"Mamã"
de Mariana Ruiz Johnson
Kalandraka, 2013
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura – 1º Ciclo.
de Mariana Ruiz Johnson
Kalandraka, 2013
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura – 1º Ciclo.
Obra vencedora do VI Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados (2013);
Maternidade, criança, infância, educação;
Arte popular latino-americana, história da Pintura.
"Mamã é tantas coisas...
É casa redonda, macia e andante.
É porto seguro, feliz e radiante.
Pôs-me neste mundo, nu, pequeno e terno… " O amor é o conceito fundamental que justifica o como, o porquê e o para quê de um texto rimado tão simples, mas simultaneamente tão universal, ...
in: fnac.pt
de Ondjaki
ed: Caminho, 2020
Tal como em outras obras de Ondjaki, a ação de O Livro do Deslembramento localiza-se em Luanda no período em que, após os acordos de Bicesse, a guerra civil parou, e houve eleições em Angola pela primeira vez. Mas em pouco tempo reacende-se a guerra civil. Como diz o narrador, «aquela guerra que nunca ninguém nos apresentou ou explicou, a guerra que sempre tinha "andado lá longe" sem nos ameaçar assim nas ruas da nossa cidade, no nosso mar, nas nossas praias, nas nossas famílias».
É essa Luanda que nos é aqui apresentada pelos olhos de uma criança. Essa Luanda em que «uma pessoa não sabe passar um dia só sem inventar uma estória». E as histórias seguem-se, numa estudada circularidade, até à última página. Mas aqui chegados tudo muda. Aquele mundo, vivido como uma história de encantar, tem debaixo de si um vulcão prestes a explodir.
O Livro do Deslembramento é certamente uma das mais belas obras de autoficção da literatura em língua portuguesa. E Ondjaki, neste ano de 2020 em que passam precisamente vinte anos sobre a publicação do seu primeiro livro, dá-nos agora um dos seus melhores romances.
in: wook.pt
de Adélia Carvalho
Tcharan, 2019
Tal como a Carochinha, a cadela desta história decide casar e, por isso, põe-se à janela. Contudo, como ninguém aparece, ela decide ser mais ativa e sai de casa.
Esta é uma história divertida (sobre um tema muito sério) na qual o casamento e as relações interpessoais não são a priori regulados por preconceitos e estereótipos.
Esta cadela escolhe o seu par em total liberdade, sem se preocupar com o género (masculino / feminino) nem com os atributos físicos de cada um(a).
A sua avaliação incide sobre a personalidade e os comportamentos daqueles(as) que querem casar com ela.
in: wook.pt
de Umberto Eco
Neste livro, Umberto Eco reúne ensaios provocadores sobre política, cultura e a sociedade contemporânea, revelando a sensação inquietante de que, apesar do progresso tecnológico, a humanidade muitas vezes anda para trás.
Com ironia e erudição que o caracterizam, Eco convida o leitor a refletir sobre os paradoxos do mundo moderno, a manipulação da informação e a fragilidade da memória histórica.
Um livro instigante, que desafia certezas e desperta o olhar crítico a cada página.
de José Gardeazabal
ed: Companhia das Letras, 2024
«Monto o origami de um avião. Eu sou o avião de papel, o meu próprio corpo papel. Os braços são importantes porque são as asas. Quando a dor aperta, faço um origami de mim mesmo. […] Desta vez deitei-me no chão, pernas e braços em ângulo agudo, os cotovelos e os joelhos no chão, os pés no ar eram a cauda branca do avião. Estou descalço e esbracejo, as mãos imitam pássaros feridos. Com asas e cauda, sou quase todo avião. Tento espalmar-me no chão, fininho, feito japonês. Não consigo, afinal sou criança, não folha de papel.»
Neste romance, somos conduzidos por caminhos que divergem, que se cruzam e voltam a separar-se, e que confluem num território partilhado entre narrador e leitor, como num jogo de espelhos: Origami é uma história de família e de desencontros emocionais, ao mesmo tempo que é a narrativa de autodescoberta de um rapaz em busca de si mesmo e do seu lugar, numa trama que se desdobra ainda em retrato social, em crónica da contemporaneidade, em quebra-cabeças de um crime, em radiografia do fim dos tempos.
Servindo-se do tom despojado a que o autor nos vem habituando — ora ácido, ora melancólico —, Origami fala-nos da solidão acompanhada, essa grande doença do século, mas também nos confronta com o incomensurável drama coletivo das migrações. Pelo meio, há um misterioso homicídio para resolver. Ao dirigir a luz para lugares quase sempre cheios de sombra, este é um livro inesperadamente libertador.
in: penguinlivros.pt
de Jane Porter
Fábula, 2023
No primeiro dia no infantário, o Duarte está muito feliz e diz a toda a gente: «Gosto de ti!» Mas ninguém lhe diz o mesmo: uns gozam, outros fingem que não ouviram, e há mesmo quem fique incomodado.
No dia seguinte, o Duarte sente-se triste e não quer voltar à escola. Mas a mãe mostra-lhe que há muitas maneiras de fazer amigos e de espalhar amor pelo mundo. Uma história sobre a importância dos pequenos gestos de afeto e acolhimento. Promove a aceitação da diferença, gestos de bondade e a inteligência emocional.
Este livro em co-autoria, de duas autoras premiadas, recebeu uma distinção da Amnistia Internacional de livro que inspira o ativismo; venceu o 2020 Little Rebels Award e foi finalista do 2021 Derby Children’s Picture Book Award.
in: wook.pt