"Um, ninguém e cem mil"
de Luigi Pirandello
ed: Presença, 1989
«Um, Ninguém e Cem Mil» (1926) é um monólogo de uma grande intensidade dramática, que dificilmente se enquadra dentro de um género ou de uma escola.
de Luigi Pirandello
ed: Presença, 1989
«Um, Ninguém e Cem Mil» (1926) é um monólogo de uma grande intensidade dramática, que dificilmente se enquadra dentro de um género ou de uma escola.
Pirandello, bem conhecido pela sua obra teatral, transpôs para esta narrativa muitos dos processos dramáticos que fizeram dele um dos grandes dramaturgos do nosso século. Vitangelo Moscarda é um homem que vive instalado na sua condição, até ao dia em que a mulher lhe revela um pormenor a seu respeito.
A partir daí Moscarda sofre o inferno dos espelhos, do olhar dos outros, que nele vêem sempre o que ele não é. Mas o que é ele para si próprio? Moscarda descobre que não pode apoderar-se de uma qualquer forma sem destruir o ser, a vida.
Por isso irá até ao extremo de se exilar da sociedade, salvaguardando aquilo que para ele é essencial - única liberdade possível: o viver e morrer em cada momento, o renascer também a cada instante, a cada novo dia.
in: bertrand.pt
de Carlos Gordinho e João Carmo
Prime Books, 2022
Desenvolvimento da prática do futebol na criança: uma abordagem global e multifatorial", da autoria de Carlos Godinho e João Carmo.
Esta obra foi concebida para enriquecer o conhecimento sobre o ensino de base do futebol, tornando-se uma referência essencial para treinadores que desejam aprofundar a sua prática. Com base na vasta experiência dos autores, o livro aborda temas fundamentais para a formação de jovens atletas.
Não perca esta oportunidade de aprender e partilhar conhecimento com especialistas da área!
in: avozdoalgarve.pt
de Alana S. Portero
ed: Alfaguara, 2024
Um desafio a corações empedernidos: assim é Maus hábitos, a história lírica e feroz de uma menina presa num corpo de rapaz, desbravando o caminho rumo à sua identidade, à revelia de tudo e de si mesma.
«Eu, menina esperta, maricas encoberta, gaga, gorducha, com uma pala a cobrir-me o olho esquerdo e uns óculos maiores do que o desejável, era o oposto da imagem de uma pequena endiabrada […]. Quando os adultos olhavam para mim, achavam-me engraçada ou sentiam um pouco de pena, nada grave […]. Dava-me conta disso e aprendi a usá-lo a meu favor. Conseguia pensar em termos cruéis. A consciência de que necessitamos de um armário para nos escondermos torna-nos espertíssimos.»
Este romance leva-nos numa travessia pelo território mais íntimo da natureza humana — uma travessia da qual não saímos incólumes. Maus hábitos é a história do encontro de uma pessoa consigo mesma, alguém que nasce no corpo errado, no lugar mais triste e sem futuro, num tempo desolado.
Pela mão da protagonista, vamos até à sua infância em San Blas — um bairro operário suburbano e dizimado pela heroína nos anos oitenta —, passamos pela adolescência selvagem nas noites clandestinas de Madrid e chegamos ao raiar do milénio, quando a promessa de liberdade é soterrada por um episódio de insuportável violência. Contudo, das cicatrizes mais fundas há de emergir não a redenção, mas a esperança.
in: penguinlivros.pt
de Scott Stuart
Porto Editora, 2022
Estar só pode ser difícil.
É por isso que a Terra está à procura de um amigo. Mas fazer amigos não é fácil, especialmente quando os outros são tão diferentes de nós.
Um dia, algo misterioso e em chamas aproxima-se da Terra, e ela teme o pior... Mas poderá ser um sinal de que algo maravilhoso está prestes a acontecer?
Com um texto em rima, esta história inspiradora do autor bestseller Scott Stuart incentiva as crianças a aceitarem a sua singularidade e a verem o lado positivo em situações inesperadas.
in: wook.pt
de Juan Gabriel Vásquez
ed: Alfaguara, 2024
Tornarmo-nos homens (ou mulheres) enquanto lemos — em busca de algo similar, temos, pois, recorrido à ficção ao longo dos séculos. É isto que lhe pedimos: a construção do que somos ou queremos ser, ou a lenta descoberta de nós próprios através das palavras dos outros.
A vida é um ponto de vista: cada indivíduo está condenado a viver encerrado numa perspetiva, sujeito às coordenadas e limitações que ela impõe. Assumir outro ponto de vista, além de dificílimo, exige altas doses de imaginação, curiosidade e clarividência.
Que papel tem nisto a literatura? Será o único reduto onde o mundo pode ser interpretado e iluminado?
Neste livro, Vásquez defende que há na literatura uma maneira exclusiva e inimitável de dilucidar as complexidades da experiência humana, de iluminar a «vida invisível». O conhecimento que daqui emerge é mais indispensável hoje do que nunca: se vivemos cada vez mais confinados a uma realidade individual e menos talhados para as experiências partilhadas, o «mergulho no outro» nunca foi tão vital.
Como disse Marcel Proust: «A verdadeira vida […] e por consequência a única vida digna de ser vivida, é a literatura.»
Estes textos nasceram de um convite da Universidade de Oxford para que Juan Gabriel Vásquez proferisse as prestigiadas Conferências Weidenfeld, no passado confiadas a escritores como Mario Vargas Llosa, George Steiner, Umberto Eco ou Ali Smith.
O resultado é uma reflexão imprescindível, de um notável artesão da escrita e do pensamento, merecedor de prémios tão prestigiados como o Impac Dublin Literary Award, o Prix du Meilleur Livre Étranger e o Premio Real Academia Española.
in: penguinlivros.pt