"Luísa: as histórias da minha vida"
de Luísa Ducla Soares
Porto Editora, 2020
de Luísa Ducla Soares
Porto Editora, 2020
No ano em que assinala 50 anos de vida literária, Luísa Ducla Soares abre-nos a porta da sua intimidade ao recordar neste livro momentos da sua vida e da sua carreira que irão fazer as delícias de todos os seus leitores - crianças e não só!
Através de histórias, ilustrações e fotografias, ficamos a conhecer Luísa: a criança, a jovem, a mãe, a avó e a escritora.
Não são, naturalmente, esquecidos os mais novos, inspiradores e destinatários de grande parte da sua obra.
in: wook.pt
de Ana Cláudia Santos
Com uma escrita envolvente e profundamente sensorial, o romance acompanha um percurso de crescimento onde o encantamento convive, de forma subtil, com a consciência dos limites. É o retrato de uma mulher em trânsito — entre cidades (Nápoles e Lisboa), entre idades, entre diferentes formas de habitar a liberdade.
Há uma tensão constante entre desejo e contenção: por um lado, a descoberta do corpo, do amor e da viagem; por outro, o peso das estruturas — família, religião, condição económica — que moldam e condicionam essa liberdade, sobretudo no feminino.
O livro seduz pela sua atmosfera luminosa e mediterrânica, mas sugere uma inquietação mais funda: a fragilidade dessa liberdade e a dificuldade de fixar uma identidade — afinal, quem é Ana?
de Marion Chesney
ed: ASA, 2015
Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções - casar ou esperar que um parente rico morra - as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma.
Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais difíceis, apresentá-las à sociedade e arranjarlhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela).
Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso.
in: almedina.pt
de José Jorge Letria
Booksmile, 2016
Alguma vez ouviste falar de um elefante com falta de memória?
E de um leão vegetariano?
E de um falcão com vertigens?
Neste livro vais conhecer bichos de que nunca ouviste falar.
Não, não são bichos virados ao contrário, nem de patas para o ar, são apenas invulgares e com hábitos peculiares. Não há registo na Terra, nem sequer no Universo, de animais tão raros como os que habitam estas páginas.
Mas estes bichos não são estranhos... são apenas diferentes e de feitios especiais. São bem mais divertidos do que os outros animais, e vais adorar conhecer as suas histórias e os seus costumes virados do avesso. «Esta é uma história terna e doce sobre como a generosidade e a gentileza são das mais importantes e verdadeiras qualidades de qualquer ser humano, oferecendo um ótimo exemplo aos jovens leitores e um lembrete aos mais velhos.
in: wook.pt
de Nikolai Gógol
ed: Assírio e Alvim, 2002
Se Púchkin foi o grande poeta da literatura russa moderna, Nikolai Gógol foi o seu grande prosador. E Almas Mortas o seu grande livro. Este ucraniano, morto de doença nervosa e desespero espiritual aos 42 anos, imaginou uma grande obra épica que não só retratasse a Rússia como lhe delineasse o futuro.
Imaginou essa obra em três tempos, à maneira da Divina Comédia, por esta ordem: o inferno, o purgatório, o paraíso.
Pelas vicissitudes da sua vida e do seu percurso espiritual, Gógol ficou-se pelo inferno, ou seja, pelo primeiro tomo de Almas Mortas, que aqui apresentamos traduzido do original russo. Conta a chegada do vigarista Tchítchikov a uma cidade provinciana da Rússia esclavagista com o intuito de comprar aos senhores da terra locais, para fins inconfessáveis, «almas mortas» (servos da gleba já falecidos mas que ainda constavam dos registos de recenseamento como vivos).
Estilo mordaz mas subtil, uma veia satírica e uma escrita moderna ainda hoje inimitáveis, aprofundamento dos caracteres até ao osso — é assim Almas Mortas.
Gógol ficou-se pelo primeiro tomo porque queimou por duas vezes os manuscritos do segundo. Abençoado auto-de-fé: no que restou do segundo tomo (salvaram-se do fogo cinco capítulos, cuja tradução está também incluída nesta edição), o seu humor corrosivo já só aflora de vez em quando, a preocupação religiosa do autor em regenerar as almas, o seu afã em reanimar uma ordem social moribunda teriam deixado o resto de Almas Mortas a grande distância da parte genial publicada.
in: assirio.pt