Oliver Jeffers dedica-se à arte e à narrativa, criando obras de arte para adultos e livros ilustrados para crianças.
Oliver Jeffers dedica-se à arte e à narrativa, criando obras de arte para adultos e livros ilustrados para crianças.
Como artista visual e autor que trabalha com pintura, criação de livros, ilustração, colagem, performance e escultura, a curiosidade e o humor estão presentes em toda a sua prática artística e de contador de histórias. No mês em que se celebra o Dia Mundial da Criança, a Biblioteca Municipal de Tavira destaca o autor e a obra de Oliver Jeffers. Divirta-se com as aventuras deste incrível autor/ilustrador, quer seja criança ou adulto. Boas leituras!
de Lara Moreno
ed: Alfaguara, 2024
Num edifício do bairro La Latina, no centro de Madrid, confluem as vidas de três mulheres. O pequeno apartamento interior do quarto andar é a casa de Oliva, que se encontra aprisionada num relacionamento perigoso e abusivo. No terceiro andar, luminoso, Damaris passa os dias a cuidar dos filhos dos patrões.
Todas as noites, contudo, volta para a sua própria casa, atravessando o rio que divide social e economicamente a capital espanhola. Damaris aterrou em Espanha em busca de um futuro melhor, depois de um terramoto na Colômbia ter devastado a sua vida. Idêntica é a história de Horía, que chegou a Madrid em busca de uma existência mais benévola. Marroquina, Horía chegou primeiro à cidade de Huelva, para trabalhar na apanha da fruta. Agora, vive na pequena casa do porteiro, no mesmo prédio onde habita Oliva e onde trabalha Damaris.
Três mulheres na cidade pulsa com a vida de Oliva, Damaris e Horía, vida em que o presente é um cerco tão doloroso como o passado. Com uma voz literária terna, mas acutilante, Lara Moreno mapeia um território íntimo e um território político-social, compondo o retrato de uma grande capital europeia a partir das histórias de quem a habita. Um retrato quase sempre invisível e cheio de feridas, que transforma este livro num reduto de coragem e compaixão.
«Um livro que fala da solidão dentro das comunidades, da brutalidade das migrações, dos maus-tratos em casa e da estratificação social à luz dos dias de hoje.»
in: penguinlivros.pt
de Cláudia Manata, et al.
APEI, 2021
Projeto único no contexto mundial, este pop-up em 360º e de grandes dimensões, foi o resultado de um projeto colaborativo promovido entre a APEI e o IAC, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Câmara Municipal de Lisboa, concebido para comemorar o 30º aniversário da ratificação, por Portugal, da Convenção sobre os Direitos da Criança.
Concebido pela APEI e IAC (Cláudia Manata, Fernanda Salvaterra, Rita Rovisco e Rosa Montez), com a engenharia do papel da responsabilidade de André Pimenta e ilustrações criadas por Cátia Vide, Nós, as Crianças… Temos Direitos inclui um conjunto de atividades de exploração dos Direitos da Criança, pensadas para permitir a sua abordagem em contexto de educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico.
in: wook.pt
de Lídia Jorge
ed: Dom Quixote, 2005
É sob a epígrafe de Carlos Fuentes – “são possíveis várias vidas para fazer uma só pessoa” – que Lídia Jorge nos oferece este conto, em jeito de fábula, numa mise en scène do imaginário colonial, com todas as ressonâncias imperialistas que daí decorrem.
No palco estão três homens e o desejo comum de reviver experiências outras compartilhadas. O mote é simples, o enredo linear: o abate de um animal velho em modo de safari africano no Alentejo. O que se adivinhava um fim-de-semana calmo converte-se num déjà vu dos tempos idos em Moçambique ou não fosse o próprio leão vindo de Sofala. Tudo foi concebido, detalhadamente, pensado e ajustado, em prol de um desejo sem preço, pois é sempre esse o valor de uma vontade.
Nesta representação de poder e autoridade, neste vis-à-vis entre o instinto e a honra, é necessária uma certa dose de liderança, alinhada a um pseudo comportamento corretivo. O que, esperançosamente, seria o lado (pre)dominante deu lugar a uma lógica invertida. "O problema da vida de um homem é que acima do instinto tem a honra. O dever de um bicho é seguir o seu instinto. O dever de um homem é contrariá-lo", pois será esta mensagem moralizante do conto?
A desconstrução deste cenário implicará uma leitura mais profunda das raízes históricas, políticas e sociais, num exercício de análise de identidades, nesta sobreposição das camadas da memória e dos imaginários. Lídia Jorge convoca uma herança por todos partilhada, num género literário particular dentro da sua produção ficcional, exibindo uma ironia fina, divertida e subliminar. nós, então, pelo estágio deste conto enfabulado: “Uma vergonha. Éramos quatro, da mesma idade. Mas só um de nós se portou bem. E foi ele…ele pergunte, o bicho”.
in: doaj.org
de Jory John
Alma dos Livros, 2023
A MELHOR COLEÇÃO INFANTIL DO ANO
Um bestseller instantâneo do NEW YORK TIMES!
Toda a gente conhece os Feijões Fixes. Eles são fantásticos! Eles são demais! Eles são tãããooo fixes!
E depois há outro feijão de quem nunca ninguém ouviu falar. Um feijão que está sempre à margem, solitário e tímido, que tenta tudo para conseguir ser notado, tornar-se fixe e incluir-se no grupo, mas... sem sucesso...
Mas um dia, um acontecimento improvável vai colocá-lo no caminho dos Feijões Fixes e é então que, quando ele menos espera, a sua vida dá uma grande volta.
Com doses iguais de humor e aprendizagem, a dupla N. º1 do New York Times, Jory John e Pete Oswald, cria uma história maravilhosa, recordando-nos aquilo que é mais importante na vida.
"Esta é uma história terna e doce sobre como a generosidade e a gentileza são das mais importantes e verdadeiras qualidades de qualquer ser humano, oferecendo um ótimo exemplo aos jovens leitores e um lembrete aos mais velhos."
in: almedina.net
de Giovana Madalosso
Como sugere o título “Batida só”, o livro pulsa com emoções à flor da pele, excessos, afetos quebrados, tentativas de recomeço, relações intensas, solidão, amizade e a busca por pertencer a algum lugar. Desta forma a autora constrói um retrato urbano e muito contemporâneo das contradições femininas.