"O Senhor Brecht e o Sucesso"
de Gonçalo M. Tavares
ed: Relógio D’Água, 2018
O senhor Brecht é um contador de histórias, histórias por vezes políticas e com um certo humor negro. Tem sucesso e isso é um problema.
de Gonçalo M. Tavares
ed: Relógio D’Água, 2018
O senhor Brecht é um contador de histórias, histórias por vezes políticas e com um certo humor negro. Tem sucesso e isso é um problema.
O desempregado com filhos:
Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortarmos a mão.Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.Mais tarde foi despedido e de novo procurou emprego.Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortarmos a mão que te resta.Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.Mais tarde foi despedido e de novo procurou emprego.Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortarmos a cabeça.Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.
«O genial Tavares, que inventou o Bairro onde vivem os mais estranhos e ao mesmo tempo os mais simples senhores que um Criador poderia imaginar, é um se- nhor que gosta de sumo de ananás e que leva inscrito na cabeça tudo o que já escreveu e tudo o que ainda escreverá. Há anos que suspeito que ele também vive no Bairro.» Enrique Vila-Matas
«Se não escrevesse livros, Gonçalo M. Tavares, estrela das letras portuguesas, podia ter sido urbanista: para ele a literatura é espaço, lugar onde habitar. Aberto e comum. A escrita é como uma casa com os seus alicerces, paredes e janelas que dão para o mundo. Por isso imaginou O Bairro, a sua biblioteca ideal concebida como uma cidade ideal que povoa pouco a pouco de “senhores”, os artistas preferidos do seu panteão, a quem consagra desde 2002 pequenos livros impossíveis de classificar.» Livres Hebdo
«Magnífico e hilariante.» Le Magazine Littéraire
«A sua escrita reúne, como poucas, uma imaginação transbordante, uma prosa elegante, eficaz, e uma tremenda originalidade.» Sergio Pitol
«É travesso, absurdo, borgeano. Parece Beckett cantado por Charles Trenet.» Le Nouvel Observateur
«Universos lúdicos, engenhosos e humorados.» Bernardo Carvalho
in: relogiodagua.pt
de Isabel Zambujal e João Fazenda
Oficina do Livro, 2005
Em 1755, Lisboa levou uma grande sova. Foi o trágico terramoto com incêndio e maremoto. O sismo demorou 6 minutos. Parece pouco! Mas são 360 segundos. Começa lá a contar… Um… dois… três… quatro…”. É assim que começa uma das páginas de Um Saltinho a Lisboa. Um livro onde a cidade é apresentada aos mais novos, através de uma visita guiada por Rosa, a menina que quando for grande quer morar no Castelo de S. Jorge. De monumento em monumento, de bairro em bairro, são divulgados factos históricos e histórias verdadeiras que parecem de brincar...
in: wook.pt
de Leila Slimani
ed: Alfaguara, 2022
Como escritora que acredita que a verdadeira audácia vem do interior, Leïla Slimani não gosta de sair e prefere a solidão à distração.
No entanto, aceita um inusitado convite para passar uma noite num museu em Veneza – um edifício mítico na Punta della Dogana.
A noite insone acaba por ser o pretexto para a escritora deambular por outras paragens e outros tempos.
Percorrendo, de pés descalços, as salas e os corredores do museu, estimulada pelo perfume das damas-da-noite que a transportam para a infância em Rabat, Leïla Slimani fala-nos do belo e do efémero, da virtude do silêncio, da magia da criação artística, da solidão e do sacrifício da escrita.
Acompanhada pelas palavras e histórias de outros criadores, como Virginia Woolf, Rilke, Montaigne, Murakami e Emily Dickinson, Leïla conduz o leitor por uma viagem intensa, uma reflexão iluminada e um desfile de memórias comoventes.
in: penguinlivros.pt
de Vera Ribeiro
Porto Editora, 2020
Este livro é o início de uma viagem pelas regiões que compõem este pequeno país ladeado pelo oceano Atlântico. Portugal é rico pela diversidade de paisagens e pelas gentes que nelas habitam: desde as serras nortenhas até à planície alentejana, passando pelos históricos locais de grandes batalhas, no centro, e pelas lagoas açorianas, sem nunca esquecer a agitação lisboeta, as praias algarvias bem como a majestosa pérola do Atlântico.
in: wook.pt
de Lídia Jorge
ed: Dom Quixote, 2022
Instalada numa antiga hospedaria de Lisboa, uma romancista observa a vida dos restantes moradores – jovens que vivem em bando, enredados nas malhas do desejo de independência e sede de protagonismo, sendo a figura central Leonardo, o homem-estátua que quer quebrar recordes de quietude, aquele a quem todos os outros admiram e procuram seguir no seu exemplo de superação e resistência.
Romance de matriz urbana, cuja acção decorre em espaços reconhecíveis de Lisboa, como a zona da Baixa e alguns bairros centrais da capital, O Jardim Sem Limites fala-nos sobre jovens do nosso tempo, heróis sem pátria, filhos sem família, mártires sem Deus.
Na verdade, a Casa da Arara, essa espécie de antro de experimentação de viver que o grupo habita, acabará por ser o palco onde a metáfora da dispersão acontece. Mas este livro não se limita a colocar em acção os caminhos do desencontro.
As longas performances de Leonardo, imóvel na Rua Augusta, na tentativa de bater o record da imobilidade e entrar para o Guinness, são acompanhadas de momentos de grande humor e observação aguda de hábitos e costumes.
in: almedina.net