"Zipper e o Seu Pai"
de Joseph Roth
ed: Relógio D’Água, 2025
Passado em Viena no início do século xx, Zipper e o Seu Pai retrata a amizade de infância entre Arnold Zipper e o narrador, vista pelos olhos deste último, enquanto jovem.
de Joseph Roth
ed: Relógio D’Água, 2025
Passado em Viena no início do século xx, Zipper e o Seu Pai retrata a amizade de infância entre Arnold Zipper e o narrador, vista pelos olhos deste último, enquanto jovem.
A família Zipper acolhe com entusiasmo o novo amigo do filho e o rapaz fica fascinado com a sua vida acolhedora e suburbana. O pai de Zipper, fabricante de violinos e vendedor ambulante, está determinado a alcançar o sucesso.
À medida que os dois amigos crescem, as suas vidas seguem caminhos distintos — o exército, a universidade, as primeiras escolhas profissionais e um casamento desastroso com uma aspirante a actriz deixam marcas profundas — e cada um tem uma história muito diferente para contar. Das periferias de Viena às colinas de Hollywood, Zipper e o Seu Pai traça o percurso de uma geração que atravessou a experiência da guerra e, num período de profundas mudanças sociais, vê gradualmente ruir os seus sonhos.
“Joseph Roth é um dos grandes escritores de língua alemã deste século.”
[The Times]
“Pode não haver escritor moderno mais cativante e capaz de combinar romance e poesia, de fundir um realismo vigoroso e intocado com um brilhante poder de metáfora e comparação.”
[James Wood]
in: relogiodagua.pt
de Joseph Roth
ed: Cavalo de Ferro, 2018
A Marcha de Radetzky é, nas palavras do crítico Harold Bloom, «um dos romances mais soberbos, acutilantes e de leitura aliciante que a literatura alemã do século XX produziu», retrato ficcional inigualável do declínio de um império e de uma inteira civilização através da história privada de uma família.
Filho de humildes camponeses eslovenos, o jovem tenente Joseph Trotta torna-se subitamente herói nacional ao salvar a vida do imperador Francisco José no campo de batalha de Solferino. Elevado ao grau de capitão e agraciado com o título de barão, Joseph inaugura, deste modo, a nobre linhagem da sua família, cuja origem obscura se perderá nos livros de História.
A partir desse momento, o destino dos Von Trotta espelhará o do próprio Império: Franz, o seu filho, torna-se comissário distrital e meticuloso funcionário de uma administração cujo falhanço não consegue compreender, e o seu neto, Carl Joseph, à imagem do avô, segue relutantemente carreira na Cavalaria, perdendo-se numa vida de indolência e futilidade, demasiado fraco para se rebelar contra os padrões que a família lhe impôs.
«Grande elegia da Áustria dos Habsburgos, A Marcha de Radetzky é, sem dúvida, o melhor romance de Joseph Roth.» J.M. Coetzee, Prémio Nobel de Literatura
«A obra de Joseph Roth constitui, juntamente com a de Kafka e a de Robert Musil, o melhor contributo da literatura de língua alemã para a ficção do século XX.» The New Yorker
in: penguinlivros.pt
de Joseph Roth
Já tinha lido a Marcha de Radetzky, em 2018, e o autor voltou a fascinar-me.
Passado no rescaldo da I Grande Guerra, 1914-1918, julgo que na Polónia, no Hotel Savoy cruzam-se soldados que voltam da frente, muitos judeus a que o autor pertencia. No hotel cruzam-se pobres e ricos; estes, nos primeiros andares e os pobres, nos últimos. Muita pobreza e alguma riqueza. Imaginamos aquele vaivém de gente à procura de refazer a vida.
Um mestre, este Joseph Roth! Alcoólico, morreu aos 44 anos, teve uma vida difícil. A sua experiência a viver em hotéis foi grande.
Vale a pena ler.
por Carlos Lopes