"Sopa de letras"
de João Manuel Ribeiro
Trinta por uma linha, 2010
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura – 1º Ciclo.
de João Manuel Ribeiro
Trinta por uma linha, 2010
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura – 1º Ciclo.
As vogais e as consoantes são como as pessoas: cantam, gaguejam, namoram letras vindas de fora, metem-se onde não são chamadas, brincam com o poeta, rimam e fazem uma delici-osa sopa de letras.
Alimentados por ela, os mais pequenos divertem-se, contactando com as letras do alfabeto de forma melodiosa, com espaço para a interpretação cognitiva, dramática e lúdica.
in: bertrand.pt
de Shoshana Zuboff
ed: Relógio D'Água, 2020
Nesta obra, a socióloga norte-americana Shoshana Zuboff mostra como está em vias de desaparecimento a possibilidade de construirmos um futuro diferente daquele que está a ser programado por nós.
Revela-nos aquilo a que chama «capitalismo da vigilância», um projeto global de modificação do comportamento que ameaça transformar a natureza humana no século XXI, do mesmo modo que o capitalismo industrial alterou o mundo natural do século XX. Zuboff analisa as consequências do capitalismo da vigilância que se expandiu de Silicon Valley aos mais diferentes setores da economia atual.
Mostra como este acumula uma imensa riqueza e poder nos chamados «mercados de futuros comportamentais». A ameaça que paira sobre nós não é já a de um «Grande Irmão» totalitário, mas a de um arquiteto digital omnipresente que opera em função dos interesses do capitalismo da vigilância.
Zuboff pensa que a sociedade do século XXI corre o risco de se transformar numa colmeia totalmente interconectada e controlada, que nos seduz com a promessa de uma vida fácil e consumidora. Em sua opinião, estamos numa conjuntura crítica do confronto entre o enorme poder das empresas de alta tecnologia, reforçado pela atual crise pandémica, e as sociedades e os governos democráticos. A questão reside em saber se controlaremos a informação e as máquinas ou se nos deixaremos dominar por elas.
"O livro mais importante deste século. O O Capital desta geração."
Zadie Smith
"Toda a gente deve ler este livro como um ato de autodefesa digital."
Naomi Klein
"Inovador, magistral, alarmante e imperdível."
Financial Times
Um dos 100 melhores livros do século XXI para o The Guardian
in: relogiodagua.pt
de José Dias Pires
Booksmile, 2016
Letras loucas e engraçadas, palavras tontas e engasgadas. Numa viagem sempre a rimar, sobe a bordo... vai começar! Recheado de rimas e trocadilhos, este é o novo livro de José Dias Pires, autor que volta a brincar com as consoantes e vogais. As maravilhosas ilustrações são da premiada Yara Kono.
«Não é preciso saber
Ler a correr
E escrever sem errar.
Mas é preciso contar
Que, para poderes viajar
Com as letras engasgadas
E as palavras engraçadas,
É bom gostar de cantar,
E é melhor saber sonhar.
Só assim.…
in: fnac.pt
Sebastião Salgado (1944–2025) nasceu em Aimorés, Minas Gerais. Licenciou-se em Economia, fez mestrado na Universidade de São Paulo e doutorou-se na Universidade de Paris, tudo na área de Economia.
A ida para Paris em 1969 foi por asilo político no seguimento da ditadura militar brasileira.
No âmbito do seu trabalho como secretário para a Organização Internacional do Café (OIC) e viajou para trabalho para a África onde fez sua primeira sessão de fotos, nos anos 70, com uma Leica. Fotografar o inspirou-o tanto que em 1973 se tornou independente, como fotojornalista.
Foi um dos mais reconhecidos fotógrafos documentais do mundo. Autor de uma vasta obra a preto e branco, percorreu mais de 120 países, retratando a dignidade humana, as migrações, o trabalho, a pobreza e as injustiças sociais. Entre os seus projetos mais marcantes destacam-se Trabalhadores, Êxodos e Génesis.
Distinguido internacionalmente e Embaixador da Boa Vontade da UNICEF, desenvolveu também um importante trabalho ambiental através do Instituto Terra, que fundou com a sua mulher (designer e ambientalista) Lélia Wanick Salgado.
Boas leituras!
de Bernardo Carvalho
ed: Companhia das Letras, 2025
Tudo começa com uma viagem: no tempo e no espaço, na imaginação e na memória. Em plena ditadura brasileira, um pai e o seu filho de onze anos sobrevoam, num bimotor, o coração da floresta amazónica.
O pai, dado a excessos anímicos, mantém ligações obscuras aos militares que apoiam o governo. O filho, desamparado, embrenha-se obsessivamente na leitura de um romance de ficção científica sobre a demanda por um planeta substituto da Terra. Entre os dois, a comunicação é cada vez mais falha. Até que, à chegada a uma das fazendas que pontuam a Amazónia, um episódio terrivelmente violento vai deixar marcas que ficarão para sempre.
Mergulho na história moderna do Brasil, com uma sucessão de acontecimentos perturbadores e uma galeria de personagens sinistras, Os substitutos é também a demanda feroz e comovente pelo que (des)une dois homens. Bernardo Carvalho alcança aqui o lugar mais íntimo da sua obra, já que é entre pais e filhos que se estabelece a mais complexa das relações humanas.
Os elogios da crítica:
«Se tudo neste romance é espelho e comentário de uma outra coisa […], tudo reflete também a complexidade do mundo em chamas no qual vivemos. O entendimento das relações interrompidas e insatisfatórias, e do inconsolável desejo que lhes está no núcleo, torna Bernardo Carvalho um dos melhores romancistas contemporâneos, no Brasil e no mundo.»
Benjamin Moser
«O ficcionista brasileiro actual mais interessante. [Este romance é] uma relojoaria minuciosa sobre substituições: a substituição de um pai por um filho, de um planeta A por um planeta B, da ditadura militar pela democracia […]. E é incrível como tudo bate certo.»
Pedro Mexia
«Neste romance, somos levados numa viagem pelo interior do Brasil e por uma complexa narrativa por onde passam temas como a memória, a moral e a ética, a devastação amazónica, o genocídio dos povos indígenas durante a ditadura militar brasileira e a reparação dos abusos do passado. Se agirmos por vingança, conseguimos alguma vez sair de onde estamos encurralados?»
Isabel Coutinho, Público
in: penguinlivros.pt
de Benji Davies
Orfeu Negro, 2017
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura – Pré-escolar.
A casa do avô ficava ao fundo do jardim do Cid. Um dia, o Cid foi visitar o avô, mas não o encontrou em lado nenhum.
Estava prestes a ir-se embora quando ouviu o avô chamá-lo: “Quero mostrar-te uma coisa.”
No sótão, uma porta que nunca vira e, para lá da porta, um navio! Ouviu-se um apito e a viagem co-meçou. Chegaram a uma ilha mágica, com animais de todas as cores e cascatas fresquinhas. O Avô escolhe ali ficar e o Cid tem de dizer adeus.
A história de um avô e um neto que, mesmo longe um do outro, nunca se vão separar.
in: almedina.net