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28.12.20

D. Quixote de la Mancha

“D. Quixote de la Mancha” de Miguel de Cervantes, ed. Bertrand, 2015

Considerado o primeiro romance moderno, D. Quixote de La Mancha foi eleito em 2002 o melhor livro de todos os tempos por um conjunto de cem escritores nomeados pelo Instituto Nobel. D. Quixote, um fidalgo de Castela assanhado pela leitura de romances de cavalaria, decide que é seu "ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, e desfazendo agravos" e parte à aventura na companhia de seu fiel e prosaico escudeiro, Sancho Pança. As hilariantes maluquices do Cavaleiro Andante liquidam, com a sua "moral do fracasso", as últimas ilusões da epopeia: aquilo a que Adorno chama "a ingenuidade épica". Depois de D. Quixote , nada mais será igual.

Tradução de Aquilino Ribeiro, considerada uma das melhores traduções da obra para a língua portuguesa. Versão ilustrada (ilustrações de Gustave Doré)

“Publicada em 1605, a primeira parte do “Quixote”, com os seus elementos paródicos, fazia a transição entre modelos narrativos antigos (novelas pastoris, romances de cavalaria) e a literatura moderna. Mas a genialidade intemporal de Cervantes manifesta-se dez anos mais tarde, em 1615, com a edição da segunda parte da obra. Tendo o primeiro livro obtido um êxito enorme em toda a Espanha, as personagens que se cruzam com a dupla Quixote/Pança leram-no; ou seja, já conhecem os seus feitos, os seus falhanços, e aproveitam esse conhecimento para lhes criarem novos embaraços. Dito por outras palavras, Cervantes inventou, há quatro séculos, a metaficção. Querem algo mais moderno do que isto? Aliás, ainda na primeira parte, quando o barbeiro revista a biblioteca de Quijano, para lhe queimar os livros, encontra o primeiro romance de Cervantes (“A Galateia”) e poupa-o. A multiplicação dos narradores, bem como o seu carácter ambíguo, é outra marca de modernidade. “El Ingenioso Don Quijote de La Mancha” foi provavelmente o primeiro de todos os romances dignos desse nome. Podia ser o último.” – Pedro Mexia

27.9.16

Fragmentos de Dom Quixote (Baseado na obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de la Mancha) . 1 e 4 de outubro . 22h00


1 de Outubro 22h 
4 de Outubro 22h 
  
Fragmentos de Dom Quixote, conta-nos a história, através de alguns excertos da obra de Miguel de Cervantes, de um cidadão de La Mancha, que vivia de tal forma obcecado pela leitura de livros de cavalaria, que acabou por enlouquecer, ao ponto de acreditar que deveria tornar-se cavaleiro andante, que as suas ações teriam a obrigação de honrar a sua pátria e engrandecer o seu nome para lembrança futura. O cavaleiro pega então em armas e cavalo e sai em busca de empolgadas aventuras, sob o nome de Dom Quixote de La Mancha, sem nunca esquecer a formosa Dulcineia, a preciosa donzela que lhe roubou o coração. Ao ser Dom Quixote, para além de imaginar duras e desiguais batalhas com temíveis inimigos e ferozes gigantes, o cavaleiro de triste figura acabará por se prejudicar física e mentalmente, prejudicando também muitos dos que se cruzavam no seu caminho.
Fragmentos de Dom Quixote (Baseado na obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de la Mancha)
Encenação: Sandro Colaço Pires
Cenário: Ângelo Gonçalves
Adereços e figurinos: Denise Gonçalves
Conceção musical e desenho de luz: Stelmo Barbosa
Construção e montagem de cenário Sandro Pires e Ângelo Gonçalves
Montagem e operação de luz e som
Guarda-roupa Denise Gonçalves;
Fotografia: Rúben Cavaco
Interpretação
Dom Quixote de la Mancha: Sandro Pires
Sancho Pança: Stelmo Barbosa
Dulcineia del Toboso: Bárbara Ramos