"Somos todos diferentes
uma celebração da diversidade"
de Tracey Turner
Edicare, 2024
de Tracey Turner
Edicare, 2024
Vem conhecer as crianças desta escola, bem como os seus professores, pais e cuidadores.
Todas têm diferentes tipos de famílias, culturas e etnias, capacidades e incapacidades, coisas de que gostam e não gostam… mas todas têm, também, muito em comum!
As nossas diferenças enriquecem as nossas vidas e este livro celebra-as.
in: fnac.pt
Pedro Strecht é pedopsiquiatra. Exerceu diversas funções profissionais na sua área de estudos, tendo sido distinguido com o Prémio Direitos Humanos, atribuído pela Assembleia da República.
É cronista e autor de uma obra marcada pela reflexão sobre a infância, a adolescência, as emoções e as fragilidades humanas.
A sua escrita cruza sensibilidade clínica, pensamento ético e atenção ao quotidiano, num registo acessível e profundamente humanista.
Nos seus livros, aborda temas como a solidão, a educação, o sofrimento psíquico e as transformações da sociedade contemporânea, procurando sempre aproximar o leitor de uma compreensão mais empática das relações humanas e do crescimento interior.
Boas leituras!
de Alice Rivaz
ed: Antígona, 2025
O diário de uma mulher em busca de emancipação e uma reflexão desassombrada sobre os mecanismos de dominação masculina e as relações entre os sexos. Uma obra que antecipou os grandes debates do feminismo moderno.
Em 1947, dois anos antes d’O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, um breve romance invadia os escaparates das livrarias e fazia correr rios de tinta na imprensa suíça. A paz nas colmeias é o diário secreto de uma mulher em busca de emancipação e uma viagem ao centro da desilusão conjugal de Jeanne Bornand, dactilógrafa de meia-idade numa encruzilhada da vida.
Neste caderno inconformado sobre a condição feminina, alimentado pela raiva perante o desconcerto do mundo, não escapam à protagonista as diferenças inconciliáveis entre os sexos, a insatisfação das mulheres com espartilhos sociais e subalternizações várias.
Contrapondo a imagem das colmeias a uma sociedade violenta regida por homens, Alice Rivaz assina, num estilo vivo e cativante, uma obra precursora e surpreendentemente actual sobre os eternos mecanismos da dominação masculina.
in: antigona.pt
de Amanda Gorman
Orfeu Negro, 2025
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura – 1º Ciclo.
O problema é grande, mas juntos somos maiores do que ele. Pouco a pouco, a começar. Juntos, a acreditar. Até que já não é um sonho. É o dia que estamos a viver!
Uma criança vê que à porta da sua casa se acumula lixo e objetos descartados. Os vizinhos dizem-lhe que não há nada que possa fazer: o problema é grande demais. Mas a criança sabe que há pequenos gestos que fazem toda a diferença.
Então, arregaça as mangas e pouco a pouco, sem desistir, algo nasce: um jardim, uma comunidade e um futuro novo.
in: orfeunegro.org
de Arturo Pérez-Reverte
Nas ruas sombrias de Madrid, um velho cão chamado Negro inicia uma busca perigosa por dois companheiros desaparecidos. Antigo cão de combate, marcado pelas cicatrizes do passado, conhece o pior dos homens, mas também o valor da lealdade.
Num mundo duro, onde sobrevivem os mais fortes e os mais astutos, Negro descobre que ainda há algo que merece ser defendido: a amizade, a dignidade e a capacidade de permanecer fiel.
Cães Maus Não Dançam é um romance intenso e comovente, de uma imensa ternura, onde os cães falam da condição humana com mais verdade do que os próprios humanos. Um thriller emocional, sombrio e terno, sobre sobrevivência, memória e afeto.
Porque há feridas que nunca desaparecem. E há cães que, simplesmente, nunca aprendem a deixar de amar.
E depois, há a escrita de Arturo Pérez-Reverte, seca, elegante, dura, capaz de alternar brutalidade e delicadeza numa mesma frase. Uma escrita que não sentimentaliza a dor, mas que encontra, no meio da violência e da desilusão, uma forma de ternura profundamente humana.
de Luigi Pirandello
ed: Presença, 1989
«Um, Ninguém e Cem Mil» (1926) é um monólogo de uma grande intensidade dramática, que dificilmente se enquadra dentro de um género ou de uma escola.
Pirandello, bem conhecido pela sua obra teatral, transpôs para esta narrativa muitos dos processos dramáticos que fizeram dele um dos grandes dramaturgos do nosso século. Vitangelo Moscarda é um homem que vive instalado na sua condição, até ao dia em que a mulher lhe revela um pormenor a seu respeito.
A partir daí Moscarda sofre o inferno dos espelhos, do olhar dos outros, que nele vêem sempre o que ele não é. Mas o que é ele para si próprio? Moscarda descobre que não pode apoderar-se de uma qualquer forma sem destruir o ser, a vida.
Por isso irá até ao extremo de se exilar da sociedade, salvaguardando aquilo que para ele é essencial - única liberdade possível: o viver e morrer em cada momento, o renascer também a cada instante, a cada novo dia.
in: bertrand.pt