, iniciou a descoberta dos Caminhos de Santiago, tendo inicialmente optado por percorrer o Caminho Central Português, a partir de Lisboa. Segundo o autor “há uma vida de conhecimento, aventuras e caminhos pela frente.”

Exposição - "As Mãos nos Batentes das Portas de Tavira" por Alice Almeida



Os batentes de portas representando mãos encontram-se, com bastante frequência, na cidade de Tavira. Pelo seu aspecto, parece, na sua grande maioria, tratar-se de mãos originais, envelhecidas pelo tempo, muitas já sem pintura, em metal enferrujado. Encontramos também batentes com mãos de aspecto mais recente, bem elaboradas e em bronze, quer em casas restauradas, quer em algumas casas novas.
Observando os batentes, vemos que muitos deles representam mãos de mulheres - talvez por estas terem estado ao longo do tempo associadas à casa, ao mundo considerado feminino?
Outras representam mãos de crianças, visíveis pelo seu tamanho e aspecto –  mãos pequenas, arredondadas. As mãos adultas são longas,com os dedos delgados.
Umas e outras apresentam nos punhos folhos, apanhados por um laço ou uma espécie de pulseira. Algumas mãos possuem acessórios, como os anéis. Apresentam-se fechadas, normalmente com os dedos unidos e o polegar entreaberto. Seguram uma bola ou um fruto com o qual se bate na parte oposta, em metal. As portas podem ter 2  batentes, iguais ou diferentes, ou apenas um.
Quanto ao material, os batentes mais recentes são em bronze, mas a grande maioria, é feita de uma liga de ferro; vemos batentes de varias cores, desde o prateado, ao verde, preto, castanho, e, raras vezes,vermelho e azul; muitas vezes, os batentes combinam com a cor da porta onde estão colocados e a pintura das mesmas parece ser recente.
As mãos que aparecem com mais frequência são as prateadas, tanto adultas como infantis e possuem um modelo parecido.Tera havido um mesmo tipo de modelo que se repete numa determinada época?
Quanto às casas com batentes em forma de mão, verifica-se um pormenor importante  - tanto as mais requintadas como as mais humildes possuem essa forma de batentes - Isso poderá querer dizer que os mesmos não tinham nada a ver com a situação sócio-económica dos proprietários das casas, mas com o símbolo que representariam.

Autores de vários países debruçaram-se sobre esses batentes, tentando descobrir as origens dos mesmos, bem como as várias designações -  "Main de Fatma" ("Mão de Fátima"), Khomsa, Khamsa, Hamsa,  Kamis e Kemis, ou "Mao de Myriam".

A representação da mão em si foi encontrada, primeiro nas cerâmicas e pendentes de colares fenícios.
Nas escavações fenícias de Tavira, encontraram-se mãos desenhadas e pintadas, mas estilizadas. As mesmas foram encontradas pintadas ou incisas em portas, tapetes, telhas.
Segundo o autor Hafid Mokadem, a mão está associada à deusa Tanit e ao deus Ba'al, ambos deuses do Panteão Cartaginês.
Hamsa, significa cinco em árabe e designa a mão aberta.
Segundo alguns autores, referir-se-ia talvez aos 5 pilares do Islão? Cinco também é o número sagrado, tanto para os árabes como para os judeus.
Poderia também designar o mercado de quinta feira, quinto dia e chamar se de Khamis ou Khemis. Ou "Mao de Myriam"  que se pensa ser de origem judia.
Quanto aos batentes com mão fechada –  khomsas ou khamsas e as designadas "Mãos de Fátima" – tratar-se-à de vestígios islâmicos ou será uma ideia estética que ressurge mais tarde?
Encontram-se, com efeito,  no centro da cidade de Tavira, duas portas onde se pode ler a data em cima: 1854 e 1906.
O arqueólogo Cláudio Torres faz  referência à datação num dos seus textos e menciona a época provável do aparecimento ou reaparecimento das mesmas no século XIX, mas agora, sob uma nova forma.

A designação de "mão de Fátima", (Main de Fatma) é, segundo os autores Doutté, Probst-Biraden, Cláudio Torres e outros autores magrebinos, uma designação ocidental, francesa, da época colonial no norte de Africa, do século XIX.
Fátima é um nome frequente nas mulheres árabes, tal como se tornaram Marias todos os nomes femininos em Portugal. Segundo Cláudio Torres, o tipo de bijutaria com uma mão era muito utilizado pelas empregadas magrebinas, daí os franceses passarem a chamar todas as mãos de "Mãos de Fátimas", em francês, "Main(s) de Fatma(s)".

As escavações arqueológicas provam o aparecimento do símbolo da mão antes do nascimento das religiões monoteístas – caso da Fenícia, Cartago.
Este foi utilizado por diferentes civilizações e religiões - desde os fenícios, cartagineses, aos muçulmanos, judeus e católicos.
Por conseguinte, podemos dizer que, seja qual for a origem do símbolo da mão, dos povos e religiões a ele associados, parecem ver nele sobretudo um símbolo protector, profilático.
Quase todos os autores, tenham ou não utilizado a mesma designação – Mão de Fátima - chegam à conclusão que esta será antes uma mão simbólica e protectora:  é a mão que protege o interior da casa, a mão que nao deixa penetrar  o mau olhado, a inveja  e o infortúnio.
 Este tipo de batentes teve uma grande dimensão na bacia do Mediterrâneo, desde o Egipto, ao Magrebe e ao Algarve, encontrando-se em centenas de portas.
Em Faro, Estoi, Loulé, Tavira, Aljezur, Mértola, Beja, Évora e alguns outros pontos do país também se encontram batentes em forma de mãos
Na Tunísia, encontramos em Sidi Bou Said, perto de Cartago, em Tozeur, Jerba, Fez, Chaouan.  
 Esta mão, estilizada, passou também a ser divulgada como acessório de arte ou artigo turístico; uma "fantasia" que é vendida como símbolo protetor; isto, não só no norte de África como em Portugal, onde o encontramos na bijutaria - colares, brincos e pulseiras - e nos porta chaves, objectos decorativos e murais.

Alice Almeida é licenciada em Historia da Arte e Arqueologia,

Universidade de Lille III, França; tem o mestrado em Arqueologia, Universidade Sorbonne IV, Paris. Reside actualmente em Tavira.

12.11.19

Lígia Boldori - O Ingrediente Perfeito




A escritora Lígia Boldori apresenta-nos o seu último livro “O ingrediente perfeito” numa sessão onde a diversão, a alegria e a boa disposição estarão presentes do principio ao fim.

Sinopse
"Não muito longe daqui, entre a serra e o mar, o príncipe Lucca, entusiasta na partilha de suas aventuras, decide embarcar em uma nova, desta vez no mundo culinário. Com a ajuda da fada dos dentes, Miss Gigi e seu pozinho mágico, o príncipe percorre os reinos vizinhos em busca do ingrediente perfeito para a sua receita. Ao encontrar-se com seus amigos, Lucca recebe o que buscava, todavia não contava com o percalço que ocorrera durante o retorno ao seu reino".
Será que o príncipe conseguirá finalizar sua aventura? Qual será o ingrediente perfeito encontrado? Venha para esta aventura, ajuda o príncipe Lucca e desfruta desta deliciosa receita especial!

Com este livro, as crianças poderão confecionar as receitas em casa, com sua família ou amigos, claro, sem esquecerem de utilizar o ingrediente perfeito!

Apresentado em dois idiomas – português e inglês, o quarto livro da coleção De Pernas Pro Ar/The Upside Down Collection aborda a gastronomia na culinária infantil com uma “pitada” especial, onde as receitas apostam na diversidade dos ingredientes, numa proposta de torná-las mais saudáveis e divertidas. A multiculturalidade apresentada neste volume, valoriza a cultura de cada país, representado em seus personagens e respetivas receitas (Espanha, França, Inglaterra, Portugal e Itália). Os valores – intemporais- são também pontos marcantes nas obras da autora, tendo neste volume o respeito, o companheirismo, a partilha e o amor, entre outros. Mantendo-se com ilustrações também para serem coloridas, o livro resume-se num “3 em 1”: uma história para ler, uma língua para aprender e desenhos para serem coloridos.

5.11.19

Autor do Mês - Todos os Meses um Autor em Destaque!




Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância. Em 1939-1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Na sequência do seu casamento com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.

Em termos cívicos, a escritora caracterizou-se por uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista e os seus seguidores. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido um dos subscritores da "Carta dos 101 Católicos" contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política de Salazar. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Após o 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto, numa lista do Partido Socialista. Foi também público o seu apoio à independência de Timor-Leste, consagrada em 2002.

A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana – a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias.
Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Dez anos depois, em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado e os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional.

31.10.19

O Algarve de Sophia - Recital de Afonso Dias



o algarve de sophia
“… e pelas tão amadas palavras
sempre ditas com paixão
pela cor e pelo peso das palavras...”

sophia
inscreveu nas palavras
a transparência das ideias

o algarve de sofia
um recital com poemas e canções
de tributo a
sophia de mello breyner
no centenário do seu nascimento (1919)


É conhecida a relação íntima e profunda de Sophia de Mello Breyner
Andresen com o Algarve. Desde muito jovem que ela se apaixonou por este
sul e este mar, por estes lugares e esta luz, por esta gente e estas cores,
que lhe lembravam a Grécia, primordial na sua formação de poeta e na visão
filosófica que lhe modelou a cidadania exemplar.
É esta Sophia que iremos seguir pelos lugares algarvios que assinalou na
sua obra, com a companhia dos “rostos iguais ao sol e ao vento” e “ a
limpidez das tão amadas palavras” que tão exemplarmente tratou.

Exposição - “POESIA INSTANTÂNEA” -19 de Novembro


Exposição da Oficina de escrita criativa dos  alunos da Escola Secundária de Tavira


com Luís Luz
Professor do 1º ciclo, licenciado em educação artística pela Universidade do Algarve, tem experiência e formação nas áreas da formação contínua de professores.
Tem vindo a desenvolver actividade em áreas de âmbito pedagógico, cultural e artístico. É ator, encenador e autor de textos líricos e dramáticos.
Atualmente, para além da sua actividade como professor, está ligado ao Projeto Pé na S’trada (teatro/circo) e à Associação Semente de Alfarroba, da qual faz parte.
Desenvolve ainda trabalhos de animação turística, animação de rua e de formação de atores.


Org: Associação Semente de Alfarroba









23.10.19

Horário Biblioteca Municipal Álvaro de Campos


AVISO


     A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
terá o seguinte horário de funcionamento a partir de dia 1 de Novembro de 2019


2ªfeira a 6ªfeira
                  10h00    às     18h30

8.10.19

Palestra: O outro lado da perda - Ana Sanona








Perdemos o nosso urso de peluche preferido, o autocarro, as chaves de casa.
Perdemos também o emprego, a relação com o amigo que não nos tratou bem.
Perdemos o amor da nossa vida.
Perdemos o tio e a avó velhinha também.


Sabemos o quanto difícil pode ser o nosso embate com a perda e
como a impotência e fragilidade nos pode consumir a energia
para viver.
Não podemos mudar o acontecimento que gera a perda, mas
podemos alterar a forma como “digerimos” a perda e até usar este
acontecimento para crescer em vida.


A liberdade começa quando conseguimos ver
“O Outro Lado da Perda”,
dando sentido e significado à vida.

1.10.19

Autor do Mês - Todos os Meses, um autor em destaque!






Manuel António Pina jornalista e escritor, nasceu no ano de 1943, no Sabugal, na Beira Alta, e faleceu a 19 de outubro de 2012, no Porto. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1971, exerceu a advocacia e foi técnico de publicidade. Abraçou a carreira de jornalista no Jornal de Notícias, onde passou a editor. A sua colaboração nos media também se distribui pela rádio e pela televisão.
Autor de livros para a infância e juventude e de textos poéticos, a sua obra apresenta uma grande coesão estrutural e reflete uma grande criatividade, exige do leitor um profundo sentido crítico e descodificador. "Brincando" com as palavras e os conceitos, num verdadeiro trocadilho, Manuel António Pina faz da sua obra um permanente "jogo de imaginação", tal labirinto que obriga a um verdadeiro trabalho de desconstrução para se encontrar a saída.
Afirmou-se como uma das mais originais vozes poéticas na expressão pós-pessoana da fragmentação do eu, manifestando, sobretudo a partir de Nenhum Sítio, sob a influência de T. S. Elliot, Milton ou Jorge Luis Borges, uma tendência para a exploração das possibilidades filosóficas do poema, transportando a palavra poética "quer para a investigação do processo de conhecimento quer para a investigação do processo de existência literária" (cf. MARTINS, Manuel Frias - Sombras e Transparências da Literatura, Lisboa, INCM, 1983, p. 72).
Transmissora de valores, muita da sua obra infantil e juvenil é selecionada para fazer parte dos manuais escolares, sendo também integrada em antologias portuguesas e espanholas.
Os seus textos dramáticos são frequentemente representados por grupos e companhias de teatro de todo o país e a sua ficção tem constituído o suporte de alguns programas de entretenimento televisivo, de que é exemplo a série infantil de doze episódios Histórias com Pés e Cabeça, 1979/80.
Como escritor, é autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia - Nenhum Sítio (1984), O Caminho de Casa (1988), Um Sítio Onde pousar a Cabeça (1991), Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância (1992); Farewell Happy Fields (1993), Cuidados Intensivos (1994), Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança (1999), Le Noir (2000), Os Livros (2003); em novela - O Escuro (1997); em texto dramático - História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas (1984), A Guerra Do Tabuleiro de Xadrez (1985); no ensaio - Anikki - Bóbó (1997); na crónica - O Anacronista (1994); e, finalmente, na literatura infantil - O País das Pessoas de Pernas para o Ar (1973), Gigões e Anantes (1978), O Têpluquê (1976), O Pássaro da Cabeça (1983), Os Dois Ladrões (1986), Os Piratas (1986), O Inventão (1987), O Tesouro (1993), O Meu Rio é de Ouro (1995), Uma Viagem Fantástica (1996), Morket (1999), Histórias que me contaste tu (1999), O Livro de Desmatemática e A Noite, obra posta em palco pela Companhia de Teatro Pé de Vento, com encenação de João Luís.
A sua obra tem merecido, frequentemente, destaque, tendo sido já homenageado com diversos prémios, como, por exemplo, o Prémio Literário da Casa da Imprensa, em 1978, por Aquele Que Quer Morrer; o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, em 1988, por O Inventão; o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, em 1988, pelo conjunto da obra; o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube de Jornalistas, em 1993, pelas suas crónicas; o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, em 2001, por Atropelamento e Fuga; e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT, ambos pela obra Os Livros, recebidos em 2005. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões. Já a título póstumo foi ainda galardoado com o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, pelo livro «Como se Desenha uma Casa», e com o Prémio Especial da Crítica dos Prémios de Edição Ler/Booktailors 2012, pelo livro Todas as Palavras – Poesia Reunida.

Manuel António Pina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

Curso - Literatura e grandes temas da cultura do sec XXI



Gonçalo M. Tavares é um escritor e reconhecido pensador da cultura contemporânea. A sua vasta obra tem sido reconhecida com vários prémios, nacionais e internacionais com destaque para o Prémio LER / Millenium BCP (2004), o Prémio Literário José Saramago (2005) ou o Prémio Portugal Telecom de Literatura (2007 e 2011).
Tem-nos ensinado a pensar e é deste sentido de reflexão que se reveste o curso “Literatura e grandes temas da Cultura do século XXI”, que será por ele ministrado durante dois dias, em Novembro de 2019.

Pretende-se com esta iniciativa suscitar a reflexão e análise sobre alguns dos temas principais da Cultura contemporânea – ética e arte, objetividade, subjetividade, métodos na ciência, discurso, linguagem e corpo, entre outros e a sua abordagem em diferentes autores e obras literárias.


Entrada livre

Limitado a 25 participantes
Horário:
22 de Novembro das 15h às 20h
23 de Novembro das 14h às 19h   

Inscrições Encerradas

(em caso de desistência, as inscrições excedentes serão consideradas)

18.9.19

A biblioteca Municipal Álvaro de Campos manterá o seguinte horário 
até ao dia 31 de Outubro.

2ª feira a 6ª feira 
das 10h00 às 17h30.

2.9.19

O Autor do mês - Todos os meses, um autor em destaque!


Milan Kundera nasceu a 1 de abril de 1929, em Brnö, na antiga Checoslováquia. Em 1975 fixou residência em Paris, tendo, em 1981, adotado a nacionalidade francesa. Autor de uma vasta obra, que abrange o romance, o ensaio e a poesia, é considerado um dos mais importantes escritores do século XX. A Insustentável Leveza do Ser é a sua obra mais aclamada pelos leitores e pela crítica, e em muito contribuiu para o tornar num autor reconhecido internacionalmente. Entre outros, foram atribuídos a Milan Kundera o Prémio Médicis (1973), o Prémio Mondello (1978), o Prémio Common Wealth (1981), o Prémio Jerusalém (1985) e o Prémio Independent de Literatura Estrangeira (1991).


30.8.19

AVISO - Horário

A biblioteca Municipal Álvaro de Campos manterá o horário de Verão 
até ao dia 15 de Setembro.

2ª feira a 6ª feira 
das 10h00 às 17h30.




Exposição "Terno Efémero"

De  4 a 24 de setembro, terá lugar na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, a  exposição "Terno efémero" pelo Teatro do Sotão - grupo inclusivo da ASMAL.




2.8.19

Exposição "...como o vento preso ao ar"

De dia 5 a 31 de agosto, terá lugar na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, a  exposição de "...como o vento preso ao ar" de Maria Leonor de Vasconcelos Gracias dos Santos.

Abertura das 10h00 às 17h30 (de segunda-feira a sexta-feira).

1.8.19

O Autor do mês - Todos os meses, um autor em destaque!



Autor de culto, nome cimeiro da atual literatura norte-americana, Paul Auster nasceu em Newark em 1947. 
Escritor de romances sobre almas solitárias, o seu nome é familiar aos devotos da literatura de ficção. A sua obra caracteriza-se por histórias fortes e prosa limpa. O confronto entre o indivíduo e o vazio, o poder da contingência, a natureza da solidão e memória são alguns dos temas abordados nos seus romances. A narração é geralmente levada a cabo por personagens cuja perturbação vai aumentando à medida que a ação se desenvolve. Realismo, fantasia, acaso e potencialidades realizadas e irrealizáveis vão-se fundindo de forma indestrinçável. 
Viveu durante quatro anos em França, daí a sua proximidade à literatura francesa. É confesso admirador de André Breton, Paul Éluard, Stéphane Mallarmé, Sartre e Blanchot, alguns dos quais traduziu para a língua inglesa. O seu gosto pela tradução é muitas vezes referido pelo próprio, que aconselha os jovens escritores a traduzir poesia para entenderem melhor o significado intrínseco das palavras. Além destes autores, Paul Auster refere ainda como suas influências Dostoiévski, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Faulkner, Kafka, Hölderlin, Samuel Beckett e Marcel Proust.
Paul Auster também se dedicou ao cinema e em 1998 realizou o seu primeiro filme a solo "Lulu on the Bridge", com argumento seu. Em 2006 rodou o filme, "The Inner Life of Martin Frost", produzido por Paulo Branco. Paralelamente à carreira de escritor, entre 1986 e 1990 ensinou escrita criativa na Universidade de Princetown, em Nova Iorque. Em 1993 foi nomeado em França Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras e nesse mesmo ano ganhou o Prémio Médicis para Literatura Estrangeira. Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Príncipe de Astúrias das Letras. 
Paul Auster é escritor, argumentista, tradutor, ensaísta, realizador, marinheiro, inventor de um curioso jogo de cartas e muito mais. É considerado um nome cimeiro da literatura dos nossos dias. A sua obra encontra-se traduzida em mais de quarenta línguas.


2.7.19

Atividades de verão 2019 - Letras ao sol


























O espaço infantil-juvenil selecionou algumas obras da literatura nacional e estrangeira, incidindo em temas que estão relacionados com as vivências dos mais jovens.
As atividades visam incentivar a reflexão, a partilha de sentimentos e opiniões e a criatividade; potenciam,  igualmente, o desenvolvimento da literacia nas seguintes áreas:
  - leitura (ler/ouvir ler, entoação);
  - escrita (expressar-se e brincar com o vocabulário);
  - pesquisa (no fundo documental infanto-juvenil);
  - tecnologia (interpretação e uso da informação, uso de programas como Word ou PowerPoint). 

Mais informações:
- ESPAÇO INFANTIL -JUVENIL -



O Autor do mês - Todos os meses, um autor em destaque!



Popular sociólogo italiano, Francesco Alberoni nasceu em 1929, em Piacenza, Itália. Licenciado em medicina pela Universidade de Pavia, estudou psicanálise e estatística, tendo desenvolvido investigação no campo das probabilidades.

Tornou-se professor de sociologia em 1964, primeiramente em Milão, a que se seguiu Trento, Catania, Lausanne e novamente Milão.
Desenvolveu uma teoria dos movimentos colectivos, patente nos seus livros Estado Nascente (1968) e Movimento e Instituição (1977). Aqui, Alberoni explica o processo histórico como o resultado de dois tipos de forças: por um lado, as utilitárias e económicas, que transformam e inovam mas não criam solidariedade social, e, por outro lado, as representadas pelos movimentos, que só podem surgir da solidariedade social.
Alberoni adquiriu renome mundial após a publicação de Enamoramento e Amor (1979), o seu livro mais traduzido e mais vendido. Foi como estudioso do sentimento amoroso que Alberoni encontrou popularidade. Ao dedicar-se a um tema comum até então desprezado pela sociologia, Alberoni levou esta ciência até junto dos leigos, facto pelo qual é louvado por uns e criticado por outros.



3.6.19

O Autor do mês - Todos os meses, um autor em destaque!



Margarida Fonseca Santos nasceu em Lisboa a 29 de Novembro de 1960. É uma escritora, formadora e dramaturga portuguesa. Escreveu já mais de uma centena de livros em língua portuguesa, entre ficção, literatura infantojuvenil e não-ficção. Começou a escrever em 1993. Estudou Escrita Criativa, Escrita para Teatro, Guionismo e Curta-Metragem.
Terminou o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional de Lisboa. Foi professora de Pedagogia e de Formação Musical em várias escolas, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa, entre 1990 e 2005.
Em 2005 deixa a ESML para se dedicar à escrita, dinamizando oficinas de escrita criativa, escrita para teatro e escrita para crianças e jovens, nomeadamente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Católica. Tem vários livros publicados, sendo a maioria na área do infantojuvenil, estando mais de metade destes livros incluídos no Plano Nacional de Leitura.



7.5.19

Encontro com autores


Sexta, dia 17 de maio pelas 18h00, irá decorrer na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos a apresentação do livro "O Binóculo Mágico" com a autora Helena de Macedo.

O Binóculo Mágico
O Conde amava Amélia - um amor inaceitável para a sociedade e para sempre perdido depois de uma separação indesejada.
A clausura de décadas que se segue quebra-se apenas com a chegada de Vasco, que o convida a regressar à vida.
Sara aparece. A sua presença reacende aquele amor nunca esquecido, toca a flor da pele, mexe com os sentidos e faz buscar os remendos sólidos para o que ficou por viver.


O binóculo mágico conta-nos a história de um amor que ultrapassa as barreiras do tempo. Fala-nos da esperança, da mistura mágica entre o passado e o presente.
Porque o que tem de acontecer, acontece, não importa quando, nem como, nem com quem.


O Binóculo Mágico é um livro com a chancela da Coolbooks- Porto Editora.



6.5.19

2º Concurso Book Trailers - Cerimónia de entrega de prémios


A Rede de Bibliotecas de Tavira organizou o 2.º Concurso Book Trailers no concelho de Tavira que decorreu até ao dia 5 de Abril de 2019.
O book trailer tem por base um livro e consiste num vídeo curto, que tem como finalidade apresentar, de maneira breve e visual, a atmosfera do livro, de maneira a sugerir e criar o interesse no leitor.
Apurados os vencedores, decorrerá uma cerimónia para a entrega de prémios, no dia 8 de Maio às 15h00 na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos. 

2.5.19

O Autor do mês - Todos os meses, um autor em destaque!



Isabel Stilwell é jornalista e escritora. a sua grande paixão por romances históricos revelou-se em 2007, com o bestseller D. Filipa de Lencastre, a que se seguiram D. Catarina de Bragança, ambos traduzidos para inglês, e D. Amélia, sempre com crescente sucesso.
Em abril de 2012, foi a vez de publicar D. Maria II, que mereceu uma edição especial para o mercado brasileiro. Em outubro de 2013 lançou Ínclita Geração – Isabel de Borgonha, em 2015, a história da mãe do primeiro rei de Portugal, D. Teresa e em 2017 um romance sobre a vida da Rainha Santa, Isabel de Aragão, eleito o 2º melhor livro de ficção, no Prémio Livro do Ano Bertrand.
Desde o Diário de Notícias, onde começou aos 21 anos, que contribui de forma essencial para o jornalismo português. Fundou e dirigiu a revista Pais & Filhos, foi diretora da revista Notícias Magazine durante 13 anos e diretora do jornal Destak até ao final do ano de 2012, entre muitos outros projetos. Atualmente escreve para a revista Máxima, tendo uma das suas peças sobre a adoção em Portugal («Não amam nem deixam amar», em conjunto com a jornalista Carla Marina Mendes) sido distinguida com o 1º Prémio de Jornalismo «Os Direitos da Criança em Notícia». Continua a colaborar mensalmente com a revista Pais e com o Jornal de Negócios, quando não está a escrever, vira diariamente os «Dias do Avesso» em conversa com Eduardo Sá, na Antena 1.