Alice Oseman (1994) é uma escritora, ilustradora e argumentista britânica. Estreou-se na literatura aos 19 anos com Solitaire (2014), publicado em Portugal, em 2023, com o título Solitário.
Alice Oseman (1994) é uma escritora, ilustradora e argumentista britânica. Estreou-se na literatura aos 19 anos com Solitaire (2014), publicado em Portugal, em 2023, com o título Solitário.
É sobretudo conhecida pela série de banda desenhada Heartstopper, sobre a relação entre os adolescentes Charlie Spring e Nick Nelson, que alcançou grande sucesso internacional e foi adaptada pela Netflix, com argumento da própria autora.
A sua obra, dirigida sobretudo ao público jovem adulto, aborda temas como amizade, identidade, relações afetivas, saúde mental e descoberta pessoal.
Em 2021, recebeu o YA Book Prize, importante prémio britânico dedicado à literatura Young Adult, pelo romance Loveless, publicado em Portugal em 2022, com o título Sem Amor.
Alice Oseman é hoje uma das vozes mais reconhecidas da literatura juvenil britânica contemporânea.
Boas leituras!
Sebastião Salgado (1944–2025) nasceu em Aimorés, Minas Gerais. Licenciou-se em Economia, fez mestrado na Universidade de São Paulo e doutorou-se na Universidade de Paris, tudo na área de Economia.
A ida para Paris em 1969 foi por asilo político no seguimento da ditadura militar brasileira.
No âmbito do seu trabalho como secretário para a Organização Internacional do Café (OIC) e viajou para trabalho para a África onde fez sua primeira sessão de fotos, nos anos 70, com uma Leica. Fotografar o inspirou-o tanto que em 1973 se tornou independente, como fotojornalista.
Foi um dos mais reconhecidos fotógrafos documentais do mundo. Autor de uma vasta obra a preto e branco, percorreu mais de 120 países, retratando a dignidade humana, as migrações, o trabalho, a pobreza e as injustiças sociais. Entre os seus projetos mais marcantes destacam-se Trabalhadores, Êxodos e Génesis.
Distinguido internacionalmente e Embaixador da Boa Vontade da UNICEF, desenvolveu também um importante trabalho ambiental através do Instituto Terra, que fundou com a sua mulher (designer e ambientalista) Lélia Wanick Salgado.
Boas leituras!
Pedro Strecht é pedopsiquiatra. Exerceu diversas funções profissionais na sua área de estudos, tendo sido distinguido com o Prémio Direitos Humanos, atribuído pela Assembleia da República.
É cronista e autor de uma obra marcada pela reflexão sobre a infância, a adolescência, as emoções e as fragilidades humanas.
A sua escrita cruza sensibilidade clínica, pensamento ético e atenção ao quotidiano, num registo acessível e profundamente humanista.
Nos seus livros, aborda temas como a solidão, a educação, o sofrimento psíquico e as transformações da sociedade contemporânea, procurando sempre aproximar o leitor de uma compreensão mais empática das relações humanas e do crescimento interior.
Boas leituras!
Luís Osório (1971) é escritor, cronista e comunicador. Autor de vários livros, a sua escrita cruza memória, intimidade, observação social e inquietação existencial, num registo simultaneamente confessional e crítico.
Cronista diário na Antena 1, onde assina o Postal do Dia, escreve também regularmente nas redes sociais, mantendo uma relação de grande proximidade com os leitores.
Ao longo do seu percurso foi diretor de jornais e rádio, trabalhou em televisão e desenvolve atividade como consultor político e empresarial. Boas leituras!
Deana Barroqueiro nasceu nos Estados Unidos da América, filha de emigrantes portugueses.
Vive em Lisboa desde a infância, onde se licenciou em Filologia Românica pela (FLUL).
Dedicou grande parte da sua vida ao ensino e à escrita.
Autora de mais de vinte obras, desenvolve há mais de três décadas um trabalho centrado sobretudo na expansão marítima portuguesa e na História dos séculos XV a XVII, cruzando investigação histórica e criação literária.
A sua obra, traduzida em várias línguas, inclui também textos de crónica, literatura juvenil e investigação gastronómica, tendo sido distinguida internacionalmente com vários prémios Gourmand World Awards.
Boas leituras!
Oliver Jeffers dedica-se à arte e à narrativa, criando obras de arte para adultos e livros ilustrados para crianças.
Como artista visual e autor que trabalha com pintura, criação de livros, ilustração, colagem, performance e escultura, a curiosidade e o humor estão presentes em toda a sua prática artística e de contador de histórias. No mês em que se celebra o Dia Mundial da Criança, a Biblioteca Municipal de Tavira destaca o autor e a obra de Oliver Jeffers. Divirta-se com as aventuras deste incrível autor/ilustrador, quer seja criança ou adulto. Boas leituras!
Luís de Sttau Monteiro (1926-1993) foi um escritor e dramaturgo português que se destacou pela sua crítica ao regime do Estado Novo.
É autor da peça "Felizmente Há Luar!" (1961), utilizou o teatro para denunciar a repressão e defender a liberdade. Devido às suas ideias, foi perseguido e preso pela PIDE.
Hoje, é considerado uma das principais vozes da resistência intelectual em Portugal no século XX. No ano do centenário do seu nascimento, a Biblioteca Municipal de Tavira destaca a sua obra. Boas leituras!
Filomena Marona Beja (1944–2023) foi uma escritora portuguesa reconhecida pela sua vasta produção literária e pelo olhar crítico e sensível sobre a sociedade contemporânea.
Estreou-se na literatura em 1970 e construiu, ao longo de décadas, uma carreira sólida e diversificada, que abrange romances, novelas, contos e literatura infantojuvenil. A sua escrita distingue-se pela ironia subtil, pela atenção dedicada às relações familiares e sociais, bem como por uma análise crítica das convenções e desigualdades presentes na sociedade portuguesa.
Entre as suas obras mais conhecidas destacam-se As Cidadãs, A Cova do Lagarto e A Senhora. Ao longo da sua carreira, recebeu vários prémios literários que reconhecem a relevância e a consistência do seu trabalho.
Descubra as suas obras na sua Biblioteca Municipal.
Boas leituras!
Este mês, a Biblioteca Municipal de Tavira destaca a escritora e jornalista franco-marroquina Leïla Slimani (Rabat, 1981).
Autora do romance Canção Doce, vencedor do Prémio Goncourt 2016, a sua obra aborda temas como maternidade, identidade, liberdade feminina e desigualdades sociais, explorando as tensões entre o Ocidente e o mundo árabe.
Boas leituras!
Médica especialista em lesões cerebrais e uma autora norte-americana de romances psicológicos de grande sucesso, conhecida por usar um pseudónimo para separar as suas duas carreiras, pelo que o seu verdadeiro nome não é do conhecimento geral.
Vive em Boston com a família e escreve livros repletos de reviravoltas, tendo alcançado um sucesso internacional com A Criada, que foi adaptado ao cinema. O filme já está em exibição nas salas de cinema portuguesas. Grande parte da sua obra também já está disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Tavira.
Arturo Pérez-Reverte é um romancista e jornalista espanhol. Desde 2003, é também membro da Real Academia Espanhola da Língua.
Licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Complutense de Madrid e as suas obras estão traduzidas em quase trinta idiomas.
Daphne du Maurier nasceu no seio de uma família proeminentemente artística e literária, em Londres, a 13 de maio de 1907.
Publicou os seus primeiros trabalhos na revista Bystander, que resultou num contrato com um agente literário. Em 1931, lançou o romance Apaixonados, o primeiro de mais de duas dezenas que publicaria ao longo da sua carreira. É principalmente reconhecida por duas histórias, Rebecca (1938) e Os Pássaros (1952), ambas adaptadas ao cinema por Alfred Hitchcock. A sua novelística é marcada pela sugestão de elementos sobrenaturais, episódios imbuídos do espírito gótico e raramente com finais felizes. Em 1969, pelo inegável contributo que deu à literatura inglesa, é nomeada dama da Ordem do Império Britânico. Morre em casa, no condado da Cornualha, em 1989.
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Marco Neves nasceu em Peniche e vive em Lisboa. Tem sete ofícios, todos virados para as línguas: tradutor, revisor, professor, leitor, conversador e autor.
Não são sete? Falta este: é também pai, com o ofício de contar histórias. É professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e diretor do escritório de Lisboa da Eurologos.
Escreve regularmente no blogue Certas Palavras. Já publicou os livros Doze Segredos da Língua Portuguesa, A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa e o romance A Baleia que Engoliu Um Espanhol. Publicou também um ensaio literário, José Cardoso Pires e o Leitor Desassossegado.
Regressa às dúvidas e subtilezas da nossa língua com a Gramática para Todos: O Português na Ponta da Língua.
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Escritor português, José Augusto Neves Cardoso Pires nasceu a 2 de outubro de 1925, no concelho de Vila de Rei, em Castelo Branco. Filho de um oficial da marinha, ainda criança muda-se com os pais para Lisboa, cidade que abraçou e amou.
Exerceu várias profissões, entre as quais, redator de uma revista feminina, Eva, em finais dos anos 40. Em 1949, publica o seu primeiro livro, "Os Caminheiros e Outros Contos", retirado de circulação pela censura. Nos princípios dos anos 50, foi detido pela PIDE depois da apreensão do seu livro de contos "Histórias de Amor".
Nos anos 60 foi membro da Sociedade Portuguesa de Escritores. Em 1963 publica "Hóspede de Job", livro dedicado ao seu irmão, morto enquanto cumpria o serviço militar nos anos 50, e que lhe valeu o Prémio Camilo Castelo Branco em 1964; e "O Delfim" em 1968.
Em inícios dos anos 70, foi professor de Literatura Portuguesa e Brasileira em Inglaterra, no King's College da Universidade de Londres. Dois anos depois, já em Portugal, publica "Dinossauro Excelentísimo".
Já nos anos 80, publica "A Balada da Praia dos Cães", romance que lhe valeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e que foi alvo da realização de um filme, com o mesmo nome, de José Fonseca e Costa, em 1987. Neste mesmo ano publica "Alexandra Alpha", obra que mereceu o Prémio Especial da Associação de Críticos, de São Paulo, no Brasil.
Em 1995 sofreu um acidente vascular cerebral que o levou a ficar algum tempo em estado de coma. Recuperado, publica em 1997 a obra "De Porfundis, Valsa Lenta", pela qual recebeu dois prémios: Prémio D. Dinis e Prémio da Crítica, atribuído pela Associação Internacional de Críticos Literários; e "Lisboa, Livro de Bordo".
Entre os prémios já mencionados, recebeu também o Prémio Internacional União Latina (1991), o Astrolábio de Ouro do Prémio Internacional Último Novecento (1992) e o Prémio Pessoa (1997).
Em 1998 sofreu outro acidente vascular cerebral, que viria a ser a causa da sua morte a 26 de outubro, em Lisboa. Em setembro desse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores.
Foi autor de contos, romances, crónicas e ensaios (como em "E Agora José?", 1977) e de peças de teatro (como "O Render dos Heróis" (1960) e "O Corpo Delito na Sala de Espelhos", 1980).
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Lucia Berlin nasceu em 1936, no Alasca. Publicou os seus primeiros contos aos 24 anos em várias publicações, incluindo The Noble Savage, revista literária dirigida pelo escritor Saul Bellow.
Escreveu de forma esporádica até à década de oitenta, altura em que decidiu publicar o primeiro livro de contos, Angels Laundromat.
As suas histórias estão intimamente ligadas às suas próprias recordações: a infância em comunidades mineiras do interior do continente americano, a adolescência sofisticada em Santiago do Chile, a mudança constante de casa, os três casamentos falhados, o alcoolismo, ou os variadíssimos empregos que teve para criar os quatro filhos: enfermeira, telefonista, mulher de limpeza e professora de escrita criativa. Na década de 90, foi promovida a professora associada da Universidade de Colorado Boulder.
Morreu em 2004 no dia do seu aniversário, na Califórnia, para onde se mudara poucos anos antes para viver perto dos filhos. Ao longo da vida, Lucia Berlin publicou seis livros de contos. Na Alfaguara estão publicados Manual para Mulheres de Limpeza (2016) e Anoitecer no Paraíso (2018).
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Nasceu em Juiz de Fora (Minas Gerais), no Brasil, a 11 de maio de 1925. É um dos mais prestigiados escritores brasileiros contemporâneos e um dos expoentes máximos da literatura de língua portuguesa.
Traduzido em todo o mundo, foi galardoado com seis prémios Jabuti e, pelo conjunto da sua obra, com o Prémio Camões em 2003. Em 2015, recebeu o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL).
É autor de uma vasta obra narrativa, contista e romancista, que tem vindo a ser publicada em Portugal, desde 2010, pela Sextante Editora.
Os romances Agosto e A Grande Arte são duas das suas obras incontornáveis, exemplos máximos da sua escrita sóbria e de um realismo «duro» que fez escola na literatura brasileira: «todas as palavras devem ser usadas», disse uma vez numa entrevista.
A Carne Crua — uma coleção de 26 contos inéditos, lançada em Portugal há precisamente um ano —, que viria a ser a sua derradeira criação, juntam-se atualmente no catálogo da Sextante os romances O Seminarista, Buffo & Spallanzani (Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas), A Grande Arte, Agosto e O Selvagem da Ópera, os livros de contos Calibre 22, Axilas & Outras Histórias Indecorosas, Histórias Curtas e Amálgama, e a autobiografia de infância intitulada José.
Rubem Fonseca faleceu no Rio de Janeiro a 15 de abril de 2020, vítima de um enfarte do miocárdio. Após a sua morte foi editado O Doente Molière.
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Miguel Sousa Tavares nasceu no Porto. Depois de se ter licenciado em Direito, exerceu advocacia durante 12 anos, atividade da qual abdicou para se dedicar em exclusivo ao jornalismo, uma paixão que lhe tem valido diversos prémios.
Estreou-se na televisão em 1978, na RTP, onde foi o rosto do programa de entrevistas Face a Face, a sua primeira experiência como apresentador. Nos anos 90 ingressa na SIC, canal onde conduziu programas como Crossfire, 20 Anos 20 Nomes e Terça à Noite.
Já no final da década transfere-se para a TVI e assina formatos como Em Legítima Defesa e Jornal Nacional, aqui como comentador fixo semanal.
Em 1989, foi um dos fundadores da revista Grande Reportagem, publicação da qual se tornou diretor no ano seguinte, um cargo que ocuparia durante 10 anos.
Para além da experiência enquanto diretor da revista Sábado, também se destacou na imprensa portuguesa como cronista em publicações como o jornal Público, o jornal desportivo A Bola, a revista feminina Máxima, o jornal online Diário Digital e o semanário Expresso.
Miguel Sousa Tavares tem vários livros publicados, de crónicas a contos, romances, livros de viagem e infantojuvenis. O primeiro, Sahara, a República da Areia, foi editado em 1985. Estreou-se no romance em 2003, com a obra Equador, editado em 30 países e adaptado a série televisiva.
Destacam-se ainda os seus livros Rio das Flores, No Teu Deserto, Madrugada Suja ou Cebola Crua com Sal e Broa.
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Doutorado na Universidade Goethe, em Frankfurt am Main, em 1982, Carlos Fiolhais é professor de Física na Universidade de Coimbra (aposentado).
Publicou mais de 70 livros, alguns deles editados noutros países, entre os quais onze (doze com este) ensaios na Gradiva, e 37 manuais escolares. Foi Diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. É um dos cientistas e divulgadores de ciência mais conhecidos em Portugal.
Foi agraciado com vários prémios e distinções, entre os quais o Globo de Ouro em Ciência da Sic e a Ordem do Infante D. Henrique. A Câmara Municipal de Coimbra criou uma biblioteca com o seu nome.
Escreve atualmente para o Correio da Manhã e o Jornal de Letras, mantém o blogue De Rerum Natura e dinamiza o podcast do jornal Público «Mais Lento do que a Luz», em parceria com o bioquímico David Marçal.
Dirige desde o número 200 a coleção «Ciência Aberta» da Gradiva. Codirigiu as Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa e a História Global de Portugal publicadas pela Temas e Debates.
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Cara Hunter é autora dos thrillers bestsellers do Sunday Times protagonizados pelo inspetor-chefe Fawley e pela sua equipa de inspetores de Oxford.
O primeiro livro desta série, Perto de Casa, foi um dos títulos escolhidos pelo Richard and Judy Club Book e pré-selecionado para “Policial do Ano” nos British Book Awards de 2019. Sem Saída foi selecionado pelo Sunday Times como um dos cem melhores romances policiais desde 1945.
A série Inspetor Fawley já vendeu mais de um milhão de exemplares em todo o mundo, e os direitos para a adaptação televisiva foram adquiridos pelo grupo Fremantle.
Cara Hunter vive em Oxford, numa rua não muito diferente das que são descritas nos seus thrillers.
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Político e ex-presidente da República, Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em 1924 e faleceu em 2017.
Oriundo de uma família com tradições políticas republicanas liberais, participou ativamente, desde a juventude, em atividades políticas contra o Estado Novo, o que lhe acarretou a passagem pelas prisões da polícia política e o exílio, primeiro em S. Tomé e depois em França, onde o 25 de abril de 1974 o encontraria.
Advogado, defendeu em tribunais plenários numerosos opositores do regime, tendo-se destacado como representante da família Delgado nas investigações sobre as circunstâncias e responsabilidades da morte do "General sem Medo". Oposicionista declarado, apresentou-se como candidato em atos eleitorais consentidos pelo regime, nunca sendo, obviamente, eleito.
Dirigente da Acção Socialista Portuguesa, é um dos fundadores do Partido Socialista (1973), de que será o primeiro secretário-geral. Após o levantamento dos capitães em 1974, regressa prontamente a Portugal, ocupando a pasta dos Negócios Estrangeiros, passando a ser responsável pelo estabelecimento de relações diplomáticas com diversos países do mundo e pelas negociações que levariam à independência das colónias portuguesas.
No plano da política interna, destaca-se principalmente pela oposição à influência política e social de comunistas e partidos de extrema-esquerda, combatendo, não só o peso daqueles dentro das instituições militares e no aparelho de Estado, mas também a proposta de unicidade sindical.
Será primeiro-ministro de três governos constitucionais, assumindo o poder sempre em situações de grande gravidade (instabilidade resultante do PREC, crise financeira, etc.), governando ora com o apoio exclusivo do seu partido ora em coligação, consoante a relação de forças estabelecida no Parlamento. Será o segundo presidente da República eleito democraticamente após o restabelecimento da democracia, cumprindo dois mandatos sucessivos entre 1986 e 1996, durante os quais se empenhou repetidamente, quer na dinamização das relações externas, quer na auscultação das aspirações e reclamações populares, através de "presidências abertas" que o levaram a percorrer praticamente todo o território nacional.
Quando saiu de Belém não regressou às fileiras do partido em cuja fundação teve significativo papel. No seu discurso de despedida ao povo português, deixou claramente expresso o desejo de se afastar definitivamente da política ("política nunca mais") e de se dedicar a outras atividades, particularmente à escrita. Em 1998 recebeu um convite da ONU, para chefiar uma missão de informação à Argélia, reunindo várias personalidades escolhidas por Kofi Annan. O objetivo desta missão foi observar a situação vivida neste país através do contacto com organizações políticas, representantes de jornais e visitas a vários locais.
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