5.4.20

O que estou a ler: "Embalando a minha Biblioteca"


Embalando a Minha Biblioteca começa com a triste história do desmantelamento da biblioteca de cerca de 35 mil livros de Alberto Manguel, instalada num antigo presbitério de pedra, a sul do vale do Loire, em França. No capítulo de introdução, o autor conta que teve a certeza de que queria viver naquela casa, situada numa “pacata aldeia” francesa, assim que abriu “as duas portas altas que conduziam da entrada ao jardim”. Viveu nela durante 15 anos, julgando que tinha encontrado o seu lugar, já que os seus livros tinham encontrado o seu. “Enganei-me”, confessa, partindo daí para analisar várias questões relacionadas com a leitura, os livros, o processo de escrita e a importância das bibliotecas públicas.
A perda ajuda-nos a lembrar, e a perda de uma biblioteca ajuda-nos a lembrar quem verdadeiramente somos.”
C:\Users\Celina\Pictures\manguel.jpg
o que ando a ler
Um grande comunicador com uma sensibilidade empática fora do comum. A aparente facilidade com que escreve a sua e a nossa historia numa partilha de emoções comuns, a que acedo de uma forma tão natural, leva-me a partir para a minha própria experiência ou conhecimento, despertando desta letargia do dia a dia e agilizando conclusões.
Conforme Manguel diz sobre os livros da sua biblioteca, os “livros que nos definem” para mim foram mudando conforme eu fui crescendo. Ao longo da minha vida tive de mudar várias vezes de casa e fui obrigada a deixar para trás parte dos livros das minhas pequenas bibliotecas, essa sensação de perda consciencializou-me do que fui e o que sou. E tudo passa pelos livros comprados, emprestados, recebidos, requisitados, trocados, encontrados, dos quais tenho lembranças de historias de como me foram parar as mãos. Manguel, para os eternos apaixonados por livros e bibliotecas, é sem duvida um autor a ler.
Maria João

Próximo livro do mesmo autor que quero ler
“Monstros fabulosos”

Alberto Manguel numa sessão que contou com a presença do poeta e crítico literário Pedro Mexia e do humorista e comentador Ricardo Araújo Pereira, que fizeram uma elogiosa introdução à obra explicou que o seu livro “é um livro de leitor”, que espelha um vicio de infância com que quer “contagiar os outros”.
Alberto Manguel (1948, em Buenos Aires) é um escritor, tradutor e editor nascido na Argentina e hoje é cidadão canadiano / canadense. Passou a infância em Israel, estudou na Argentina e viveu no interior da França[1]. É ensaísta, organizador de antologiastradutoreditor e romancista. Atualmente é o diretor da Biblioteca Nacional da Argentina.

2.4.20

Dia Internacional do Livro Infantil

No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen.

 ​A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.
Como é habitual, para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil, a DGLAB disponibiliza um cartaz, este ano da autoria de André Letria, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração em 2019.

Para comemorar o dia dedicado a Hans Christian Andersen, o IBBY Internacional divulga, ele próprio, um cartaz e uma mensagem. Este ano da responsabilidade da Eslovénia, o texto é da autoria do escritor Peter Svetina, e o cartaz foi criado por Damijan Stepančič. Encontra-se abaixo uma possível tradução do texto, feita a partir das versões inglesa, francesa e espanhola. https://www.ibby.org/awards-activities/activities/international-childrens-book-day/2020-icbd-slovenia

O tema deste ano é «Fome de palavras», aqui bem representado pela ilustração de André Letria. André Letria, 46 anos, trabalha como ilustrador desde 1992, tendo já feito também cinema de animação e cenografia para teatro. A par do trabalho amplamente premiado, é ainda editor da Pato Lógico, que fundou em 2010. A longa lista de livros já publicados inclui, entre outros, Lendas do mar, Versos de fazer ó-ó, Os animais fantásticos, Domingo vamos à Luz ou Se eu fosse um livro – todos feitos em parceria com o pai, José Jorge Letria –, mas também Mar, com Ricardo Henriques, e a coleção de livros-harmónio em nome próprio. Chico Buarque, José Luís Peixoto e José Saramago foram alguns autores que André Letria também ilustrou. Com A Guerra, publicado em 2018, recebeu numerosos prémios nacionais e internacionais, destacando-se o Prémio Nacional de Ilustração (DGLAB) em 2019, mas também o Prémio BIG – Bienal de Ilustração de Guimarães 2019, o BIB Plaque 2019 de Bratislava, o Grande Prémio do Nami Concours 2018, o Little Hakka 2018, etc.

in: http://dglab.gov.pt/dia-internacional-do-livro-infantil-2020/

30.3.20

O que estou a ler: A amante Colombiana

“Finalmente, ao fim de muitos anos, aconteceu uma coisa absolutamente inesperada. Por vezes uma pequeníssima mudança é o suficiente. Dissemina-se pela trama imensa de recordações e hábitos que é uma pessoa. Irresistivelmente. E muda toda uma vida. Nada há que permaneça. O mundo real não tem recordações. Vem sem etiquetas.»
Começa assim, Lars Gustafsson, em "A amante colombiana".
«Estava bem, estava esmagadoramente bem. Estava tudo bem. Mas havia também qualquer coisa de desagradável. Esta passagem de uma forma habitual de se relacionar com uma pessoa para outra. Como por acaso, tinha dado o salto de um quase desconhecimento para uma espécie de conhecimento profundo. Tinha saltado por cima de tudo o que se encontrava entre as duas coisas. E esse «entre» era grande como os oceanos e os continentes. Ao mesmo tempo, era justamente o desconhecimento que se tornava aliciante. Dava-lhe um pouco a sensação de se preencher com o conteúdo de outra pessoa. Ou de, por um momento, entregar o seu próprio conteúdo, já por demais conhecido, a alguém totalmente desconhecido.”


Neste romance, há uma reflexão inteligente e melancólica, sobre os contrastes deste nosso tempo. No qual - como diz o autor, com amarga ironia - " há um mundo para os congressistas, os empresários, os peritos que viajam regularmente, os clientes dos hotéis, os que andam sempre com o telefone móvel, e um outro mundo, onde as pessoas atravessam fronteiras em fuga. Sendo que um desses mundos até viaja para dar conferências sobre o outro"

Lars Gustafsson é natural da Suécia, nasceu em 1936, morreu em 2016, e a sua obra desdobra-se entre o romance, a filosofia - de que foi também professor, na universidade do Texas - e a poesia.

Partilhe connosco as suas leituras preferidas.
Envie-nos as suas sugestões para biblioteca@cm-tavira.pt

26.3.20

ISTO NÃO É ESPARTA! MAS TAMBÉM TEMOS 300 =)



Podemos estar de portas fechadas, mas estaremos sempre deste lado com sugestões para que possam continuar as vossas leituras. 
 
Ficam aqui 300 sugestões com a curadoria da DGLAB:
Resultado de imagem para 300
Permaneçam Fortes! e Boas leituras =)

12.3.20

COMUNICADO I PLANO DE CONTINGÊNCIA CORONAVÍRUS COVID-19


Como instrumento de prevenção e controlo de infeção pelo novo coronavírus (COVID-19), o Executivo da Câmara Municipal de Tavira ativou o seu Plano de Contingência na sequência da sua aprovação.
Neste âmbito, a biblioteca está encerrada e toda a programação prevista para Biblioteca Municipal Álvaro de Campos será CANCELADA, a partir de hoje dia 13 de Março de 2020.
Quando tivermos outra informação, sobre a reabertura do espaço, será comunicada.
Pedimos desde já desculpa pelos eventuais incómodos causados.
Muito obrigado pela compreensão.


P ’la Equipa da Biblioteca

Ver mais

9.3.20

Encontro com Autores - Isa Mestre

CANCELADO

Ciência com Vida é um livro de histórias, de partilha, de relatos, na primeira pessoa, com experiências de vida que têm ciência e investigação dentro. 11 cientistas. 11 vidas. 11 conversas com as vozes e os rostos que se escondem por detrás da Ciência em Portugal.





Isa Mestre é Doutorada em Comunicação, Cultura e Artes pela Universidade do Algarve. É gestora de comunicação no Gabinete de Comunicação da Universidade do Algarve, onde desenvolve atividades de comunicação de ciência. É criadora e gestora de diversas plataformas digitais de interface à comunicação e colabora na difusão e disseminação de diversos projetos científicos. Em 2018 esteve entre os mais destacados administradores europeus de redes sociais, representando o CBMR no Facebook Communities Summit. De 2012 a 2015 leccionou, como Professora Assistente Convidada, na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais e na Escola Superior de Educação e Comunicação, na Universidade do Algarve. É autora do conjunto de micro-narrativas Voz Perdida e do romance Amar em Círculo e encontra-se neste momento a desenvolver o projeto "Ciência com Vida", um projeto de comunicação de ciência levado a cabo com investigadores portugueses do qual resultou recentemente a publicação de um livro.


encontro com autores - José Carlos henriques

CANCELADO

A obra Arguidos à Força, nasce de casos verídicos de crimes que ocorreram nos tribunais portugueses, todos patrocinados pelo autor na sua qualidade de causídico.
As histórias narradas neste livro podiam muito bem ter acontecido a qualquer um nós, de vós, nalguns casos bastou o agente estar no lugar errado à hora errada.


José Carlos Henriques é licenciado em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, mestre em Gestão pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, doutor em Ciência Política, e Bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
O autor exerce a advocacia em diferentes áreas do direito, professor universitário em várias instituições de ensino superior em Portugal e no estrangeiro, palestrante, júri de dissertações de mestrados e teses de doutoramento, desenvolveu ainda vários projectos empresariais entre 1990 e 2005.

6.3.20

Serão de Contos com Tâmara Bezerra, Fernando Guerreiro e Luís Carmelo | 7 de Março às 21h30




Tâmara Bezerra – Educadora e artista, investigadora pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Dedica-se à pesquisa e partilha em narração oral de histórias do Brasil e outros países. Autora de literatura para crianças e jovens, conta, no seu repertório com forte influência da poética do sertão brasileiro.

Fernando Guerreiro – De origens alentejanas mas radicado no Algarve desde os 22 anos, iniciou um projeto de promoção e mediação da leitura denominado “Micro Contos”, em 2010. Este projeto originou, em 2015, um livro intitulado “Ficou tanto por dizer” e em 2018 mais quatro livros de Micro Contos de cordel, foram dados à estampa.

Luís Carmelo – Mestre em Estudos Portugueses com a dissertação “Representações da Morte no Conto Tradicional Português”. Colabora com o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova. É narrador desde 2003, trabalhando em bibliotecas, escolas e festivais, em Portugal e no estrangeiro.


28.2.20

Março - Autor do mês



Boris Paul Vian nasceu em Ville-d'Avray a 10 de Março de 1920 e morreu em  Paris23 de Junho de 1959.
Bruscamente falecido com a idade de 39 anos, Boris Vian teve tempo para ser, em simultâneo, engenheiro, inventor, músico e crítico de jazz, poeta, romancista, cenarista, autor dramático, tradutor, cronista, declamador, intérprete das suas próprias canções e ator.
Foi identificado com o movimento surrealista e o anarquismo enquanto filosofia política. Hoje em dia é sobretudo lembrado pelos seus romances e canções. O seu estilo caracterizou-se por ser altamente individual, com numerosas palavras inventadas e enredos surrealistas passados sempre num universo muito próprio do autor. Como exemplo, o seu romance Outono em Pequim não se passa nem no Outono nem em Pequim.
Para além da sua veia literária, Vian foi também um membro muito influente no Jazz francês, servido de elemento de ligação em Paris de Hoagy Carmichael, Duke Ellington e Miles Davis. Escreveu inúmeros artigos para as revistas de Jazz, Le Jazz hot e Paris Jazz e até mesmo em revistas norte-americanas da especialidade.
Escreveu muitas canções que alcançaram e continuam a alcançar uma grande notoriedade fazendo hoje parte do património cultural francês como Le DéserteurLa Java des bombes atomiques. Chegou a ter uma banda Jazz formada por si e pelos seus dois irmãos que tocava no famoso clube de Jazz do Quartier Latin Le Tabou. Vian foi o responsável pelo lançamento de vários intérpretes da canção Francesa, nomeadamente Serge Reggiani e Juliette Gréco.
Entre as suas obras mais conhecidas podem referir-se, para além de O Outono em Pequim, os romances A Espuma dos Dias  (1946) e O Arranca Corações  (1953).

Informação retirada em:

24.2.20

Maré de Contos - 6 Março


Alma Azul foi criada, em Coimbra, no ano de 1999, por Elsa Ligeiro. É uma produtora de atividades culturais que tem na edição (revistas e livros) oitenta por cento do seu trabalho.
Tem editado parte da obra de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Eça de Queirós, Raul Brandão e Machado de Assis, entre muitos outros autores de Língua Portuguesa, mas também Antologias de poetas brasileiros e espanhóis, resultado de dois Encontros realizados nas cidades de Coimbra e Castelo Branco.
Utiliza grande parte das obras que edita como suporte das suas atividades de promoção e divulgação da Leitura em Bibliotecas Municipais, Centro Culturais e outros espaços públicos.
Breve biografia da dinamizadora

Elsa Ligeiro nasceu em 1962 em Alcains, concelho de Castelo Branco. Foi jornalista no Jornal do Fundão, que também é editora, onde começou a tomar contacto e a apaixonar-se pela feitura do livro.
Decidiu então investir o seu tempo na cultura, na poesia, e fundou em Coimbra a livraria e editora A Mar Arte em 1993 que se dedicava ao lançamento de novos poetas, mas tinha também uma componente de promoção cultural. Publicou, no total, 87 obras, na sua maioria de poesia, entre as quais os dois primeiros livros de Valter Hugo Mãe. O projeto foi suspenso em 1999, por falta de rentabilidade, porque infelizmente a poesia não vende o suficiente para ser rentável.
Em outubro de 1999, fundou a Alma Azul que, além de editora, é produtora de atividades culturais, com o objetivo de lançar novos livros para o mercado, mas também promover a cultura. O primeiro livro editado pela Alma Azul foi o Manifesto do Imaginário, de José Pires e o mais recente As Mãos no Fogo, uma antologia de contos de Marta Dutra, Fátima Mateus Ramos e António Fontinhas.
Dentro da sua atividade cultural, a Alma Azul faz animação em bibliotecas municipais e outros locais, promovendo a poesia portuguesa de autores como Álvaro de Campos, Mário Sá Carneiro, Al Berto, Eugénio de Andrade ou Sophia Mello Breyner.
Falar de Elsa Ligeiro é sinónimo de falar de Alma Azul, porque, mais do que profissão, é a concretização do seu sonho de vida.


23.2.20

Maré de Contos

A Maré de Contos, é uma organização conjunta da Biblioteca Municipal com a Associação Rock da Baixa Mar. Realiza-se desde 2007 com o objetivo de promover a narração oral, a leitura, trazendo narradores, escritores e promotores da leitura, para um encontro com a nossa comunidade durante uma semana. Na Maré de Contos, há lugar para contos tradicionais, histórias de vida, mitos urbanos e rurais que permitem um conhecimento mais íntimo com o quotidiano da região, promovendo a sua divulgação como um importante património oral da nossa cultura.
Consulte a programação em http://maredecontos.blogspot.com/

1.2.20

Fevereiro - Autor do Mês




Rui Zink
Enquanto escritor, é autor de vários livros, de entre os quais, ensaios e ficção, se salientam talvez os romances Hotel Lusitano  (1987), Apocalipse Nau  (1996), O Suplente  (1999) e Os Surfistas  (2001), e a novela O Anibaleitor  (2006).
Colaborou ainda em jornais e revistas, entre os quais o semanário O Independente  (1991) e a revista K  (
1992). Enquanto tradutor, traduziu obras de Matt Groening, Saul Bellow e Richard Zenith.
Rui Zink recebeu o Prémio do 
P.E.N. Clube Português pelo romance Dádiva Divina  (2005), e representou Portugal em eventos como a Bienal de São Paulo, a Feira do Livro de Tóquio  ou o Edinburgh Book Festival. Em 2011, foi monitor de dois seminários de escrita no Cairo e, nesse mesmo ano, a convite da organização, o escritor português presente no Parlamento Europeu de Escritores em Istambul.
Com António Jorge Gonçalves, criou os romances gráficos Rei e Arte Suprema.
Em 2012 publicou A Instalação do Medo  (levada aos palcos em encenação de Jorge Listopad), livro segundo da tetralogia sobre crise e retórica do horror iniciada em 2008 com O Destino Turístico, continuada em 2014 com A Metamorfose e Outras Fermosas Morfoses e concluída em 2015 com a novela Osso. Em 2017, publicou O livro sagrado da Factologia.
Os Surfistas  (2001) é o primeiro romance interactivo online português. A Arte Suprema  (1997), com António Jorge Gonçalves, o primeiro romance gráfico português, tanto pelo formato como pelo conteúdo. E, como não há duas sem três, é ainda creditado como um dos pioneiros - ou o - dos cursos de «escrita criativa» em Portugal, no início da década de 90, primeiro na FCSH e depois na Aula do Risco. Hoje dá seminários ocasionais na Escola de Verão da FCSH-UNL ou em outros países.
Livros seus estão traduzidos em: alemão, bengali, croata, francês, hebraico, inglês, japonês, romeno, sérvio. Inseridos em antologias ou outras publicações: búlgaro, chinês, espanhol, finlandês, húngaro, italiano, russo.
Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa  (desde 1997), licenciou-se na mesma Universidade em Estudos Portugueses (1984) e obteve os graus de Mestre em Cultura e Literatura Popular (com tese sobre José Vilhena em 1989) e de Doutor em Literatura Portuguesa  (com uma tese sobre Banda Desenhada em 1997, sendo a primeira a ser apresentada em Portugal sobre o tema). Foi igualmente Professor do Ensino Secundário  (1983-1987), Leitor de Língua Portuguesa na Universidade de Michigan  (1989-1990), Professor Convidado na Universidade de Massachusetts, Dartmouth  (2009-2010) e escritor residente na Escola de Português do Middlebury College, Vermont (2011-2019).


29.1.20

Encontro com autores - Luís Barriga




Heliantos é o primeiro volume de uma coleção completa da Obra de Emiliano da Costa. Este primeiro volume tem o apoio à edição da União de Freguesias de Conceição e Estoi e da Câmara Municipal de Tavira.


Luís Barriga, nasceu a 24 de maio de 1961, em Estoi,
Concelho de Faro.
Psicólogo Clínico, reconhecido pela Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde, Mestre em Psicologia Perinatal,
Investigador em Psicologia Clínica, Orientador de Estágios Profissionais da Ordem dos Psicólogos Portugueses, foi Docente Universitário.
Atualmente é Diretor da Casa do Povo de Estoi e Presidente da Associação Cívica Tomaz Cabreira.



Exposição "A Voice to a Voice" - 1 a 29 de Fevereiro






































A presente exposição reúne 40 gravuras dos vários artistas escolhidos, pelo O IPEP - programa internacional de partilha de gravuras – e a artista Isabel Macieira, participante escolhida, organiza a mostra deste portfolio de 2019 . "A voice to a voice", propõe a ideia de diálogo que conecta indivíduos.


De 1 a 29 de Fevereiro na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos | Tavira
Isabel Macieira nasceu em Lisboa em 1957. Em 1985 vem viver para Tavira, Algarve.
É professora de Educação Visual e Desenho, no 3º ciclo e ensino secundário entre 1982 e 2014.
Desde 1990 que desenvolve, paralelamente, uma carreira como artista plástica, com participação em várias exposições coletivas e individuais em diversas cidades do país e no estrangeiro (participações anuais, entre 2009 e 2014, na mostra "Art Al Vent", em Gata de Gorjo, Espanha e no projeto “A Voice to a Voice, IPEP, Índia, 2019).
Ao longo da sua carreira frequenta diversos workshops e cursos de formação artística orientados por diversos artistas, nomeadamente com Bartolomeu Cid dos Santos.
Em 2009 funda em Tavira a Casa 5 - Associação de artes plásticas e visuais, onde organiza e participa em diversos projetos de índole local e onde estabelece parcerias com outras entidades, com vista ao desenvolvimento de projetos culturais conjuntos - caso do projecto "Artalaia" e "Tavira Ilimitada".
Paralelamente desenvolve vários estudos sobre História de Arte Portuguesa, tendo perfeito o grau de Mestre nesta área de estudos em 2007, na Universidade do Algarve. É autora do livro “A Arte Sacra em Tavira, séculos XV a XX” editado em 2004 pela CMT.
Contactos - E-mail: imacieira@sapo.pt. Facebook: Espaço A – Tavira.

2.1.20

Janeiro - Autor do Mês




Isaac Asimov (1920-1992) foi um escritor norte americano, considerado um dos mais importantes escritores de ficção científica do século XX.
Isaac Asimov nasceu em Petrovisk, Rússia, no dia 2 de janeiro de 1920. Com três anos de idade, mudou-se com a família para os Estados Unidos onde foi criado no bairro de Brooklyn, em Nova York. Em 1928, naturalizou-se cidadão americano. Seu interesse pela ficção científica começou ainda menino. Com 14 anos, publicou sua primeira história num jornal do colégio.
Formação
Em 1935, Isaac Asimov iniciou o curso de Química na Universidade de Colúmbia. Em 1939, concluiu a graduação. Ainda em 1939, Isaac Asimov vendeu seu primeiro conto, “Marooned off Vesta”, para a revista Amazing Stories. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu como químico, na Estação Experimental Naval Air, na Filadélfia. Em maio de 1945 publicou o primeiro conto da saga “Fundação”, na revista Astounding Science Fiction.
Em 1948, Isaac Asimov conclui o doutoramento em Bioquímica, pela Universidade de Columbia. No ano seguinte tornou-se professor de Bioquímica na Faculdade de Medicina da Universidade de Boston. Em 1958, Asimov deixou o cargo na universidade, para se dedicar inteiramente à sua atividade de escritor. […]


2.12.19

Autor do Mês - Dezembro





Escritora e pedagoga portuguesa, de seu nome completo Matilde Rosa Lopes de Araújo, nascida em 1921, em Lisboa. Tendo feito os seus estudos liceais com professores particulares, licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa em 1945. Teve ainda uma apurada formação musical, com a frequência do Curso Superior do Conservatório da mesma cidade.
Personalidade sempre ligada à escrita e ao ensino, foi professora do Ensino Técnico-Profissional durante longos anos, encarregando-se também da formação de professores, nomeadamente na Escola do Magistério Primário de Lisboa e no âmbito da literatura para a infância. Enquanto cidadã, dedicou-se aos problemas da criança e à defesa dos seus direitos.
Tendo iniciado a sua vida literária ainda no tempo da frequência universitária, Matilde Rosa Araújo colaborou abundantemente em várias publicações periódicas ao longo das décadas seguintes. Por outro lado, o conjunto dos seus livros (de poesia e narrativa) constitui um dos mais significativos trabalhos de sempre da literatura portuguesa para e sobre a infância e a juventude. De entre as cerca de três dezenas de títulos publicados, merecem destaque, pela fina sensibilidade que revelam à vivência da infância, obras como O Livro da Tila (1957), O Palhaço Verde (1962), História de um Rapaz (1963), O Reino das Sete Pontas (1974), A Velha do Bosque (1983) e, de 1994, As Fadas Verdes e O Chão e a Estrela.
Matilde Rosa Araújo recebeu vários prémios de relevo no domínio da literatura para a infância. Em 1980, foi-lhe atribuído o Grande Prémio de Literatura para a Infância da Fundação Calouste Gulbenkian (ex aequo). Em 1991 ganhou, no Brasil, um prémio para o melhor livro estrangeiro, atribuído a O Palhaço Verde pela Associação Paulista de Críticos de Arte. O seu livro de poemas As Fadas Verdes recebeu, em 1996, a distinção da Fundação Calouste Gulbenkian para o melhor livro para a infância publicado no biénio 1994-1995.
A autora publicou também textos de ficção para adultos e obras que demonstram as suas qualidades de pedagoga. São de sua autoria alguns volumes sobre a importância da infância na criação literária para adultos e sobre a importância da literatura infantojuvenil na formação da criança, na educação do sentimento poético como raiz pedagógica de valia.
Em maio de 2004 foi distinguida com o Prémio Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.
Faleceu a 6 de julho de 2010, aos 89 anos, na sua casa, em Lisboa.

28.11.19


Emanuel Mendes apresenta “Nunca Pares”

A presente obra retrata uma série de Caminhos de Santiago e de Fátima que foram percorridos pelo autor.
Ao longo da obra os diversos capítulos abordam a descrição de como surgiu a ideia de percorrer estes Caminhos, uma breve abordagem histórica, a simbologia associada ao Caminho de Santiago, o planeamento e os ensinamentos aprendidos.
Cada Caminho é descrito em forma de diário de viagem.


Emanuel Mendes nasceu em Lisboa em 1979. Frequentou o ensino secundário na Escola Secundária Gil Vicente e aos 18 anos iniciou a sua carreira militar, enquanto voluntário na Marinha na especialidade de Fuzileiros, tendo realizado aqui o curso de formação de oficiais. Participou na missão de apoio à paz na Bósnia Herzegovina, regressando após essa missão à Escola de Fuzileiros, onde permaneceu ligado à instrução até finda a sua carreira nas Forças Armadas, em Dezembro de 2003. Em Janeiro de 2004, inicia o curso de formação de agentes da Policia Marítima, prestando serviço em diversos comandos a nível nacional. Em 2010, iniciou o curso de piloto de linha aérea de aviões e posteriormente o de instrutor de voo em aviões. Atualmente o autor, trabalha como piloto de linha aérea com a especialização em Boeing 767. Em 2016, iniciou a descoberta dos Caminhos de Santiago, tendo inicialmente optado por percorrer o Caminho Central Português, a partir de Lisboa. Segundo o autor “há uma vida de conhecimento, aventuras e caminhos pela frente.”