9.7.20

Oceano - Samantha Gray


Oceano, de Samantha Gray, ed. Civilização, 2002 da coleção “Mundo Fantástico”
Explora nesta obra diversas espécies de animais que habitam nos oceanos.

Sopa de letras "Animais marinhos"


Diverte-te a encontrar o nome de diferentes animais marinhos. Poderás encontrar as palavras na horizontal, na vertical e na diagonal.







7.7.20

CoronaKids



CoronaKids
 é um site lúdico pedagógico, criado pela Ideias com História (marca registada da editora Palavras Legadas), com o objetivo de informar sobre esta doença que se está a espalhar pelo mundo, provocada pelo novo coronavírus. É uma parceria com a Direção Geral de Saúde, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da EDP.

6.7.20

O que Estou a ler: "Vamos comprar um poeta"


de Afonso Cruz, Caminho, 2016


Texto que retrata uma sociedade reduzida a números e processos mentais que não integram o sonho, a poesia.
Uma realidade que exclui a cultura, racionalizando-a e transformando-a em números secos e abstratos.
É com humor, que o Afonso Cruz nos leva desconstruir o mundo de certezas em que vivemos. É na literatura, na arte, na poesia, nestas coisas “inúteis” que refletimos e resistimos e nos permitimos (re) criar um mundo diferente.

“[…] O poeta aproximou-se do sofá e passou as mãos pelo tecido.
É um sofá, disse eu, mas ele nem sequer olhou para mim. Não que estivesse à espera, já que os estudos afirmam que os poetas vivem com pouca relação com a realidade e com quem os rodeia, não é que sejam parvos, é mais uma característica, assim como ser muito baixinho, digamos, abaixo de um metro e quarenta, ou ter manchas pretas como as vacas leiteiras que aparecem nas embalagens dos chocolates importados da Suíça ou da Bélgica.
A mãe alisou os lençóis, patrocinados por uma empresa de exportação de frutas e legumes, virou-se uns quarenta e cinco graus, baixou-se um pouco, bateu com a mão direita três vezes na cama enquanto sorria para o poeta. Aquele gesto significava: vá deite-se.
O poeta aproximou-se lentamente.
Os olhos brilhavam.
Não sei se eram lágrimas.
Sentou-se na cama.
Ficámos parados a ver.
O poeta descalçou-se.
A mãe torcia as mãos à frente do avental.

O poeta deitou-se de costas e levou as mãos ao interior do casaco.
Tirou um livro.
Por Mamon, o que é que ele vai fazer?, perguntou o meu irmão alarmado.
Vai ler, respondi eu. […]”.
Este “Vamos comprar um poeta”, torna a leitura um divertimento, só que muito sério.

2.7.20

No meu Coração Pequenino


de Jo Witek e Christine Roussey


Um livro poético para toda a família, que expõe ao longo das páginas as emoções e os sentimentos de uma menina na qual todas as crianças se reveem de vez em quando. O recorte em todas as páginas cria um efeito mágico, tornando-se um livro ainda mais especial. Da alegria à tristeza, passando pela raiva e pelo ciúme, um livro terno para ler e reler.

Junta-te à Nova hora do conto!

Firmin - Sam Savage

Estou a ler “Firmin” de Sam Savage.

Firmin é uma ratazana que nasceu na cave de uma livraria. Este livro conta a sua história desde que nasceu até a amizade com um homem. Devido a ser um roedor, ele comia as folhas dos livros, o que lhe deu a capacidade de ler. É um livro sobre livros. Já li mais de metade da obra e estou encantada com esta leitura.

Sam Savage é um autor americano, formado em Filosofia, pela Universidade de Yale.




Isabel Vila Pery

29.6.20

O pintor de Almas



O livro que estou a ler é "O Pintor de Almas", editado em março deste ano, um romance de Ildefonso Falcones (autor de "A catedral do Mar" e"Os Herdeiros da Terra ", entre outros).

O livro retrata uma época de grande efervescência social, na cidade de Barcelona, no início do século XX.

Recomendo vivamente a sua leitura.

Isabel Pinheiro

25.6.20

Para os mais novos: O mar e a água

O meu Primeiro Larouse do Mar
de Benoît Delalandre, Campo das Letras


Nesta obra, os veraneantes mais novos poderão descobrir a vida marinha e as plantas de lugares fantásticos como a praia, os estuários, as rochas, os bancos de algas, entre outros, aprendendo a respeitar a natureza.
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para 3º., 4º., 5º. e 6º. anos (projetos relacionados com a natureza e defesa do meio ambiente).

Jogos de verão: está calor? Brinca com a água, de Oriol Ripoll, ed. Asa




Neste livro, os pais encontram um conjunto de jogos educativos que permitirão brincar com os seus filhos e, simultaneamente, ajudá-los na descoberta de elementos relacionados com o verão.
Para quem não pode ter acesso ao livro é deixar a sua criatividade falar mais alto e inventar brincadeiras fresquinhas que proporcionem aprendizagens por exemplo sobre diferentes animais que vivem em variados habitats (tanques, lagos, rios, mar).




Longa pétala de Mar


Neste seu mais recente romance histórico, publicado em 2019, Isabel Allende transporta-nos para uma viagem que se inicia com a Guerra Civil Espanhola, no final da década de 30, com a fuga de Victor Dalmau e Roser Bruguera para o Chile, país onde irão testemunhar o golpe de Estado que derruba Salvador Allende.

Esta obra é uma reflexão a propósito do mundo que nos rodeia, patenteando o sofrimento e a desigualdade a que os exilados estão sujeitos, através de fantásticas e memoráveis personagens. Mas, por outro lado, também nos desperta sentimentos como a esperança, o amor…

Leitura imperdível!...

Fátima Veríssimo

22.6.20

Clássicos da literatura Gregos e Romanos


Estou a dar continuidade a um projecto de leitura que é dedicado aos clássicos. Depois de ter começado com antigos gregos, a Ilíada e a Odisseia, poemas épicos de Homero (em extraordinárias traduções de Frederico Lourenço), prossegui com a Politeia/República, de Platão, com A retirada dos dez mil, de Xenofonte (numa maravilhosa tradução de Aquilino Ribeiro), entrei nos antigos romanos, com Da natureza das coisas, de Lucrécio, e estou, agora, com as Cartas a Lucílio, de Séneca, um exemplo maior da filosofia estóica. Num estilo epistolar, Séneca dirige-se a um seu contemporâneo (século I) para o ensinar a viver com ética, mas nós, leitores de hoje, sentimos que ele se dirige aos humanos de todos os tempos. Os seus ensinamentos são tantos e tão profundos que raras são as páginas em que não somos tentados a reflectir sobre o que lemos e a sublinhar ou anotar o que lemos. Apenas um exemplo: "Reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. (...) Podes indicar-me alguém que dê o justo valor ao tempo, aproveite bem o seu dia e pense que diariamente morre um pouco? É um erro imaginar que a morte está à nossa frente: grande parte dela já pertence ao passado, toda a nossa vida pretérita é já do domínio da morte!"

É uma leitura tão útil e, simultaneamente, tão prazerosa que só me resta recomendá-la vivamente.

José Couto


18.6.20

O Cão rafeiro


Junta-te à Nova hora do conto!

15.6.20

O que estou a ler: "Deshumanização"

Deshumanização – Valter Hugo Mãe


“os livros eram ladroes. Roubavam-nos ao que nos acontecia. Mas também eram generosos, ofereciam-nos o que não nos acontecia”.

Um livro lindo, quase poético que conta a história da sobrevivência relativamente à perda de quem nos é parte. Um livro que na sua tristeza delicada conforta as nossas tristezas e nos aconchega. Um dos livros melhor escritos de sempre e que não pode deixar de ser lido!

11.6.20

Para os Mais Novos: o pote mágico

O pote Mágico

Qualquer criança desejaria ter um pote mágico! Dentro desse pote mágico há espaço para a encantadora imaginação de cada criança, que os faz sonhar e ir mais além.

7.6.20

O que estou a ler: "Cada Homem é uma Raça"




A chuva é carcereira, fechando a gente. Prisioneiros da chuva estavam Constante Bene e seus todos filhos, encerrados na cabana. Nunca tamanha água fora vista: a paisagem pingava há dezassete dias. Mal ensinada a nadar, a água magoava a terra. Sobre as telhas de zinco, se acotovelavam grossas gotas de céu. Na encosta do monte, só as árvores teimavam, sem nunca se interromperem.

Mas a bandeira se confirmava, em prodígio de estrela, mostrando que o destino de um sol é nunca ser olhado.

Mia Couto.

Mia Couto é um escritor africano de língua portuguesa. Escreve no "dialeto moçambicano" da Língua e a sua escrita é mesclada com regionalismos e adaptações locais. A diversidade do léxico de Mia Couto, só é compreensível à luz do universo criado pela extraordinária riqueza das suas "estórias" e estas, são muito mais que narrativas, pois são transmitidas usando um vocabulário e um imaginário indissociáveis um do outro.
Nesta coletânea de 11 contos, datados de 1990, Mia Couto encanta-nos ao produzir realidades supra-reais, de grande densidade humana.
"A minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual", são afirmações representativas da fragmentação das identidades no mundo pós-moderno. A universalidade destes contos, está claramente declarada no título da obra.
De facto, é uma conquista civilizacional cada indivíduo ser respeitado na sua individualidade, mas, esta conquista, também origina a rutura dos laços que davam a cada indivíduo o contexto social da sua existência.
Para perceber a subtiliza destas questões e disfrutar de uma leitura agradável, nada como os contos de Mia Couto.


4.6.20

Para os mais novos: A fada da cor

Numa aldeia pequenina e cinzenta, situada numa montanha no fundo do céu, uma menina imagina como será viver num mundo cheio de cor. Até que a magia acontece... Queres vir conhecer a fada da cor?

1.6.20

Dia Mundial da Criança

Junta-se a nós na hora do conto!

...e Constrói um quantos queres sobre a cidade!

31.5.20

O que estou a Ler

Lembro há muitos anos de me ter sido recomendado "A sombra do vento" de Carlos Ruiz Zafón.
"É sobre quê?" - perguntei
"É um livro sobre livros... vais gostar."
Fiquei na mesma... mas movido pela curiosidade, mergulhei, assim como quem entra no mar, primeiro um dedo... depois um pé... e quando dei por mim, estava totalmente mergulhado numa Barcelona envolta de mistério, num tempo que não o meu. Acompanhando as aventuras de Daniel Sempere, um menino de 11 anos que descobre o maior tesouro que nós, os amantes de leitura, poderíamos encontrar. O cemitério dos livros esquecidos.  Uma biblioteca secreta e labiríntica onde os livros encontram o seu último refúgio.

A história continua em O Jogo do Anjo e segue em O prisioneiro do céu.  Terminando com  O labirinto dos espíritos. 
Um livro que não é um, são quatro. Mas que ao terminar, desejamos apenas mais um capítulo... atrás do outro... do mesmo livro.

28.5.20

Morreu Maria Velho da Costa

Já em atraso, lembramos mais uma morte e perda no mundo dos livros. A escritora Maria Velho da Costa, morreu no passado dia 23 de Maio.

Vencedora do Prémio Camões em 2002, foi uma das autoras das “Novas Cartas Portuguesas”, com Maria Teresa Horta e Isabel Barreno.

Escritora exigente, insubmissa, escritora de ideias e como alguém referiu com “ousadias textuais” que nem sempre são de leitura mais fácil para um leitor com menos prática.

A ler!

Para os mais novos

“A maior flor do mundo”, de José Saramago, ed./reimp. Porto Editora 2019
Obra recomendada pelo Plano Nacional de Leitura, 4º ano de escolaridade, leitura orientada
“As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples (…) Este era o conto que eu queria contar. Tenho muita pena de não saber escrever histórias para crianças, mas ao menos ficaram sabendo como a história seria e poderão contá-la de outra maneira com palavras mais simples do que as minhas (…).”
José Saramago

in: porto editora

25.5.20

O que estou a ler: Cartas a Lúcio

Cartas a Lucílio
LUCIO ANEU SÊNECA nasceu em Córdova em data indeterminada, cerca do ano 4 a. C. Seu pai, de nome também Lúcio Aneu Sêneca (conhecido por Sêneca-o-Retor, para o distinguir do filho, Séneca-o-Filósofo) trouxe-o ainda criança para Roma, onde estudou com mestres de várias tendências filosóficas, mas especialmente de obediência estoica.
Séneca foi um dos mais célebres advogados, escritores, dramaturgos, intelectuais do Império Romano.
Durante o principado de Gaio (Calígula) iniciou uma brilhante carreira como advogado, mas logo após a subida ao poder do imperador Cláudio foi por este exilado para a Córsega, onde se manteve durante oito anos. Em 49, a nova esposa do imperador, Agripina, conseguiu anulação do exílio, chamou Séneca a Roma e confiou-lhe a educação do jovem Nero. Morto Cláudio e aclamado Nero como novo imperador pela guarda pretoriana, começa a fase mais importante da carreira política de Séneca. A partir de 62, porém, as tendências autocráticas de Nero afirmam-se e Séneca retira-se à vida privada. Três anos depois uma conjura para derrubar Nero é descoberta e o filósofo é dado como implicado nela, recebendo ordem do imperador para se suicidar, o que acontece em Abril de 65.
A obra de Séneca é vasta, entre ela vários opúsculos sobre problemas vários de filosofia moral prática (Diálogos) e as Questões Naturais (tratado sobre vários problemas de ordem científica).
A obra que mais se destaca é sem dúvida “Cartas a Lucílio”, 124 cartas, escritas nos últimos anos da sua vida. São lições, reflexões que questionam a nossa existência.
Basta ler alguns dos conselhos banais que Séneca envia ao seu discípulo: evita seguir as modas da turba; as deambulações constantes são marca de uma alma doente; não cedas à dispersão. O que diria Séneca da nossa era – uma era que fez do mimetismo pop; do politicamente correcto; da celebração da inconstância; a sua melodia essencial?
Uma obra clássica e muito atual.
Em Portugal, as “Cartas a Lucílio” foram editadas pela Fundação Calouste Gulbenkian e traduzidas do latim segundo o texto da Oxford University Press, 1965, por J. A. Segurado e Campos.


22.5.20

Dia Do Autor português

Para comemorar este dia do autor português, Pedro Seromenho realizará 3 horas do conto com ilustrações ao vivo (no Facebook), que terão o seguinte horário de Portugal Continental: 9h00, 11h30 e 19h00. Esta iniciativa conta com o apoio e a divulgação do Instituto Camões, RBE e PNL 2027, entre outras entidades de relevo na promoção da língua portuguesa. Quem quiser assistir, basta carregar no seguinte link e definir o lembrete: www.facebook.com/1530156101/posts/10215816853284178/?d=w




21.5.20

Para os mais novos: Árvore Generosa

História contada em português e legendada em inglês, baseada no livro
Árvore Generosa de Shel Silverstein , editado pela Bruaá.


Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer, ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição.
Duas fortes qualidades aliam-se neste livro. O facto de abordar questões fundamentais como o tempo, a morte, a vida, a relação amorosa e de amizade, tudo o que nos posiciona face aos outros e a nós próprios, assim como a aposta ao nível estético, na sobriedade narrativa e ilustrativa, com o traço simples e preciso de Silverstein. In https://www.wook.pt/livro/a-arvore-generosa-shel-silverstein/202189

20.5.20

Luso livros

Já Leu a Farsa de Raul Brandão?


Agora, já não há desculpa para não ler os clássicos da literatura portuguesa!

O projecto Luso Livros disponibiliza um sem número de obras dos vários autores clássicos da nossa literatura.

E para começar, que [re]ler A Farsa?

Leia esse e outros clássicos no formato que for mais conveniente, sem constrangimentos de direitos de autor.

Boas Leituras!

19.5.20

Unida na Diversidade

A BMAC divulga o projecto, Unida na Diversidade - video contos Estrela Vera lê a Europa
do Centro Europe Direct do Algarve, que é um serviço público que tem como principal missão difundir e disponibilizar uma informação generalista sobre a União Europeia, as suas políticas e os seus programas, aos cidadãos, instituições, comunidade escolar, entre outros.
Está hospedado na CCDR Algarve e faz parte de uma Rede de Informação da Direcção-Geral da Comunicação da Comissão Europeia, constituída por cerca de 500 centros espalhados pelos 28 Estados Membro da União Europeia.

É agora divulgado o primeiro de 4 video-contos da Europa com a Estrela Vera, a mascote do Centro de Informação Europeia - Europe Direct.
Com a publicação dos contos no FB vão sendo sugeridos alguns recursos que podem ser utilizados para explorar a "estória" ou enquadrar no país ou no temática. O primeiro recurso divulgado é um QUIZ online "A Europa para ti". Informações no evento de FB .
Podem ser feitos comentários, enviadas mensagens à Estrela Vera ou publicadas as vossas fotografias a assistir ao conto ou numa atividade de exploração em casa!
Para visionar os próximos video-contos agende 16, , 23 e 30 maio às 16h30. A Estrela Vera conta uma nova estória e será partilhado um novo recurso.
Entretanto conheça AQUI o Projeto Europa nas Estórias !

18.5.20

COVID-19: Reabertura ao público

Após o período de encerramento ao público, a Biblioteca Municipal Álvaro de Campos vai, a partir do dia 19 de maio, terça-feira, numa primeira fase entre as 9h30 e as 13h00, abrir as suas portas, ainda que com um acesso limitado aos serviços que presta. 
Os utilizadores poderão, a partir desta data, devolver e solicitar o empréstimo de documentos, presencialmente, através de e-mail: biblioteca@cm-tavira.pt ou contacto telefónico 281 320 585, indicando o documento pretendido (título e autor), o número de leitor e / ou nome completo. Poderão ser feitas impressões que sejam enviadas por e-mail ou trazidas numa pen drive. Serão privilegiadas todas as soluções de utilização digital.
Encontra-se ainda disponível o serviço de digitalização parcial de documentos que integrem o fundo documental da biblioteca, devendo o mesmo ser solicitado por telefone ou e-mail e agendada uma data.
Não será permitida a permanência no espaço, poderão entrar duas pessoas de cada vez para a disponibilização dos serviços que referimos, não havendo acesso às estantes nem aos computadores. Apenas a receção estará a operar, fazendo o atendimento e prestando os serviços indicados
No sentido de garantir a segurança nos processos de requisição/devolução, os documentos emprestados serão devidamente acondicionados e os documentos provenientes de devolução serão sujeitos a um período de quarentena, não podendo ser requisitados nos 7 dias seguintes.
A abertura condicionada, da Biblioteca, está a ser feita de acordo com as medidas de prevenção e controlo da infeção da COVID-19 indicadas pela equipa municipal de Segurança e Higiene no Trabalho e pelas autoridades competentes, entre as quais a Direção Geral de Saúde.

O que estou a ler: Remédios literários

Ella Berthoud, Susan Elderkin, duas autoras que viajaram pela literatura, selecionando livros e receitando-os para cada maleita, física ou emocional. Remédios literários, editado pela editora Quetzal, são uma farmácia encantada, que nos lembra o poder e o prazer que a literatura permite. Diluir, esquecer, identificar os nossos problemas num bom livro, numa narrativa que nos toca.
Brilhante a forma como está estruturado, nele pode descobrir um livro de que nunca ouviu falar ou ver de forma diferente algum título mais familiar.
A literatura tem este poder de nos fazer viajar, sonhar, pode mudar a maneira como vemos o mundo e como o habitamos. Escolha o seu livro de acordo com o que mais o aflige.

14.5.20

Para os Mais novos:

O urso e a casa dos livros,

de Poppy Bishop

“Era uma vez quatro amigos que adoravam histórias. (…)
- Seria tão bom – disse o Rato, um dia ao pequeno-almoço – lermos um livro novo…
(…) LIVROS! Havia livros por toda a parte! Livros finos, livros grossos. Livros divertidos, livros tristes. Tantos mundos novos e entusiasmantes à espera de serem folheados.
-Vejam! – exclamou o Rato ao abrir a porta aos amigos.
-Uau! – suspirou o Coelho. – Tantas aventuras!
E finais felizes! – aplaudiu o Ouriço.
- Vamos lê-los já! – sugeriu a Raposa.
(…) – Vem aí alguém! - avisou o Coelho. (…) ”

Comentário: Estes amigos adoram ler e partilhar entre eles a leitura de um único livro que possuem. Um dia descobrem uma misteriosa casa, aparentemente vazia, cheia de histórias e entram para explorar os livros. À medida que são lidas as histórias vão comendo sanduíches e bebendo sumos, esquecendo-se que não pediram autorização para entrar nem cumpriram com algumas regras básicas de utilização dos livros. Eis quando aparece um Urso, o dono daquela casa, que se mostra mal-humorado perante o seu comportamento mas que, no fundo, tudo o que mais deseja é continuar a recebê-los, a ler-lhes histórias e a emprestar-lhes livros.
Estimados utilizadores, pequenos e crescidos, se ler um livro quando estamos sozinhos é agradável, melhor ainda quando o podemos partilhar com os nossos amigos, sem medos, sem restrições, verdade? Esse sim seria um final feliz na casa dos livros! No entanto, temos de ter presente que nesta nova realidade se torna fundamental para todos, em diferentes serviços prestados, respeitar as recomendações da Direção Geral da Saúde (DGS), designadamente em matéria de distanciamento físico, etiqueta respiratória e uso de equipamento de proteção individual, estando a ser acautelada, também no caso das bibliotecas públicas, a melhor forma de se proceder. Saúde a todos!
Paula Albino

11.5.20

O que estou a ler: O Imortal

O imortal - José Rodrigues dos Santos

Trata-se de um livro recomendável e atual para o âmbito dos momentos terríveis da epidemia COVID-19 que estamos a viver.
A história conta que um grande professor cientista chinês “You Bai”, nome sobejamente conhecido no mundo académico, em particular nas áreas da biotecnologia, das ciências cognitivas e da inteligência artificial e que participou numa cimeira internacional sobre o Genoma Humano. Nesta conferência começa por dizer que no passado distante a humanidade viveu obcecada com os limites da sua condição “animal”, como por exemplo a fome, em que bastava uma má colheita e metade da família morria, uma epidemia matava pessoas como moscas, só a peste negra matou entre a Europa e Asia mais de 200 milhões de pessoas etc…
Hoje pelo contrário, numa economia desenvolvida, outros males se colocam como por exemplo a obesidade, o açúcar mata nos nossos dias mais do que as balas e epidemias foram quase todas elas erradicadas ou são hoje muito mais facilmente controláveis.
É neste quadro que se pergunta o que nos falta resolver?
Falta-nos resolver precisamente as doenças deste novo tempo. Aqui sobressaem no mundo duas grandes escolas. A escola de medicina Ocidental – Eficiente a tratar da doença e a escola de medicina Chinesa – Eficiente na prevenção, ou seja, tratar/impedir as doenças antes de elas aparecerem.
Logo, se houver um mapeamento do genoma humano que leve á compreensão do código genético já percebemos que a maior parte das doenças que temos está inscrita nos nossos genes embora elas se declarem ou não em função dos fatores ambientais e cuidados de alimentação.
Qual seria o ideal? Era os meus pais quando me conceberam tivessem tido o cuidado de retificar os meus genes para garantir que certas doenças não se verificariam independentemente desses fatores ambientais ou daquilo que eu comesse. Isto seria fazer medicina preventiva ao mais alto nível.
Para que os meus pais fizessem isso era preciso que houvesse no tempo deles o conhecimento que já existe hoje que é uma técnica chamada Crispr-Cas9 e que permite remover, acrescentar ou alterar secções nas sequências de ADN. Por Ex: usando o Crispr-Cas9 posso remover as doenças cardíacas, obesidade, doenças essas, que poderia vir a sofrer ou fazer um bebé mais bonito, cheio de músculos quando for homem sem grandes necessidades de ginásio e mais inteligente.
Este cientista revelou no final da conferência que em laboratórios chineses já estão fazendo pessoas destas geneticamente modificadas com a finalidades que se pretendem que sejam no futuro. Quando este cientista revela isto em conferência acaba de revelar um segredo de estado chinês e é raptado á frente de toda a gente na sala.
Sérgio Gago

6.5.20

Para os mais novos: "Um lugar Mágico"

Sugestões de leitura para público jovem adulto

Comentários pessoais ao seu conteúdo e adaptação à realidade

Um Lugar MágicoA natureza como refúgio para humanos e animais

“(…) Mal se viu na rua, Rick reparou que qualquer coisa tinha mudado. Nas janelas havia muitas flores e os passeios estavam cheios de gente. Perturbado com tanta confusão, Rick procurou a mão da tia Cip, que lha apertou logo. Era bom andar assim, de mãos dadas. Rick estava emocionado. (…)

- Para onde é que vamos, tia? – disse então Rick, sentindo um calorzinho na barriga.

- É uma surpresa – disse Amália.

- Uma surpresona – acrescentou Ursula, pegando-lhe na outra mão.

A surpresa era a Vila Alegre.

Quando lá chegaram, já havia uma multidão enorme. (…)
Quando chegaram a uma clareira que não estava ocupada, sentaram-se na erva e a tia Cip abriu o cesto da merenda que tinham levado. Depois de ter comido, Ursula subiu a uma árvore e os outros deitaram-se na relva. Era o pôr-do-sol de um dia de Abril e uma brisa morna acariciava o parque. (…)

O vento levava até lá as vozes das crianças que andavam a brincar. Rick fechou os olhos. Aqueles ruídos, aqueles cheiros eram os ruídos e os cheiros do Círculo Mágico. (…) Quantas vezes tinha visto as crianças a correr umas atrás das outras, a andar de bicicleta, a dar pontapés numa bola.
Aquele mundo tinha-lhe parecido tão longe, tão inacessível. Mas agora já sabia que aquele mundo era o seu mundo. (…) O mundo é redondo, é um círculo, uma roda. Tudo desaparece e tudo volta, tudo acaba, para recomeçar mais uma vez.” Pp. 131-134
Um lugar mágico: ou como salvar a natureza, de Susanna Tamaro

Ed. Presença, 1998, Coleção Estrela-do-mar, nº 4

NB: A 8.ª ed., de 2002 indica Recomendado pelo PNL, literatura juvenil

Comentário: Susanna Tamaro é uma das minhas escritoras preferidas no que se refere a obras de literatura italiana. Um lugar mágico (Il Cerchio Magico no original) é uma obra que foi editada pela primeira vez em Itália no ano de 1994.
A autora fala-nos de um santuário da Natureza que, embora seja um lugar real, permanecera durante muito tempo inacessível aos humanos. Perdido no meio de uma grande cidade, o Círculo Mágico representava um refúgio para muitos animais (peixes vermelhos, grilos, tartarugas, esquilos, entre outros). Diz-se na obra que, por medo, os humanos não entravam lá. Estavam habituados a viver num habitat de betão, repleto de “Super-Mega-Hiper-Mercados, televisões e antenas parabólicas”.
Transcrevi este excerto pois ocorre-me uma comparação com os tempos atuais. Tal como os homens desta história, também muitos de nós, a uma escala mundial, muitas vezes esquecemos que cada habitat engloba condições físicas e geográficas favoráveis à vida e ao desenvolvimento das diferentes espécies. E que o planeta é, indiscutivelmente, um refúgio, um Círculo Mágico tanto para animais como para humanos.
Contudo, temos consciência que anteriormente a esta situação de quarentena, que o mundo está a atravessar, muitos de nós não se davam conta de como a tranquilidade desse refúgio estaria a ser cada vez mais perturbada pelo nosso estilo de vida desenfreado, ainda sem muita disciplina em matéria de comportamentos sustentáveis para com o meio ambiente (ainda, volvidos 26 anos da primeira edição desta obra)! Por conta da COVID-19 o mundo viu-se forçado a um confinamento, a um acompanhar diário de informação para saber o que fazer, a um recolher a si próprio, à sua casa, às suas reflexões, num isolamento social prolongado… O Círculo Mágico, entretanto, tem estado a regenerar-se ao seu ritmo.
Um dia, eventualmente, iremos regressar à “clareira” tal como as personagens Rick, tia Cip, Amália e Ursula. E será possível passear juntos na natureza, “reentrar” na vida de quem não vemos há algum tempo, dar a mão, beijar e abraçar quem estimamos na nossa Vila Alegre; esta desapareceu por uns tempos mas há-de regressar! Num dia de abril? Num dia de maio? Não sabemos ao certo… Por enquanto é importante que continuemos a proceder conforme as orientações e recomendações emitidas (e atualizadas) pelas autoridades competentes.
Paula Albino

4.5.20

O que estou a ler:“A Balada do Café Triste”

“A Balada do Café Triste”

Carson McCullers


A acção desta curta novela, situa-se numa pequena aldeia do sul dos EUA, onde uma mulher, Miss Amélia, que foi casada por uns dias, vive solitária e independente, tratando da sua vida. Fabrica um whiskey muito especial e gere um armazém de produtos agrícolas. A novela narra o seu encontro com um homem anão, que se diz seu familiar, surgindo, um afeto especial entre os dois. Este convence, Miss Amélia, a transformar o armazém num café e a vida da aldeia passa a rodar em torno deste local.
Um dia reaparece o marido, saído da prisão. É à volta deste estranho triângulo, talvez amoroso, que se gera o drama, a ação que nos prende à leitura.
A bonomia, a sedução, a conversa divertida e envolvente, revelam a particular sensibilidade de Carson McCullers que tem uma escrita arrasadora, poética e nostálgica.
Nascida no Sul dos EUA, sob influência de William Faulkner, a autora é, uma das vozes femininas mais distintas da literatura americana.
Com 22 anos escreve o livro, que a lançou de imediato, “O coração é um caçador solitário”.
A nostalgia, tristeza, é algo mais parecido com a vocação da dor, no meio da qual nasce um grande poeta.
McCullers morreu quando tinha 50 anos, em 1967. Sofreu uma série de derrames antes dos 30 e passou grande parte de sua vida doente e em sofrimento.

30.4.20

Para os mais novos

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Numa situação quotidiana “normal”, 24h não bastam para uma Mãe e um Pai se desdobrarem entre educação, tarefas domésticas, compras, outras responsabilidades.


Nos dias atuais (e já vão longos) o Mundo depara-se também com sentimentos, reajustes e vivências difíceis, preocupantes que duram muitas 24h, de uma intensidade exigente tanto a nível pessoal, como social. Mães, Pais, Crianças, Profissionais de diferentes áreas, Todos Nós somos chamados a proteger-nos e a animar-nos uns aos outros pelas vias de comunicação possíveis, somos chamados a lutar contra este vírus com o melhor que cada qual sabe, pode e consegue em prol de um objetivo comum – ultrapassar esta adversidade.

Paula Albino

No sentido de mitigar esta situação, a Biblioteca Municipal Álvaro de campos, partilha convosco : O coelhinho branco [adapt António Torrado]