"A educação de Felicity"
de Marion Chesney
ed: ASA, 2015
Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções - casar ou esperar que um parente rico morra - as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma.
de Marion Chesney
ed: ASA, 2015
Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções - casar ou esperar que um parente rico morra - as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma.
Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais difíceis, apresentá-las à sociedade e arranjarlhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela).
Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso.
in: almedina.pt
de José Jorge Letria
Booksmile, 2016
Alguma vez ouviste falar de um elefante com falta de memória?
E de um leão vegetariano?
E de um falcão com vertigens?
Neste livro vais conhecer bichos de que nunca ouviste falar.
Não, não são bichos virados ao contrário, nem de patas para o ar, são apenas invulgares e com hábitos peculiares. Não há registo na Terra, nem sequer no Universo, de animais tão raros como os que habitam estas páginas.
Mas estes bichos não são estranhos... são apenas diferentes e de feitios especiais. São bem mais divertidos do que os outros animais, e vais adorar conhecer as suas histórias e os seus costumes virados do avesso. «Esta é uma história terna e doce sobre como a generosidade e a gentileza são das mais importantes e verdadeiras qualidades de qualquer ser humano, oferecendo um ótimo exemplo aos jovens leitores e um lembrete aos mais velhos.
in: wook.pt
de Nikolai Gógol
ed: Assírio e Alvim, 2002
Se Púchkin foi o grande poeta da literatura russa moderna, Nikolai Gógol foi o seu grande prosador. E Almas Mortas o seu grande livro. Este ucraniano, morto de doença nervosa e desespero espiritual aos 42 anos, imaginou uma grande obra épica que não só retratasse a Rússia como lhe delineasse o futuro.
Imaginou essa obra em três tempos, à maneira da Divina Comédia, por esta ordem: o inferno, o purgatório, o paraíso.
Pelas vicissitudes da sua vida e do seu percurso espiritual, Gógol ficou-se pelo inferno, ou seja, pelo primeiro tomo de Almas Mortas, que aqui apresentamos traduzido do original russo. Conta a chegada do vigarista Tchítchikov a uma cidade provinciana da Rússia esclavagista com o intuito de comprar aos senhores da terra locais, para fins inconfessáveis, «almas mortas» (servos da gleba já falecidos mas que ainda constavam dos registos de recenseamento como vivos).
Estilo mordaz mas subtil, uma veia satírica e uma escrita moderna ainda hoje inimitáveis, aprofundamento dos caracteres até ao osso — é assim Almas Mortas.
Gógol ficou-se pelo primeiro tomo porque queimou por duas vezes os manuscritos do segundo. Abençoado auto-de-fé: no que restou do segundo tomo (salvaram-se do fogo cinco capítulos, cuja tradução está também incluída nesta edição), o seu humor corrosivo já só aflora de vez em quando, a preocupação religiosa do autor em regenerar as almas, o seu afã em reanimar uma ordem social moribunda teriam deixado o resto de Almas Mortas a grande distância da parte genial publicada.
in: assirio.pt
de Eça de Queirós
Quasi, 2008
A história acompanha o jovem Jacinto, um rapaz extremamente rico que nasce e cresce rodeado pelo luxo, pela alta tecnologia e pelo progresso moderno da cidade de Paris. Jacinto vive obcecado pela ideia de que a civilização máxima traz a felicidade absoluta. Contudo, com o passar do tempo, todos os aparelhos e o ritmo agitado da grande metrópole começam a deixá-lo profundamente chateado e infeliz.
Tudo muda quando Jacinto é obrigado a viajar até à pacata serra de Tormes, em Portugal, para tratar das terras e do palácio dos seus antepassados. Na bagagem seguem dezenas de caixotes cheios de engenhocas e livros, mas, devido a um desvio nos caminhos de ferro, Jacinto chega à serra sem nenhum dos seus bens modernos.
Desprovido de tecnologia, ele é forçado a viver de forma simples. É nas montanhas portuguesas que Jacinto descobre a beleza da natureza, a comida tradicional saborosa e a paz da vida no campo. Curado do tédio de Paris, percebe finalmente que a verdadeira felicidade se esconde nas coisas mais simples da vida.
in: mbooks.pt
de Stephen Marche
ed: Livros Zigurate, 2024
Os Estados Unidos da América são hoje um país profundamente dividido. A violência política tem vindo a aumentar.
Já há quem se dedique à elaboração de planos de batalha. E não são romancistas, mas coronéis. Contemplar a possibilidade de uma nova guerra civil pode parecer alarmista, mas a realidade tem-se encarregado de demonstrar que aquilo que era impensável há uma década já está em curso.
Baseando-se em sofisticados modelos de previsão e em quase duzentas entrevistas com especialistas – líderes militares, agentes dos serviços secretos, especialistas agrícolas, ambientalistas, historiadores da guerra e cientistas políticos – o jornalista canadiano Stephen Marche constrói cinco cenário possíveis para um aterrador colapso futuro de consequências imprevisíveis.
in: zigurate.pt