
“Escritor norte-americano, Philip Milton Roth
nasceu a 19 de Março de 1933, na cidade de Newark, no estado da Nova Jérsia e
faleceu a 22 de maio de 2018, em Nova Iorque. Filho de um mediador de seguros
de origem austro-húngara, tornou-se num grande entusiasta de baseball aos
sete anos de idade. Descobriu a literatura tardiamente, aos dezoito.
Após ter concluído o ensino secundário,
ingressou na Universidade de Rutgers mas, ao fim de um ano, transferiu-se para
outra instituição, a Universidade de Bucknell. Interrompeu os seus estudos em
1955, ao alistar-se no exército mas, lesionando-se durante a recruta, acabou
por ser desmobilizado. Decidiu pois retomar os seus estudos, trabalhando
simultaneamente como professor para poder prover ao seu sustento, tendo-se
licenciado em 1957, em Estudos Ingleses.
Inscreveu-se depois num seminário com o intuito
de apresentar uma tese de doutoramento, e perdeu o entusiasmo, desistindo deste
seu projecto em 1959. Preferindo dar início a um esforço literário, passou a
colaborar com o periódico New Republic na qualidade de crítico
de cinema, ao mesmo tempo que se debruçava na escrita do seu primeiro livro,
que veio a ser publicado nesse mesmo ano, com o título Goodbye,
Columbus (1959). A obra constituiu uma autêntica revelação, comprovada
pela atribuição do prémio literário National Book Award. Mereceu também uma
adaptação para o cinema pela mão do realizador Larry Peece.
Seguiram-se Letting Go (1962)
e When She Was Good (1967), até que, em 1969, Philip Roth
tornou a consolidar a sua posição como romancista através da publicação
de Portnoy's Complaint (1969, O Complexo de Portnoy),
obra que contava a história de um monomaníaco obcecado por sexo. O autor passou
então a optar por fazer reaparecer muitas das suas personagens em diversas
narrativas. Depois de The Breast (1972), romance que aludia
à Metamorfose de Franz Kafka, David Kepesh, o protagonista que
se via transformado num enorme seio, torna a figurar em The Professor
Of Desire(1977) e em The Dying Animal (2001). Um outro
exemplo de ressurgência é Nathan Zuckermann, presente em obras como My
Life As A Man (1975), Zuckermann Unbound (1981), I
Married A Communist (1998, Casei Com Um Comunista )
e The Human Stain (2000).
Tendo dado início a uma carreira docente em
meados da década de 60, e que incluiu a sua passagem por instituições como as
universidades de Princeton e Nova Iorque, Philip Roth encontrou muita da sua
inspiração em incidentes e ambientes da vida académica.
Em 1991 publicou um volume dedicado à história
da sua própria família, Patrimony , trabalho que foi
galardoado com o National Critics Circle Award no ano seguinte, uma entre as
muitas honrarias concedidas ao autor.
Em 1997, Philip Roth ganhou Prémio Pulitzer
com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes
da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia de Artes e Letras, a
medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William
Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Critics
Award.
Em 2005, A Conspiração contra a América recebeu
o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos pelo «excecional romance
histórico sobre um tema americano, relativo a 2003-2004», e foi considerado
Melhor Livro do Ano por inúmeras publicações, entre elas: New York Times Book
Review, San Francisco Chronicle, Boston Globe, Chicago Sun-Times, Los Angeles
Times Book Review, Washington Post Book World, Times e Newsweek. No Reino
Unido, Recebeu ainda o W.H. Smith Award para Melhor Livro do Ano.
Em 2011 recebe o Man Booker International Prize,
prémio que procura destacar a influência de um escritor no campo da literatura.
Trata-se de um reconhecimento do trabalho pessoal, e não de uma obra sua em
particular. No ano seguinte, recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias, a maior
distinção de Espanha.”